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Otávio de Faria

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Otávio de Faria
Nascimento 15 de outubro de 1908
Rio de Janeiro,
Distrito Federal
Morte 17 de outubro de 1980 (72 anos)
Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Jornalista e escritor
Prémios Prémio Machado de Assis 1970
Magnum opus Mundos Mortos

Otávio de Faria (Rio de Janeiro, 15 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1980) foi um jornalista e escritor brasileiro.

Filho de Alberto de Faria e de Maria Teresa de Almeida Faria e cunhado de Afrânio Peixoto e de Alceu Amoroso Lima.

Foi membro da Academia Brasileira de Letras, eleito em 13 de janeiro de 1972 para a cadeira 27, recebido em 6 de junho de 1972 pelo acadêmico Adonias Filho.

Autor da monumental obra testemunhal (e profética) A Tragédia Burguesa.[1]

Em 1931, ao escrever Maquiavel e o Brasil, foi um dos primeiros pensadores a se apropriar de Maquiavel para pensar seu pais.[2]

Antes de 1931, ele já havia colaborado com algumas revistas e jornais, como “A Ordem”, “Hierarquia”, “Boletim de Ariel”, “Revista de Estudos Sociais”, “Jornal do Comércio”, “Correio da Manhã” e “Jornal dos Sports”. [3]

Obras

  • Desordem no Mundo Moderno (1930)
  • Maquiavel e o Brasil (1931)
  • Destino do Socialismo (1933)
  • Cristo e César (1937)
  • Fronteiras da Santidade (1937)
  • "Três Tragédias à Sombra da Cruz" (1937)
  • "Coelho Neto" (1963)
  • "Três Novelas da Masmorra" (1968)
  • Léon Bloy (1969)


Tragédia burguesa

  • Volume 1 - Mundos Mortos
  • Volume 2 - Os Caminhos da Vida
  • Volume 3 - O Lodo das Ruas
  • Volume 4 - O Anjo de Pedra
  • Volume 5 - Os Renegados
  • Volume 6 - Os Loucos
  • Volume 7 - O Senhor do Mundo
  • Volume 8 - O Retrato da Morte
  • Volume 9 - Ângela ou as Areias do Mundo
  • Volume 10 - A Sombra de Deus
  • Volume 11 - O Cavaleiro da Virgem
  • Volume 12 - O Indigno
  • Volume 13 - O Pássaro Oculto (1979)


Em meados dos anos 30, após um período de descrença na Igreja Católica, ele retornou ao catolicismo. Essa experiência é narrada da seguinte maneira pelo autor:

Na verdade, porém, foi Tristão de Athayde quem me fez ler Leon Bloy pela primeira vez. Não me lembro mais a propósito de que, havia me dito, certa vez, falando de Jackson de Figueiredo, creio, que entre os autores católicos franceses, aquele de eu mais “gostaria”, seria certamente essa “espécie de Bernanos” que se chamava Léon Bloy. Vivia eu então em pleno fervor das recentes descobertas do Bernanos de “Sous Soleil De Satan” (sobretudo daquelas página famosas em que o grande romancista retratava e vergastava Anatole France disfarçado em padre por detrás da palhinha de um confessionário de igreja) e do Julien Green que sob o pseudônimo de Théophile Delaporte, publicara o inesquecível “Pamphlet Contre Les Catholique De France”. Todo o meu entusiasmo de quem 'voltava' violentamente ao catolicismo, depois de um longo mergulho nas seduções do super-homem nietzschiano e nas inebriantes promessas do homem gidiano, abismouse fundo na obra de Léon Bloy e, durante vários meses, não suportou outra 'nutrição' nem pode respirar outro ar que não o do 'mendigo ingrato', o do 'nvendável' que, sentindo o mundo “limiar do 'Apocalipse', pretendia penetrar no absoluto pela 'porta dos humildes'.[4]

Referência

  1. Mokrejs, Elisabete. Tragédia Burguesa de Octávio de Faria: Significado do adolescente. Rev. Fac. Educ. Sao Paulo, 6 (1): 15-32, 1980
  2. Carlo, Josnei Di. «Maquiavéis brasileiros: notas sobre leituras de Maquiavel no Brasil». Tomo (em inglês) 
  3. 38º Encontro Anual da Anpocs. Católico Extramuros: o pensamento político e social de Octávio de Faria. 2014. (Congresso).
  4. FARIA, Octávio. Leon Bloy. Rio de Janeiro: Gráfica Recordo, 1968, pág. 11.
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Otávio de Faria
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