Barack Hussein Obama II (Honolulu, 4 de agosto de 1961) é um advogado e político norte-americano que serviu como o 44.º presidente dos Estados Unidos de 2009 a 2017, sendo o primeiro afro-americano a ocupar o cargo. Nascido em Honolulu, no Havaí, Obama é graduado em ciência política pela Universidade Columbia e em direito pela Universidade de Harvard, onde foi presidente da Harvard Law Review. Também atuou como organizador comunitário, advogado na defesa de direitos civis e ensinou direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago entre 1992 a 2004. Obama representou por três mandatos o 13.º distrito no Senado de Illinois entre 1994 a 2004, tentando eleger-se, sem sucesso, ao Congresso dos Estados Unidos em 2000.

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Barack Obama
Barack Obama
44.º Presidente dos Estados Unidos
Período 20 de janeiro de 2009
até 20 de janeiro de 2017
Vice-presidente Joe Biden
Antecessor(a) George W. Bush
Sucessor(a) Donald Trump
Senador dos Estados Unidos
por Illinois
Período 3 de janeiro de 2005
até 18 de novembro de 2008
Antecessor(a) Peter Fitzgerald
Sucessor(a) Roland Burris
Membro do Senado de Illinois
pelo 13.º distrito
Período 8 de janeiro de 1997
até 4 de novembro de 2004
Antecessor(a) Alice Palmer
Sucessor(a) Kwame Raoul
Dados pessoais
Nome completo Barack Hussein Obama II
Nascimento 4 de agosto de 1961 (61 anos)
Honolulu, Havaí,
Estados Unidos
Alma mater Occidental College
Universidade Columbia
Harvard Law School
Prêmio(s) Nobel da Paz (2009)
Profile in Courage Award (2017)
Esposa Michelle Robinson (1992–presente)
Filhos Malia Ann (n. 1998)
Natasha (n. 2001)
Partido Democrata
Religião Protestantismo
Profissão Organizador comunitário, advogado, professor, autor e político
Fortuna US$ 40–135 milhões[1]
Assinatura
Website barackobama.com
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Em 2004, após vencer a primária democrata da eleição para o Senado em Illinois, Obama foi convidado para fazer o discurso principal da Convenção Nacional Democrata daquele ano, e, com isso recebeu atenção nacional da mídia. Em novembro, foi eleito Senador com quase 70% dos votos. Obama começou sua campanha presidencial em 2007 e em 2008, depois de uma acirrada disputa nas primárias do partido com Hillary Clinton, conseguiu apoio suficiente para ganhar a nomeação do Partido Democrata para a presidência dos Estados Unidos. Ele derrotou o candidato republicano John McCain na eleição geral de novembro, tendo sido empossado presidente em 20 de janeiro de 2009. Nove meses depois, ganhou o Nobel da Paz.

Durante seu primeiro mandato, Obama sancionou propostas de estimulo econômico e outras iniciativas em resposta à Grande Recessão e à crise financeira. Outras importantes iniciativas nacionais neste período incluem a aprovação e sanção da Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente, projeto este que passou a ser chamado de Obamacare, e revogou a política "Não pergunte, não conte". Na política externa, Obama ordenou o fim do envolvimento norte-americano na Guerra do Iraque, aumentou a quantidade de tropas no Afeganistão, assinou tratados de controle de armas com a Rússia, autorizou uma intervenção armada na Guerra Civil Líbia e ordenou uma operação militar no Paquistão que resultou na morte de Osama bin Laden.

Obama foi reeleito presidente em novembro de 2012, derrotando o republicano Mitt Romney, e foi empossado para um segundo mandato em 20 de janeiro de 2013. Durante seu segundo mandato, Obama promoveu políticas internas relacionadas com o controle de armas, em resposta ao tiroteio na escola primária de Sandy Hook e outros massacres, e defendeu a igualdade LGBT. No âmbito externo, a fim de conter a ameaça do grupo Estado Islâmico na região do Oriente Médio, ordenou a volta de tropas militares ao Iraque e autorizou ataques aéreos e navais na Síria. Além disso, continuou o plano de encerramento das operações de combate norte-americanas no Afeganistão, promoveu discussões que levaram ao Acordo de Paris de 2015 sobre mudanças climáticas globais, firmou um acordo nuclear com o Irã, e iniciou o processo de normalização das relações entre Cuba e EUA. Ao deixar a presidência, em janeiro de 2017, Obama tinha um índice de aprovação de 60% dentre o povo americano, com seu governo também sendo bem avaliado entre os historiadores e acadêmicos.[2]