Isabel Ernestina de Saxe-Meiningen - Wikiwand
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Isabel Ernestina de Saxe-Meiningen

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Isabel Ernestina
Princesa de Saxe-Meiningen
Isabel Ernestina pintada por Johann Peter Harburg, c. 1734
Abadessa de Gandersheim
Reinado 27 de abril de 1713
a 24 de dezembro de 1766
Antecessor(a) Maria Isabel de Mecklemburgo-Schwerin
Sucessor(a) Teresa de Brunsvique-Volfembutel
 
Casa Saxe-Meiningen
Nascimento 3 de dezembro de 1681
  Meiningen, Ducado de Saxe-Meiningen, Sacro Império Romano-Germânico
Morte 24 de dezembro de 1766 (85 anos)
  Bad Gandersheim, Saxônia, Sacro Império Romano-Germânico
Pai Bernardo I, Duque de Saxe-Meiningen
Mãe Isabel Leonor de Brunsvique-Volfembutel
Religião Luteranismo

Isabel Ernestina de Saxe-Meiningen (Meiningen, 3 de dezembro de 1681Bad Gandersheim, 24 de dezembro de 1766) foi uma princesa de Saxe-Meiningen e uma das últimas abadessas da Abadia de Gandersheim, na Saxônia.

Vida

Isabel Leonor era a filha mais velha do segundo casamento de Bernardo I, Duque de Saxe-Meiningen, com a princesa Isabel Leonor de Brunsvique-Volfembutel. O seu irmão mais novo, António Ulrico, foi duque de Saxe-Meiningen entre 1746 e 1763.

Isabel passou a sua infância e juventude em Meiningen e, desde cedo, que se começou a interessar por literatura e música. Também cantava e representava no teatro particular da família. Em 1713, após a morte da princesa Maria Isabel de Mecklemburgo-Schwerin, tornou-se abadessa na Abadia de Gandersheim, uma instituição religiosa evangélica que ficava no centro da Saxónia. Graças ao seu gosto pela ciência e pelas artes, Isabel contribuiu com uma extensa colecção de arte e para a biblioteca da abadia. A importância da abadia atingiu o seu ponto mais alto durante o seu governo e ela é vista como a abadessa mais importante do período da pós-reforma religiosa na abadia.[1]

A 26 de Abril de 1721, Isabel e o capelão da abadia fundaram a biblioteca que ainda existe actualmente na abadia. O principal mecenas da biblioteca foi Anton Kroll von Freyhan, mas várias pessoas contribuíram para a construção da mesma. Entre 1713 e 1726, Isabel construiu um castelo de verão em Brunshausen com salas de convívio e de estudo. Depois de converter o castelo num mosteiro, também foi construído um jardim barroco. Em 1726, a abadessa mandou construir a magnífica ala barroca da abadia e acrescentou-lhe o Salão do Imperador. O edifício ficou concluído em 1736 e é o testamento mais claro da passagem de Isabel pela abadia.[2]

Isabel tinha relação muito próxima com o seu irmão mais novo, António Ulrico, Duque de Saxe-Meiningen, mantendo sempre o contacto com ele. Quando surgiram disputas entre ele e os seus meios-irmãos relativamente à herança do pai, Isabel apoiou-o sempre e também o ajudou financeiramente. A colecção de arte e história natural de Meiningen foi criada em conjunto entre António Ulrico e Isabel. Após a morte de Isabel, foi António que herdou grande parte das colecções de arte da sua irmã que acabariam por ser transferidas da abadia para Meiningen.[3]

Isabel morreu na véspera de Natal de 1766, depois de prestar serviço como abadessa durante cinquenta-e-três anos. O seu caixão, feito em mármore, encontra-se na abadia.[4]

Genealogia

Os antepassados de Isabel Ernestina de Saxe-Meiningen em três gerações
Isabel Ernestina de Saxe-Meiningen Pai:
Bernardo I, Duque de Saxe-Meiningen
Avô paterno:
Ernesto I, Duque de Saxe-Gota
Bisavô paterno:
João II, Duque de Saxe-Weimar
Bisavó paterna:
Doroteia Maria de Anhalt
Avó paterna:
Isabel Sofia de Saxe-Altemburgo
Bisavô paterno:
João Filipe, Duque de Saxe-Altemburgo
Bisavó paterna:
Isabel de Brunsvique-Volfembutel, Duquesa de Saxe-Altemburgo
Mãe:
Isabel Leonor de Brunsvique-Volfembutel
Avô materno:
António Ulrich, Duque de Brunsvique-Luneburgo
Bisavô materno:
Augusto de Brunsvique-Luneburgo
Bisavó materna:
Sofia Doroteia de Anhalt-Zerbst
Avó materna:
Isabel Juliana de Schleswig-Holstein-Sønderburg-Nordborg
Bisavô materno:
Frederico de Schleswig-Holstein-Sønderburg-Nordborg
Bisavó materna:
Leonor de Anhalt-Zerbst
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Referências

  1. Martin Hoernes und Hedwig Röckelein (Hrsg.): Gandersheim und Essen. Vergleichende Untersuchungen zu sächsischen Frauenstiften, (Essener Forschungen zum Frauenstift, Band 4), Essen (2006)
  2. Hannelore Schneider: Das Herzogtum Sachsen-Meiningen unter seinen ersten Herzögen, Südthüringer Forschungen, Heft 27. 300 Jahre Schloß Elisabethenburg. Meiningen 1994.
  3. Kurt Kronenberg: Äbtissinnen des Reichstiftes Gandersheim (1981).
  4. Hans Goetting: Das Bistum Hildesheim 1: Das reichsunmittelbare Kanonissenstift Gandersheim (= Germania Sacra N. F. 7). Berlin/New York 1973, ISBN 978-3-11-004219-1
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Isabel Ernestina de Saxe-Meiningen
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