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Processo dos Espíritas

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O Processo dos Espíritas (em língua francesa: "Procès des Spirites") é uma obra francesa. Nela se narra o episódio constituído pelo processo judicial instaurado em Paris em 16 de junho de 1875, em que o então diretor da "Revue Spirite", Pierre-Gaëtan Leymarie, foi julgado e condenado sob a acusação de publicar fotografias fraudulentas de espíritos desencarnados. É ainda o título de uma homónima no Brasil, de autoria de Hermínio Corrêa de Miranda, sobre o mesmo assunto, publicada pela Federação Espírita Brasileira em 1977.

É de opinião de estudiosos espíritas eminentes no Brasil (Hermínio C. Miranda, Francisco Thiesen, Zeus Wantuil) e de um grande adversário do espiritismo, Jean Vartier, que o processo tenha sido instaurado com o intuito específico de atingir o Espiritismo, e para tal escolheu a figura de Leymarie, visando alcançar seu objetivo.[1]

História

Amélie Boudet e Allan Kardec: a primeira foi uma das testemunhas do processo.
Amélie Boudet e Allan Kardec: a primeira foi uma das testemunhas do processo.

A "Revue Spirite" publicou em 1874 algumas fotografias retratando espíritos desencarnados. Mediante a suspeita de fraude, o assunto foi investigado pela justiça francesa. Leymarie, Alfred Henri Firman e Édouard Buguet foram acusados por estarem diretamente ligados à publicação das fotos. Leymarie, principal continuador da obra de divulgação espírita após a morte de Kardec, por ser diretor da revista; o segundo por ser o médium de efeitos físicos envolvido nas sessões em que as fotos foram obtidas, e o terceiro por ser o médium e fotógrafo acusado de fraudar as fotografias. Foram ouvidas 55 testemunhas, sendo 27 de acusação e 28 de defesa, estando entre as últimas Amélie Gabrielle Boudet, viúva de Kardec.

Buguet e Leymarie foram condenados a um ano de prisão e ao pagamento de quinhentos francos de multa. No cárcere, Leymarie elaborou uma "Memória à Corte Suprema", atestando, perante a sua consciência e os seus filhos, a sua inocência, mostrando-se confiante na decisão final daquele tribunal. Com remorsos, Buguet escreveu ao Ministro da Justiça após pouco mais de três meses da data de instauração do processo, dando testemunho sobre a inocência de Leymarie, acrescentando que 2/3 das fotos eram verdadeiras; o restante fora forjado uma vez que ele não poderia deixar escapar o dinheiro que receberia daqueles que o procuravam, caso a foto não fosse conseguida pelo meio honesto.

À época, cartas de solidariedade oriundas de todo o mundo foram enviadas a Leymarie.

Pouco mais tarde, anulada a sentença condenatória, Leymarie voltou às atividades espíritas. A esposa de Leymarie, Marina, em defesa de seu marido redigiu a memória Procés des Spirites, fonte primordial para o estudo do processo segundo o ponto de vista de seu principal réu.[2]

Referências

  1. MIRANDA, Hermínio C. Processo dos Espíritas (2ª ed.) Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1977.
  2. THIESEN, Francisco; WANTUIL, Zeus. Allan Kardec (vol. III, 4ª ed.). Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1998. p. 222.

Bibliografia

Ver também

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