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Escócia (Scotland em ânglico escocês ou Alba em gaélico escocês) é um dos países do Reino Unido e cobre o terço norte da ilha da Grã-Bretanha.[6][7][8] Ele compartilha uma fronteira com a Inglaterra ao sul e outra, formada pelo oceano Atlântico, com o mar do Norte a leste e com o canal do Norte e o mar da Irlanda a sudeste. Além do continente, o país é composto por mais de 790 ilhas,[9] incluindo as Ilhas do Norte e as Hébridas.


Escócia
Scotland (inglês e scots)
Alba (gaélico escocês)
Brasão de armas da Escócia
Bandeira Brasão de armas
Lema: In my defence God me defend[1]
Em minha defesa, Deus me defende
Hino nacional: Vários
Hino mais usado: Flower of Scotland¹
"Flor da Escócia"
Gentílico: escocês

Localização da Escócia

Localização da Escócia (em verde escuro)
No continente europeu (em cinza escuro)
No Reino Unido (em verde claro)
Capital Edimburgo
Cidade mais populosa Glasgow
Língua oficial inglês e gaélico escocês
Religião oficial Presbiterianismo[2][3]
Governo Monarquia Constitucional
 Monarca do
Reino Unido
Carlos III
 Primeiro-ministro
do Reino Unido
Rishi Sunak
 Primeira-ministra
da Escócia
Nicola Sturgeon
 Presidente do Parlamento Kenneth Kingsley
 Presidente do Supremo Tribunal Andrew McGeady
Formação na Idade Média 
Entrada na UE 1 de Janeiro de 1973 (Reino Unido)
Saída da UE 1 de fevereiro de 2020 (Reino Unido)
Área  
   Total78 772 km² (78.º)
População  
   Estimativa para 20175 424 800[4] hab. (22.º)
  Censo 2011 5 313 600[5] hab. 
  Densidade 67,7 hab./km² (33.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2006
  TotalUS$ 192 bilhões (6.º)
  Per capitaUS$ 38 000 (6.º)
IDH (2017) 0,901   muito alto
Moeda libra esterlina (GBP)
Fuso horário +0 (UTC+0)
  Verão (DST) +1
Cód. Internet .scot
Cód. telef. +44
Website governamental www.gov.scot
¹ God Save the King é o hino nacional do Reino Unido. Oficialmente, a Escócia não tem um hino oficial, porém, a Escócia usa várias composições nos seus eventos oficiais. Ver também: Hino nacional da Escócia.

Edimburgo, a capital e segunda maior cidade do país, foi o centro do Iluminismo Escocês do século XVIII, que transformou a Escócia em uma das potências comerciais, intelectuais e industriais da Europa. Glasgow, maior cidade,[10] já foi um dos polos industriais mais importantes do mundo. As águas territoriais escocesas consistem em um grande setor do Atlântico Norte e do mar do Norte,[11] região que contém as maiores reservas de petróleo da União Europeia. Isso tem dado a Aberdeen, a terceira maior cidade do país, o título de capital do petróleo da Europa.[12]

O Reino da Escócia emergiu como um Estado soberano independente na Alta Idade Média e continuou a existir até 1707. Por herança, em 1603, o rei James VI da Escócia se tornou rei da Inglaterra e o rei da Irlanda, formando assim uma união pessoal entre os três reinos. A Escócia entrou posteriormente numa união política com a Inglaterra em 1 de maio de 1707 para criar o novo Reino Unido da Grã-Bretanha. A união também criou o novo Parlamento da Grã-Bretanha, que sucedeu ao Parlamento da Escócia e o Parlamento de Inglaterra. O Tratado de União foi acordado em 1706, promulgado pelo Tratado de União de 1707, tendo sido aprovados pelos parlamentos de ambos os países, apesar de algumas revoltas populares e da oposição anti-unionistas em Edimburgo, Glasgow e em outros lugares.[13][14] A Grã-Bretanha posteriormente entrou em uma união política com a Irlanda em 1 de janeiro de 1801, para criar o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda.

O sistema jurídico escocês manteve-se separado da Inglaterra, do País de Gales e da Irlanda do Norte, sendo que a Escócia constitui uma jurisdição distinta no direito público e privado dentro do reino. A existência de instituições jurídicas, educacionais e religiosas distintas das do resto do Reino Unido têm contribuído para a sobrevivência da cultura e da identidade nacional escocesa desde a união em 1707.[15] Após um referendo em 1997, um Parlamento Escocês foi restabelecido, desta vez como uma legislatura devolvida com autoridade sobre muitos temas internos. O Partido Nacional Escocês, que apoia a independência do país, ganhou uma maioria absoluta nas eleições gerais de 2011.[16] Um referendo realizado em 18 de setembro de 2014 rejeitou a separação do país do Reino Unido por uma maioria de 55% dos votos, com um comparecimento às urnas de 85%.[17][18]