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Campeonato Mundial de Voleibol Masculino

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Campeonato Mundial de Voleibol Masculino
Voleibol
Organizador FIVB
Edições
Primeira edição 1949
Edição atual 2018
Campeões
Primeiro campeão
União Soviética
Atual campeão
Polônia
Maior campeão
União Soviética (6 títulos)

O Campeonato Mundial de Voleibol Masculino é uma competição de voleibol organizada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) a cada quatro anos. Foi a primeira competição internacional promovida por esta entidade.

História

Origens

A história do Campeonato Mundial remonta aos primórdios de voleibol como um esporte profissional de alto nível. Uma das principais motivações para a criação da FIVB em 1947 foi a necessidade de fundar uma instituição capaz de organizar torneios que envolvessem times de diversos continentes. A primeira medida concreta neste sentido foi tomada já dois anos mais tarde, com o estabelecimento da primeira edição desta competição, ainda restrita à Europa e contando apenas com times masculinos. Em 1952, foram incluídos times asiáticos e uma versão feminina do torneio, que passou a ser disputado em ciclos de quatro anos. Na edição seguinte, já participavam igualmente equipes dos três continentes americanos.

Em 1964, o voleibol foi incorporado ao programa dos Jogos Olímpicos. Para evitar coincidência de datas, os ciclos do Campeonato Mundial foram atrasados em dois anos após a quarta edição (1960), passando a alternar-se com as Olimpíadas. A partir de 1970, times da África já disputavam o torneio, atingindo-se assim o objetivo original de ter representantes das cinco confederações continentais envolvidos nas disputas.

O número de participantes do torneio mudou diversas vezes ao longo dos anos. Acompanhando o crescimento de popularidade do voleibol em escala mundial, ele aumentou em passo constante até superar a marca das vinte equipes na década de 1970 e em parte da década de 1980, foi reduzido então para apenas dezesseis na década de 1990, sendo em seguida finalmente fixado em vinte e quatro, a partir de 2002. Dentre as competições organizadas pela FIVB, o Campeonato Mundial é hoje a mais abrangente, e uma das mais importantes, equiparando-se em prestigio ao Torneio Olímpico de Voleibol.

Até 1974, a nação sede organizava as duas modalidades do torneio, tanto a masculina quanto a feminina - com uma única exceção em 1966/1967, quando os eventos ocorreram em anos diferentes. A partir da década de 1980, esta prática caiu em desuso. Nos últimos anos, todavia, ela voltou a ser observada quando a competição foi realizada no Japão, o que ocorreu em 1998 e 2006.

Edições

A história do Campeonato Mundial mostra claramente como o voleibol foi um esporte originalmente dominado por times europeus.

As primeiras duas edições do torneio foram vencidas pela União Soviética. Após chegar duas vezes sem sucesso à final, a antiga Checoslováquia conquistou finalmente o ouro em 1956. Seguiram-se mais duas vitórias para os soviéticos, em ambos os casos sobre os checos, que obtiveram então em 1966 o seu segundo título na competição.

Em 1970, a Alemanha Oriental bateu a Bulgária nas finais e obteve o seu primeiro e único Campeonato Mundial. Na edição seguinte, a União Soviética ameaçou reassumir o lugar mais alto do pódio, mas terminou derrotada pela Polônia nas finais. Os soviéticos, todavia, confirmaram a sua liderança vencendo, pela terceira vez, duas edições consecutivas do torneio.

Em 1986, teve lugar o primeiro confronto relevante entre os Estados Unidos e a União Soviética após os boicotes olímpicos de 1980 e 1984. Como seria o caso dois anos mais tarde, nas Olimpíadas de Seul, o resultado final favoreceu os americanos. A Itália dominou completamente o torneio na década de 1990, vencendo todas as três edições que ocorreram nesta década (1990, 1994 e 1998).

