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O Kosovo[12][13][14][15] (às vezes escrito Cossovo,[16][17][18][19][20][21][22] Cosovo[19][23][24][25] ou Kossovo[26]) (em sérvio, Косово; em albanês Kosova) é um país de reconhecimento limitado localizado na península dos Bálcãs (no sudeste da Europa), na região da antiga Jugoslávia. Com uma área de 10 887 km², o Kosovo é um país sem litoral, no centro dos Bálcãs, e faz fronteira com o território incontestado da Sérvia ao norte e leste, Macedônia do Norte ao sudeste, Albânia ao sudoeste e Montenegro ao Oeste. Possui paisagens variadas e diversas, além de clima temperado. A maior parte do centro do Kosovo é dominado pelas vastas planícies dos campos de Metohija e Kosovo. Os Alpes Albaneses e as Montanhas Šar situam-se ao sudoeste e sudeste, respectivamente.


República do Kosovo
Republika e Kosovës (albanês)
Република Косово (sérvio)
Republika Kosovo
Brasão de armas do Kosovo
Bandeira Brasão de armas
Hino nacional: Europa (Evropa/Европа)
Gentílico: kosovar,[1][2][3][4] cosovar[4] ou cossovar[5]

Localização Kosovo

Capital Pristina
42° 40' N 21° 10' E
Cidade mais populosa Pristina
Língua oficial albanês e sérvio
Governo República parlamentarista
 Presidente Vjosa Osmani
 Primeiro-ministro Albin Kurti
Independência da Sérvia 
 Declarada17 de fevereiro de 2008 
Área  
   Total10 887 km² 
  Água (%) 5,2
População  
   Estimativa para 20191 809 740[6] hab. (150.º)
  Densidade 250 hab./km² 
PIB (base PPC) Estimativa de 2012
  Total (143.º)
  Per capitaUS$ 7 400 (139.º)
IDH (2017) 0,739 (94.º)  alto[7]
Moeda Euro² (EUR)
Fuso horário (UTC +1)
  Verão (DST) CEST (UTC+2)
Cód. telef. +383 (01.01.2015) / em 2014 : 3813
1 - Independência reconhecida por: Afeganistão, Albânia, Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Áustria, Bangladexe, Barbados, Bélgica, Bulgária, Canadá, Costa Rica, Croácia, Dinamarca, Eslovênia, Estados Unidos, Estónia, Finlândia, França, Honduras, Nova Zelândia, Países Baixos, Hungria, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malásia, Noruega, Panamá, Peru, Polônia, Portugal, Reino Unido, Senegal, Suécia, Singapura, Tonga, Iémen, Suíça, Taiwan, Turquia, Andorra, Egito, Gabão, Paquistão, Líbia, Kuwait, Tanzânia, Antiga e Barbuda, Mauritânia, Chade, Malta, Essuatíni, Islândia, Mônaco, Liechtenstein, Coreia do Sul, Ilhas Marshall, Burquina Fasso, San Marino, Chéquia, Colômbia, Belize, Samoa, Montenegro, Macedônia do Norte, Emirados Árabes Unidos, Estados Federados da Micronésia, Maldivas, Gâmbia, Barém, Jordânia, República Dominicana, Malaui, Vanuatu, Djibuti, Kiribati, Tuvalu, Catar, Andorra, Guiné, Níger, Benim, Santa Lúcia, Costa do Marfim, Haiti, Brunei, Timor-Leste, Fiji, São Cristóvão e Neves, Guiana, El Salvador, Tailândia e Somália[8][9] Não reconhecida por: Argentina, Arménia, África do Sul, Angola, Azerbaijão, Brasil, Bósnia e Herzegovina, Bielorrússia, Bolívia, Camboja, Cazaquistão, China, Chile, Cuba, Eslováquia, Espanha, Quénia, Filipinas, Roménia, Rússia, Síria, Grécia, Geórgia, Irão, Iraque, Índia, Indonésia, Jamaica, Lesoto, Mali, Madagascar, Marrocos, México, Namíbia, Tunísia, Ucrânia, Uruguai, Vaticano, Venezuela, Vietname, Zâmbia, Nigéria, Uganda, São Tomé e Príncipe, Zimbábue, Bahamas, Botsuana, Butão, Guatemala, Guiné-Bissau, Equador, Guiné Equatorial, Eritreia, Etiópia, Cabo Verde, Armênia, Sudão do Sul, Camarões, Coreia do Norte, Chipre, Quirguistão, Laos, Líbano, Libéria, Maurício, Moçambique, Mianmar, Moldávia, Mongólia, Nepal, Nicarágua, Paraguai, Ruanda, Seicheles, Papua-Nova Guiné, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão, Seri Lanca, Sudão, Suriname, Tajiquistão, Trindade e Tobago, Turcomenistão, Burundi, Uzbequistão, Dominica, Granada, Comoros, Palau, República Democrática do Congo, Argélia, República Centro-Africana, Togo, Gana, Nauru, Lesoto, Serra Leoa e Sérvia.[10][11]
2 - O dinar sérvio é utilizado nos enclaves sérvios e Kosovo do Norte.
3 - Oficialmente +381; alguns provedores de telemóvel utilizam +377 (Mónaco) ou +386 (Eslovénia), ao invés.

O território kosovar fez parte dos impérios Romano, Bizantino, Búlgaro, Sérvio e Otomano e, no século XX, passou às mãos do Reino da Sérvia, e da Iugoslávia. Após o falhanço das negociações internacionais para atingir um consenso sobre o estado constitucional aceitável, o governo provisório do Kosovo declarou-se unilateralmente um país independente da Sérvia em 17 de fevereiro de 2008, sob o nome República do Kosovo, sendo reconhecido no dia seguinte pelos Estados Unidos e alguns países europeus, tais como a França, Portugal, Reino Unido e a Alemanha. Porém, o Kosovo ainda é reivindicado pela Sérvia e não recebeu o reconhecimento de outros países como a Rússia, Brasil[27] e Espanha. Até 11 de fevereiro de 2014, o Kosovo tinha recebido 109 reconhecimentos diplomáticos como estado independente, mas alguns países retiraram esses reconhecimentos. Obteve reconhecimento oficial de 96 (49,74%) dos 193 estados-membros das Nações Unidas; 22 (81%) dos 27 estados membros da União Europeia; 0 (0%) dos 5 estados membros do Mercosul; 25 (86%) dos 29 estados membros da OTAN; 0 (0%) dos 6 estados membros da OTSC; 34 (60%) dos 57 estados membros da Organização para a Cooperação Islâmica.[28]

O governo sérvio reivindica o território como parte integral da Sérvia, correspondendo à Província Autônoma de Kosovo e Metohija (em sérvio, Аутономна покрајина Косово и Метохија, Autonomna pokrajina Kosovo i Metohija, e em albanês Krahina Autonome e Kosovës dhe Metohisë). A maior parte da população do Kosovo é de origem albanesa, com uma minoria sérvia que representa aproximadamente 5% da população kosovar.[29] O primeiro presidente do protetorado[30] foi Fatmir Sejdiu, do partido LDK (Lidhja Demokratike e Kosovës, "Liga Democrática do Kosovo"). O primeiro primeiro-ministro foi Hashim Thaçi.[31]

O Kosovo possui uma economia de renda média baixa e experimentou um sólido crescimento econômico nas últimas décadas pelas instituições financeiras internacionais. O país tem crescido todos os anos desde o início da crise financeira de 2007–2008.[32] O Kosovo é membro do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Conselho de Cooperação Regional e solicitou a adesão à Interpol e o status de observador na Organização para a Cooperação Islâmica.