Disputa de Marburgo - Wikiwand
For faster navigation, this Iframe is preloading the Wikiwand page for Disputa de Marburgo.

Disputa de Marburgo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Esta página ou secção precisa de correção ortográfico-gramatical. Pode conter incorreções textuais e ainda necessitar de melhoria em termos de vocabulário ou coesão para atingir um nível de qualidade superior, conforme o livro de estilo. Ajude a melhorar a redação.
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. Ajude a melhorar este artigo inserindo citações no corpo do artigo. (Outubro de 2017)
Os reformadores debatendo em Marburgo em 1529. Xilografía anônima de 1557.
Os reformadores debatendo em Marburgo em 1529. Xilografía anônima de 1557.

A disputa de Marburgo aconteceu de 1 a 4 de outubro de 1529 no castelo de Marburgo em Hesse (Alemanha).

Este coloquio aconteceu por iniciativa de Felipe I de Hesse e reuniu as principais figuras do protestantismo. Lutero, Brenz, Osiander e Melanchton opunham-se a Zuinglio e Ecolampadio, enquanto Bucer, Hedio e Capito esforçaram-se para conciliar as duas partes.

Contexto

A disputa tinha por finalidade resolver as diferenças entre Martinho Lutero e Ulrico Zuinglio sobre a realidade da presença de Cristo quando se celebra a Eucaristia.

A ambição política de Felipe I de Hesse consistia em reunir aos Estados protestantes dentro de uma aliança política e para isso era conveniente conseguir ou favorecer uma harmonia religiosa. Felipe esperava que Lutero pudesse inspirar uma aliança entre os príncipes protestantes e assim reforçar sua posição em frente à ameaça das forças católicas.

Colóquio

Lutero e Zuínglio puseram-se de acordo sobre catorze temas, mas não a respeito do decimo quinto, a Eucaristia.

Lutero defendia que as palavras "Este é meu corpo, este é meu sangue" deveriam ser interpretadas ao pé da letra como ensinando que o corpo e o sangue de Cristo estão realmente presentes no sacramento. Lutero afirmou: "Quando Deus fala, os pobres homens devem escutar" (em alemão: "Wenn Gott etwas redet, so sollen die armem menschen hören").

Zuínglio considerava que o pão e o vinho não são mais que símbolos de Cristo e que deveriam interpretar as palavras de instituição da Ceia pronunciadas por Jesus "Este é meu corpo" como "Isto significa meu corpo." E manifestou: "Deus não nos exige que creiamos no incompreensível" (em alemão: "Gott mutet uns nicht zu, dás Unbegreifliche zu glauben").

Ao final do colóquio Lutero resumiu: "Nosso espírito e vosso espírito não estão de acordo" (em alemão: "Unser Geist und euer Geist reimt sich nicht zusammen").

No ano seguinte, na Dieta de Augsburgo de 1530, os 'zuinglianos e os luteranos falaram dos mesmos temas e apresentaram as mesmas divergências.

Referências

  • May, Gerhard (edit.) Dás Marburger Religionsgespräch 1529. Gütersloh, 1970 (2ª edic., 1979)
  • Cary, Phillip Luther: Gospel, Law and Reformation, [sound recording], Lecture 14. The Teaching Company Limited Partnership, 2004
  • Jackson, Samuel Macauley Huldreich Zwingli, the Reformer of German Switzerland, 1903
  • Potter, G.R. Zwingli. Cambridge University Press, 1976
{{bottomLinkPreText}} {{bottomLinkText}}
Disputa de Marburgo
Listen to this article