No início do século XXI, o Brasil tornou-se o maior expoente do voleibol mundial. Em 2002, os brasileiros retornaram à Argentina para reclamar o ouro que haviam perdido vinte anos antes como vice-campeões de 1982. Defensor do título, mostrou força no torneio seguinte em 2006 e conquistou o bicampeonato sobre a Polônia. Em 2010 conquistou seu terceiro título consecutivo com uma vitória sobre Cuba, igualando o feito da Itália na década anterior.[1] A sequência de títulos brasileiros foi quebrada em 2014, quando a Polônia aproveitou-se do fato de sediar a competição para vencer o torneio pela segunda vez,[2] repetindo a vitória na final sobre os brasileiros em 2018.

Até hoje, foram disputadas dezenove edições do Campeonato Mundial: quinze foram vencidas por times europeus (União Soviética, 6; Itália e Polônia, 3 cada; Checoslováquia 2; Alemanha Oriental, 1), e apenas quatro por times de outros continentes (Brasil três vezes e Estados Unidos uma).

Formato da competição

O formato do Campeonato Mundial tem sido constantemente adaptado para ajustar-se ao número de participantes do torneio. Algumas das regras que são usualmente praticadas incluem:

  • Contempla um total de 24 equipes participantes.
  • O processo de qualificação para o Campeonato Mundial é longo e difícil, durando em alguns continentes mais de dois anos.
  • Os times que sediam o evento e os campeões da última edição estão automaticamente qualificados.
  • O total de vagas concedido a cada confederação continental é determinado pela FIVB: a Europa costuma ter o maior número, enquanto a África e a América do Sul geralmente tem o menor número.
  • Para participar do Campeonato Mundial, cada equipe deve classificar-se em uma série de torneios qualificatórios, dependendo de sua posição no Ranking Mundial da FIVB. Times mal posicionados podem ter de disputar até três torneios desta natureza para assegurarem uma vaga; times bem posicionados usualmente disputam apenas um.
  • A competição é dividida em pelo menos duas fases: uma preliminar e uma final. Conforme o número de equipes, pode ser necessário disputar igualmente uma ou mais fases intermediárias.
  • Na fase preliminar, os times são organizados em chaves. Cada time realiza uma partida contra todos os outros times em sua chave.
  • Quando todas as partidas da fase preliminar foram disputadas, os n melhores times em cada chave qualificam-se para a(s) fase(s) seguinte(s), e o restante deixa a competição. O valor de n depende do número de times participantes e do formato que será adotado nas finais.
  • A FIVB já empregou diversos formatos diferentes para as finais. Há alguns anos, parece haver consenso de que pelo menos as semifinais e as finais devem ser disputadas em cruzamento olímpico.
  • Para as quartas-de-final, emprega-se usualmente uma de duas soluções: ou repete-se o modelo da preliminar, em que os times são organizados em chaves e jogam todos contra todos; ou adota-se o confronto direto por cruzamento olímpico. Neste caso, podem ser necessárias rodadas intermediárias adicionais para reduzir o número de equipes para oito.
  • As regras para a convocação de atletas são bastante rígidas. Cada time só pode indicar doze atletas, e trocas fora dos prazos legais não são permitidas nem mesmo no caso de acidentes.

Resultados

# Ano Sede Final Semifinalistas
Campeão Placar Vice 3º lugar Placar 4º lugar
1 1949
Detalhes
Tchecoslováquia
Tchecoslováquia

União Soviética
Pontos corridos

Checoslováquia

Bulgária
Pontos corridos

Polônia
2 1952
Detalhes
Flag of the Soviet Union (1924–1955).svg
União Soviética

União Soviética
Pontos corridos

Checoslováquia

Bulgária
Pontos corridos

Romênia
3 1956
Detalhes
França
França

Checoslováquia
Pontos corridos

Romênia

União Soviética
Pontos corridos

Polônia
4 1960
Detalhes
Flag of Brazil (1960–1968).svg
Brasil

União Soviética
Pontos corridos

Checoslováquia

Romênia
Pontos corridos

Polônia
5 1962
Detalhes
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
União Soviética

