Organização para a Libertação da Palestina

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A Organização para a Libertação da Palestina (OLP; em árabe: منظمة التحرير الفلسطينية) é uma organização política e paramilitar tida pela Liga Árabe desde outubro de 1964 como a "única representante legítima do povo palestino".[1]

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Organização para a Libertação da Palestina
منظمة التحرير الفلسطينية
Líder Mahmoud Abbas
Fundação 1964
Sede Ramala,  Palestina
Ideologia
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Fundada durante um encontro de 422 figuras nacionais palestinas em Jerusalém, em maio de 1964, depois de uma decisão anterior da Liga Árabe, sua meta era a liberação da Palestina através da luta armada.[2] O estatuto original da OLP, promulgado em 28 de maio do mesmo ano,[3] declara que a "Palestina, com as fronteiras que existiam no tempo do Mandato Britânico, é uma unidade regional integral" e que o objetivo da organização é "proibir a existência e a atividade" do sionismo.[4] Também advoga o direito de retorno e a autodeterminação dos palestinos. O Estado palestino não é mencionado, embora em 1974 a organização tenha passado a reclamar um Estado independente no território do Mandato Britânico.[5]

O grupo utilizou-se de táticas de guerrilha para atacar Israel a partir de suas bases na Jordânia, Líbano e Síria, assim como de dentro da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.[6] A OLP foi considerada tanto pelos Estados Unidos quanto por diversos outros países ocidentais como uma organização terrorista, até a Conferência de Madri, em 1991, e por Israel até 1993, pouco antes dos acordos de Oslo.[carece de fontes?]

Em 1988, a OLP passou a apoiar oficialmente uma solução bi-estatal, com israelenses e palestinos vivendo lado a lado, de acordo com certas exigências específicas, tais como fazer de Jerusalém Oriental a capital do Estado palestino e conceder aos palestinos o direito ao retorno às terras ocupadas por palestinos antes das guerras de 1948 e 1967 com Israel.[7]

Em 1993, o então presidente da OLP, Yasser Arafat, reconheceu o Estado de Israel numa carta oficial ao primeiro-ministro daquele país, Yitzhak Rabin. Em resposta à iniciativa de Arafat, Israel reconheceu a OLP como a representante legítima do povo palestino. Arafat foi presidente do Comitê Executivo da OLP de 1969 até a sua morte, em 2004. Foi sucedido no cargo por Mahmoud Abbas (também conhecido como Abu Mazen).[carece de fontes?]