Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, mais conhecido como Assis Chateaubriand ou Chatô (Umbuzeiro, 4 de outubro de 1892São Paulo, 4 de abril de 1968), foi um jornalista, escritor, advogado, professor de direito, empresário, mecenas e político brasileiro. Destacou-se como um dos homens públicos mais influentes do Brasil entre as décadas de 1940 e 1960.[1][2][3][4] Era membro da Academia Brasileira de Letras.[5]

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Assis Chateaubriand
Assis Chateaubriand
Assis Chateaubriand em 1957
Embaixador do Brasil no Reino Unido
Período 17 de novembro de 1957
a 26 de janeiro de 1960
Nomeação por Juscelino Kubitschek
Antecessor(a) Samuel Gracie
Sucessor(a) José Cochrane de Alencar
Senador pelo Maranhão
Período 1º de junho de 1955
a 15 de setembro de 1957
Antecessor(a) Antônio Bayma
Sucessor(a) Públio de Melo
Senador pela Paraíba
Período 4 de abril de 1952
a 3 de fevereiro de 1955
Antecessor(a) Vergniaud Wanderley
Sucessor(a) Argemiro de Figueiredo
Dados pessoais
Nascimento 4 de outubro de 1892
Umbuzeiro, Paraíba
Morte 4 de abril de 1968 (75 anos)
São Paulo, São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Faculdade de Direito do Recife
Ocupação Advogado, Dono de mídia, Empresário, Escritor, Jornalista, Mecenas, Político, Professor universitário
Assinatura
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Chateaubriand foi um magnata das comunicações no Brasil entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, dono dos Diários Associados, que foi o maior conglomerado de mídia da América Latina, que em seu auge contou com mais de cem jornais, emissoras de rádio e TV, revistas e agência telegráfica. Também é conhecido como o cocriador e fundador, em 1947, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), junto com Pietro Maria Bardi, e ainda como o responsável pela chegada da televisão ao Brasil, inaugurando em 1950 a primeira emissora de TV do país, a TV Tupi. Foi Senador da República entre 1952 e 1957.[6]

Figura polêmica e controversa, odiado e temido, Chateaubriand já foi chamado de Cidadão Kane brasileiro,[7][8] e acusado de falta de ética por chantagear empresas[9][1] que não anunciavam em seus veículos e por insultar empresários com mentiras, como o industrial Francisco Matarazzo Jr.[10][11] Seu império teria sido construído com base em interesses e compromissos políticos,[12] incluindo uma proximidade tumultuada porém rentosa[9] com o Presidente Getúlio Vargas.[13]