União Soviética
Pontos corridos

Checoslováquia

Romênia
Pontos corridos

Bulgária
6 1966
Detalhes
Tchecoslováquia
Tchecoslováquia

Checoslováquia
Pontos corridos

Romênia

União Soviética
Pontos corridos

Alemanha Oriental
7 1970
Detalhes
Bulgária
Bulgária

Alemanha Oriental
Pontos corridos

Bulgária

Japão
Pontos corridos

Checoslováquia
8 1974
Detalhes
México
México

Polônia
Pontos corridos

União Soviética

Japão
Pontos corridos

Alemanha Oriental
9 1978
Detalhes
Itália
Itália

União Soviética
3 – 0

Itália

Cuba
3 – 1

Coreia do Sul
10 1982
Detalhes
Argentina
Argentina

União Soviética
3 – 0

Brasil

Argentina
3 – 0

Japão
11 1986
Detalhes
França
França

Estados Unidos
3 – 1

União Soviética

Bulgária
3 – 0

Brasil
12 1990
Detalhes
Flag of Brazil (1968–1992).svg
Brasil

Itália
3 – 1

Cuba

União Soviética
3 – 0

Brasil
13 1994
Detalhes
Grécia
Grécia

Itália
3 – 1

Países Baixos

Estados Unidos
3 – 1

Cuba
14 1998
Detalhes
Japão
Japão

Itália
3 – 0

Iugoslávia

Cuba
3 – 1

Brasil
15 2002
Detalhes
Argentina
Argentina

Brasil
3 – 2

Rússia

França
3 – 0

Iugoslávia
16 2006
Detalhes
Japão
Japão

Brasil
3 – 0

Polônia

Bulgária
3 – 1

Sérvia e Montenegro
17 2010
Detalhes
Itália
Itália

Brasil
3 – 0

Cuba

Sérvia
3 – 1

Itália
18 2014
Detalhes
Polónia
Polônia

Polônia
3 – 1

Brasil

Alemanha
3 – 0

França
19 2018
Detalhes
 Itália
 Bulgária

Polônia
3 – 0

Brasil

Estados Unidos
3 – 1

Sérvia
20 2022
Detalhes
Rússia
Rússia

Quadro de medalhas

 Ordem  País
1
Rússia [nota 1]
6 3 3 12
2
Brasil
3 3 0 6
3
Itália
3 1 0 4
Polônia
3 1 0 4
5
República Checa [nota 2]
2 4 0 6
6
Estados Unidos
1 0 2 3
7
Alemanha Oriental [nota 3]
1 0 0 1
8
Cuba
0 2 2 4
Romênia
0 2 2 4
10
Bulgária
0 1 4 5
11
Sérvia [nota 4]
0 1 1 2
12
Países Baixos
0 1 0 1
13
Japão
0 0 2 2
14
Alemanha
0 0 1 1
Argentina
0 0 1 1
França
0 0 1 1

MVPs por edição

Notas

  1. A FIVB considera a Rússia como herdeira dos históricos de União Soviética.
  2. A FIVB considera a República Tcheca como herdeira do histórico da Tchecoslováquia.
  3. Após a reunificação alemã, a Alemanha absorveu o histórico da Alemanha Ocidental; já Alemanha Oriental manteve seu histórico separado.
  4. A FIVB considera a Sérvia como herdeira dos históricos de Iugoslávia e Sérvia e Montenegro.


Referências

  1. «Brasil apaga polêmica, vence temida Cuba e fatura o tricampeonato mundial». UOL Esporte. 10 de outubro de 2010. Consultado em 10 de outubro de 2010 
  2. «Brasil volta a parar na Polônia, é vice no vôlei e não atinge marca inédita». UOL Esporte. 21 de setembro de 2014. Consultado em 21 de setembro de 2014 
  3. «Poland in dreamland and in Dream Team» (em inglês). FIVB. 21 de setembro de 2014. Consultado em 21 de setembro de 2014 
  4. «BARTOSZ KUREK NAMED MVP TO LEAD WORLD DREAM TEAM» (em inglês). FIVB. 30 de setembro de 2018. Consultado em 30 de setembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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