José Sarney de Araújo Costa,[2] nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa [nota 3] GCCGColSEGCIH (Pinheiro, 24 de abril de 1930) é um advogado, político e escritor brasileiro, que serviu como o 20.º vice-presidente do Brasil durante 1985 e como o 31.º Presidente do Brasil de 1985 a 1990. Nascido em Pinheiro, no Maranhão, Sarney formou-se em direito na Universidade Federal do Maranhão em 1953, mesmo ano onde ingressou na Academia Maranhense de Letras.[4] No ano seguinte, Sarney concorreu ao cargo de deputado federal pelo Maranhão, mesmo não conseguindo ser eleito, assumiu como suplente em 1955, dando início a sua carreira política.[5]

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José Sarney
José Sarney
31.º Presidente do Brasil
Período 15 de março de 1985 [nota 1]
a 15 de março de 1990
Antecessor(a) João Figueiredo[nota 2]
Sucessor(a) Fernando Collor
20.º Vice-presidente do Brasil
Período 15 de março de 1985
a 21 de abril de 1985
Presidente Tancredo Neves
Antecessor(a) Aureliano Chaves
Sucessor(a) Itamar Franco
Presidente do Senado Federal do Brasil
Período 2 de fevereiro de 2009
a 1 de fevereiro de 2013
Antecessor(a) Garibaldi Alves Filho
Sucessor(a) Renan Calheiros
Período 1 de fevereiro de 2003
a 14 de fevereiro de 2005
Antecessor(a) Ramez Tebet
Sucessor(a) Renan Calheiros
Período 2 de fevereiro de 1995
a 4 de fevereiro de 1997
Antecessor(a) Humberto Lucena
Sucessor(a) Antônio Carlos Magalhães
Senador pelo Amapá
Período 1 de fevereiro de 1991
a 1 de fevereiro de 2015
Senador pelo Maranhão
Período 1 de fevereiro de 1971
a 15 de março de 1985
48.º Governador do Maranhão
Período 31 de janeiro de 1966
a 14 de maio de 1970
Vice-governador Antônio Dino
Antecessor(a) Newton Bello
Sucessor(a) Antônio Dino
Dados pessoais
Nascimento 24 de abril de 1930 (92 anos)
Pinheiro, Maranhão
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade Federal do Maranhão
Cônjuge Marly Sarney (1952-presente)
Filhos Roseana
Fernando
José Sarney Filho
Parentesco Adriano Sarney (Neto)
Jorge Murad (Genro)
Partido
Religião católico
Profissão
Assinatura
Close

Durante a ditadura militar brasileira, foi eleito governador do Maranhão pela União Democrática Nacional (UDN), posteriormente se filiando à ARENA. Em 1984, sai do partido e, junto com outros ex-membros, funda a Frente Liberal.[6] Na eleição presidencial de 1985, Sarney é escolhido como candidato à vice-presidente na chapa encabeçada por Tancredo Neves. Tancredo vence a eleição contra o situacionista Paulo Maluf, porém tem problemas de saúde pouco antes de tomar posse e morre em seguida. Desta forma, Sarney acabou assumindo a presidência de maneira definitiva.

Em seu governo, Sarney fez planos ambiciosos para tentar reverter a forte Inflação herdada do governo de João Figueiredo. Junto com o ministro da fazenda Dilson Funaro realizou os planos Cruzado e Cruzado II, que congelaram preços com o intuito de conter o aumento dos preços. Mesmo ambos os planos tendo falhado, Sarney tentou novamente congelar os preços com o plano Bresser e o plano Verão, que igualmente não surtiram efeito. Na política externa, assinou a declaração do Iguaçu, que iniciou o projeto de implantação do Mercado Comum do Sul. Além disso, em seu governo as relações entre Brasil e Cuba, suspensas desde o início da ditadura militar, foram restabelecidas. Sarney convocou a Assembleia Nacional Constituinte de 1987, que redigiu a Constituição brasileira de 1988, substituindo da constituição ditatorial de 1967. Três meses antes de deixar a presidência, Sarney registrou uma taxa de reprovação 60% dentre os brasileiros, atribuída principalmente à falha nas suas políticas para conter a hiperinflação.[7]

Em 1990 Sarney é eleito senador, desta vez pelo estado do Amapá, exercendo o mandato de 1991 até 2015. Durante seu mandato presidiu o Senado Federal do Brasil em três ocasiões. Em 2014, anunciou que iria se aposentar da política no ano seguinte, encerrando assim sua carreira de mais de sessenta anos de vida pública.