Igreja Anglicana

igreja nacional do Reino Unido / De Wikipedia, a enciclopédia livre

A Igreja da Inglaterra (em inglês: Church of England), também denominada Igreja Anglicana, é a igreja nacional e de denominação cristã estabelecida oficialmente na Inglaterra,[6] a matriz principal da atual Comunhão Anglicana internacional, bem como é membro-fundador da Comunhão de Porvoo. A igreja inglesa traça sua história na igreja cristã existente na província romana da Grã-Bretanha no século III, e para a missão gregoriana do século VI a Kent liderada por Agostinho da Cantuária.[7][8] Fora da Inglaterra, a Igreja Anglicana é geralmente denominada de Igreja episcopal, principalmente nos Estados Unidos e países da América Latina. O termo Anglicano tem origem em ecclesia anglicana, e que significa Igreja Inglesa ou igreja do povo inglês.

Quick facts: Igreja da Inglaterra (Church of England)...
Igreja da Inglaterra
(Church of England)
Igreja Anglicana
Catedral da Cantuária
Anglicanos 25 milhões (no Reino Unido)[1] [2]

Mais de 86 milhões na Comunhão Anglicana [3]

Província  Inglaterra
Denominação Comunhão Anglicana
clérigos 6 560 [4]
Paróquias 12 500 (na Inglaterra)
Primaz Rev.Justin Welby
Catedrais 42[5]
Website Church of England
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A igreja inglesa renunciou a autoridade papal pela primeira vez e voltou a ser independente de Roma através do Ato de Supremacia em 1534, voltou a comunhão com Roma durante o reinado de Maria I e renunciou a autoridade papal novamente em 1558 no segundo ato de supremacia, iniciando uma série de eventos conhecidos como a Reforma Inglesa, o que iniciou uma grande disputa entre os líderes e polarizando o cristianismo inglês.[9]

A Reforma Inglesa subsequente foi fortalecida pelos regentes de Eduardo VI, precedendo uma restauração católica promovida por Maria I.[10][11] Contudo, o Ato de Supremacia de 1559 promulgado no reinado de Isabel I renunciou a autoridade papal e permitiu que a igreja adotasse uma posição ambígua de liturgia católica e teologia reformada.[12]

Na fase anterior da Reforma Inglesa havia mártires católicos e mártires protestantes radicais. As fases posteriores viram as Leis Penais punirem protestantes, católicos romanos e não conformistas.[13] No século XVII, os puritanos e presbiterianos continuaram a desafiar a liderança da Igreja que, sob os Stuarts, se inclinava para uma interpretação mais católica do assentamento Elizabetano especialmente sob o Arcebispo Laud e a ascensão do conceito de anglicanismo como Via Média. Após a vitória dos parlamentares, o Livro de Oração foi abolido e as os presbiterianos e independentes dominaram. A Restauração de 1660 restaurou a Igreja da Inglaterra, o episcopado e o Livro de Oração.[14] Somente com o reconhecimento papal da coroação do Rei Jorge III, em 1766, acarretou uma maior tolerância religiosa na Inglaterra.

Desde a Reforma Inglesa, a Igreja de Inglaterra têm desenvolvido sua liturgia em língua inglesa. A igreja alberga distintos ramos doutrinários, sendo os três principais os seguintes: Anglocatolicismo, Evangelicalismo e Igreja geral. As tensões entre tais grupos teológicos dentro da mesma denominação religiosa, giram em torno de temas controversos como, especialmente, ordenação feminina ao ministério e homossexualidade.

A estrutura de governo eclesiástico anglicano têm como unidade básica a diocese, cada uma presidida por um bispo; sendo que cada diocese abriga algumas paróquias locais. O Arcebispo da Cantuária é o Primaz de toda a Comunhão Anglicana, liderando a Igreja de Inglaterra e atuando com foco na unidade da mesma e para com a Comunhão Anglicana. O Monarca britânico, por sua vez, é o Governador Supremo da Igreja de Inglaterra. Em sua estrutura legislativa, a Igreja é regida pelo Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra, sendo este composto por bispos, clérigos e leigos, e regularizado pelo Parlamento do Reino Unido.[15][16]