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Museu Felícia Leirner

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O Museu Felícia Leirner está localizado em uma área de aproximadamente 35 mil metros quadrados, em meio a um remanescente de Mata Atlântica, em Campos do Jordão (SP). O equipamento cultural divide o espaço com o Auditório Claudio Santoro[1], casa do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Atualmente, as instituições atuam com destaque em três frentes: Artes Visuais[2], Música e Ambiente.

Desde 2010, a gestão é realizada pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari)[3], Organização Social de Cultura, em parceria com o Governo do Estado.

Histórico

Instalado desde 1978, em Campos do Jordão, e oficializado em 2001, o Museu foi considerado um dos mais importantes do gênero, no mundo, pela Revista Sculpture, do International Sculpture Center, de Washington D. C. (EUA), em 1987[4].

A área expositiva é composta por vários passeios que formam um circuito onde o visitante pode caminhar observando as esculturas e, ao mesmo tempo, a natureza. A disposição das obras permite uma forte interação, fazendo com que as pessoas sintam a mensagem da artista em cada uma de suas esculturas. A preservação e a difusão do legado da artista plástica Felícia Leirner é uma das principais preocupações dos equipamentos.

A patronesse da instituição Felícia Leirner nasceu em Varsóvia (Polônia), em 1904. Veio para o Brasil, país que adotou como pátria, em 1927. Comovida pela morte de seu companheiro Isai Leirner, em 1962, trocou a cidade de São Paulo por Campos do Jordão, para viver de forma simples e despojada, junto à natureza. A partir de 1978, quando o Museu Felícia Leirner foi inaugurado, passou a dedicar seus últimos anos de vida a ampliar a coleção que pode ser vista atualmente. Em 1982, concluiu sua produção para o Museu. Faleceu em 1996, aos 92 anos, na casa de São Paulo.

Dividindo a área com o Museu Felícia Leirner está o Auditório Cláudio Santoro, inaugurado em 1979, tem capacidade para receber até 814 espectadores e conta com equipamentos de acessibilidade, como rampas, elevador para cadeirantes e banheiros adaptados. O palco possui um fosso para orquestra e, nos bastidores, amplos camarins,  salas de ensaio e área técnica. O saguão de entrada conta com um lounge e café.

A área onde estão sediados os equipamentos, é um importante remanescente de Mata Atlântica. Um estudo realizado em 2011, concluiu que o local apresenta uma rica diversidade biológica, que inclui espécies de animais ameaçados de extinção. Com base nesse estudo, as instituições direcionam suas ações ambientais, fortalecendo-se como parceiras de unidades de conservação e como referências em comunicação ambiental sobre a região, se integrando ao mosaico de florestas protegidas, manejo, proteção da biodiversidade e recuperação de áreas degradadas.

Acervo

O acervo[5] do museu reúne 85 esculturas da artista, são 44 esculturas de bronze, 39 de cimento branco e 2 de granito, que expressam claramente a paixão da escultora pelas formas da natureza. O conjunto de uma obra dividida em cinco fases: Figurativa (1950 a 1958), A caminho da abstração (1958 a 1961), Abstrata (1963 a 1965), Orgânica (1966 a 1970) e Recortes na paisagem (1980 a 1982).

Em 2009, por meio da ACAM Portinari, foi  iniciado o projeto de restauro das obras do museu. O restaurador Júlio Moraes foi responsável pela recuperação das obras. A primeira etapa do processo contemplou as peças feitas em cimento, que passaram por uma restauração estrutural, desde a manutenção do concreto armado até a pintura com cal branca. Na segunda e última etapa, realizada em 2010, as obras em bronze tiveram suas bases de tijolos trocadas por cimento aparente e foram polidas para recuperar o brilho.

O museu investe na conservação[6] preventiva das obras com um programa permanente e detalhado para evitar que as peças se desgastem excessivamente com a ação do tempo

Programação

O local oferece espaço exclusivo para acolhimento e recepção do visitante e estacionamento gratuito, inclusive para o público deficiente. O Museu oferece ao público o acompanhamento na visita por profissionais preparados para desempenhar essa função educativa. O acompanhamento acontece para o público espontâneo e/ou organizado (mediante agendamento).

Entre os projetos destinados à comunidade[7] estão a "Série Chorinho no Museu", o "Encontros com Arte", a "Série Claudio Santoro" e a "Série Orquestra no Museu", entre outros.

Referências

  1. Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. «Auditório Claudio Santoro». Consultado em 25 de julho de 2015. Arquivado do original em 9 de julho de 2015 
  2. Museu Felícia Leirner. «Felícia Leirner». Consultado em 25 de julho de 2015 
  3. ACAM Portinari. «ACAM Portinari». Consultado em 25 de julho de 2015 
  4. Museu Felícia Leirner. «Sobre o Museu». Consultado em 25 de julho de 2015 
  5. Museu Felícia Leirner. «O Acervo». Consultado em 25 de julho de 2015 
  6. Museu Felícia Leirner. «A conservação do acervo do Museu Felícia Leirner». Consultado em 25 de julho de 2015 
  7. Museu Felícia Leirner. «Relações com a Comunidade». Consultado em 25 de julho de 2015 

Ver também

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