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Árabe jugari

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Árabe centro-asiático
Falado em:  Afeganistão
 Irão
Tajiquistão
 Uzbequistão
Total de falantes: 1000 no Tajiquistão e 700 no Uzbequistão
Família: Semítica
 Ocidental
  Central
   Centro-meridional
    Árabe
     Árabe centro-asiático
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---
ISO 639-3: ambos:
abh — árabe bukhara
auz — árabe kashkadarya

Árabe centro-asiático ou árabe jugari (em árabe: العربية الآسيوية الوسطى‎) é um conjunto de variantes do árabe comuns falados em alguns países da Ásia Central à beira da extinção.

Muito diferente de outras variantes conhecidas da língua árabe, ainda que guardem certas semelhanças com o árabe falado mesopotâmico setentrional, são dialetos que formam um grupo independente dos cinco grandes ramos do árabe moderno.[1]

Com seu número de falantes em declínio, são falados atualmente somente por poucos membros das comunidades árabes que vivem no Afeganistão, no Irã, no Tajiquistão e no Uzbequistão, países onde língua árabe não é um idioma oficial.

Ao contrário do que ocorre com outras variantes em praticamente todo o mundo árabe, não há diglossia do dialeto com o árabe moderno padrão nessas comunidades, onde o dari, o farsi, o tajique e o usbeque são usados amplamente para a comunicação diária ou mesmo já são a língua materna desses grupos étnicos minoritários.[1]

História

No passado, eram falados entre as numerosas comunidades árabes nômades da Ásia Central que habitavam, desde a queda do Império Sassânida, áreas como as províncias uzbeques de Samarcanda, Bucara, Qashqadaryo e Surcã Dária, a província tajique de Khatlon, além do Afeganistão. Devido às fortes influências islâmicas, o árabe rapidamente se tornou o idioma comum da ciência e da literatura da época. Como a maioria dos árabes da Ásia Central vivia em comunidades isoladas e não era a favor de casamentos com a população local, esse fator ajudou a língua árabe a sobreviver em um ambiente multilíngue até o século XX.

Na década de 1880, muitos pastores árabes haviam migrado para o norte do Afeganistão (do que hoje é o Uzbequistão e o Tajiquistão), mas hoje essas comunidades árabes não falam árabe, tendo se adaptado ao dari e ao usbeque.[2] Com o estabelecimento do domínio soviético no Uzbequistão e no Tajiquistão, as comunidades árabes enfrentaram grandes mudanças linguísticas e identitárias, tendo que abandonar o estilo de vida nômade e gradualmente que se misturar com uzbeques, tadjiques e turcomenos. Segundo o censo de 1959, apenas 34% dos árabes soviéticos, a maioria idosos, falavam variantes do árabe jugari. Outros relataram uzbeque ou tadjique como língua materna.

Não existem números precisos sobre a abrangência de falantes do árabe jugari atualmente. Em 2003, estimava-se a existência de 6 mil falantes distribuídos por povoados árabes no Afeganistão, no Tajiquistão e no Uzbequistão.[1] Não há fontes sobre o número de falantes em comunidades no Irã.

Variantes

Fortemente influenciados em fonética, vocabulário e sintaxe pelos idiomas majoritários locais onde são falados, os principais dialetos do árabe jugari são o árabe bakhtiari (também chamado de árabe bactriano), o árabe bukhara (também chamado de árabe buxara), o árabe kashkadarya e o árabe khorasani. Os três primeiros tem seus falantes distribuídos por Afeganistão, Tajiquistão e Uzbequistão.[1] Já o khorasani passou a ser considerado por estudiosos como parte da família de dialetos árabes da Ásia Central apenas recentemente.[3][4]

O árabe bukhara é fortemente influenciado pelo tajique, enquanto que o árabe kashkadarya é bastante influenciado pelo usbeque e outras línguas turcomanas.[1][5] O número de falantes desses dialetos está em caindo nas comunidades árabes locais, onde se relatam alguns falantes bilíngues e outros que falam apenas tajique ou usbeque.[1] No Tajiquistão, apenas 35,7% das minorias árabes do país falam um dialeto jugari.[6]

O árabe bakhtiari é falado em comunidades árabes no norte do Afeganistão.[7][8] Já o árabe khorasani é um dialeto falado na província de Coração, no Irã, e estudiosos recentes mostram que é uma variante intimamente relacionada ao árabe kashkadarya.[3][4]

Apenas dois desses dialetos, o bukhara e o kashkadarya, possuem códigos ISO 639 próprios.

Bibliografia

  • Versteegh, Kees. The Arabic Language. — Edinburgh University Press, 2014. — 410 p. — ISBN 9780748645282.

Referências

  1. a b c d e f Frawley, William (2003). «Semitic Languages». International Encyclopedia of Linguistics: 4-Volume Set. [S.l.]: Oxford University Press. p. 39. ISBN 978-0195139778 
  2. Peter R. Blood, ed. Afghanistan: A Country Study. Washington: GPO for the Library of Congress, 2001
  3. a b Kees Versteegh 2014, p. 285.
  4. a b Ulrich Seeger, On the Relationship of the Central Asian Arabic Dialects (translated from German to English by Sarah Dickins)
  5. Ethnic Minorities of Uzbekistan: Arabs Arquivado em 2007-02-05 no Wayback Machine. by Olga Kobzeva
  6. Ethnic Minorities of Tajikistan: Arabs Arquivado em 2007-09-30 no Wayback Machine.
  7. Sharqāwī, Muḥammad; al-Sharkawi, Muhammad, eds. (2005). «Foreigner Talk in Arabic». The Ecology of Arabic: A Study of Arabicization. [S.l.]: Brill. p. 243. ISBN 978-9004186064 
  8. Owens, Jonathan (2000). Owens, Jonathan, ed. Arabic as a Minority Language (Contributions to the Sociology of Language). [S.l.]: De Gruyter Mouton. ISBN 978-3110165784 
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