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Síndrome de morte súbita infantil

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A síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) ou síndrome da morte súbita infantil (SMSI), conhecida internacionalmente pela sigla SIDS (sudden infant death syndrome) é o óbito inesperado de crianças com menos de um ano de vida.[1] O diagnóstico exige que a morte permaneça inexplicada mesmo após uma minuciosa autópsia e uma investigação detalhada sobre a causa.[4] A SMSL normalmente ocorre durante o sono,[2] e geralmente entre às 00:00 e às 09:00 horas.[8] Normalmente não há nenhuma evidência de esforço nem qualquer sinal de ruído.[9]

Factos rápidos Sinónimos, Especialidade ...

Desconhece-se a causa exacta para a síndrome de morte súbita infantil.[3] A causa tem sido substancialmente desmistificada por enormes avanços na nossa compreensão acerca da sua relação com o sono e homeostase, meio ambiente e factores de risco genéticos; e uma série de anormalidades bioquímicas e moleculares.[2][3] Estes factores de perturbação ambiental podem estar relacionados com o dormir sobre o estômago ou de lado, e com o sobreaquecimento e a exposição ao fumo do tabaco.[3] A asfixia acidental, tal como durante a simples partilha da cama, mesmo com objectos de pelúcia, poderá também ser um factor importante.[2][10] Outra condição de risco poderá estar relacionada com os nascimentos antes das 39 semanas de gestação.[7] A SMSL constitui cerca de 80% das mortes infantis súbitas e inesperadas, juntamente com outras causas como infecções, anomalias genéticas e problemas de coração. Enquanto o abuso infantil sob a forma de asfixia propositada possa ser sub diagnosticado como SMSL, constituindo menos de 5% dos casos.[2]

O método mais eficaz de prevenir a SMSL é posicionar as crianças com menos de um ano de barriga para cima durante o sono.[7] Outras precauções podem consistir em colocar a criança em colchões firmes separados dos encarregados, num berço e não numa cama livre, num ambiente relativamente frio, com uma chupeta, e evitar a exposição ao fumo do tabaco.[5] A amamentação e imunização podem também diminuir o risco de morte.[5][6] Os dispositivos de posicionamento e monitores de bebés são precauções que não têm demonstrado grande utilidade.[5][6] Não existem evidências suficientes que comprovem que o uso de ventiladores sejam benéficos.[5] É importante o apoio às famílias em luto afectadas pela SMSL, tendo em vista que a morte do recém-nascido é súbita, sem testemunhas, e muitas vezes estes estão associados à investigação.[2]

A taxa de SMSL pode variar em quase dez vezes em países desenvolvidos, de um em cada mil para um em cada dez mil.[2] A nível mundial, a síndrome de morte súbita infantil provocou cerca de 15 000 mortes em 2013, número inferior às 22 000 mortes de 1990.[11] A SMSL foi a terceira causa de morte em crianças com menos de um ano nos Estados Unidos em 2011.[12] É a causa mais comum de morte entre o primeiro mês e um ano.[7] Cerca de 90% dos casos ocorrem antes dos seis meses, sendo mais frequente entre os dois e quatro meses.[2][7] É mais comum em meninos do que em meninas.[7]

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Visão geral

Tipicamente, o bebê é encontrado falecido em seu berço, sem aparentar nenhum sinal de sofrimento ou agonização.[13] Ainda não é possível precisar qual é exato momento do óbito e se ele ocorre na fase do sono ou no período de transição entre sono e a vigília.[14]

A SMSL é um diagnóstico de exclusão, aplicado a bebês que tenham morrido súbita e inesperadamente, quando o motivo permanece inexplicável, mesmo após as adequadas investigações post mortem, que incluem:

  1. autópsia;
  2. investigação da cena e das circunstâncias da morte;
  3. investigação do histórico de doenças do bebê e da família;
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Fatores de risco

Tabaco

SMSL é mais comum em bebês cujas mães fumaram durante a gravidez.[15] Bebes expostos à nicotina (fumante passivo) tem maior predisposição para SMSL. [16]

Como

O óbito ocorre após a súbita interrupção na respiração do bebê, normalmente enquanto dorme. Presume-se que a causa desta interrupção seja uma espécie de "hibernação profunda" do bebê, provocada por sua ainda não concluída formação neurológica, cardiorrespiratória e até seu não desenvolvido controle térmico corporal;

Incidência


Estatisticamente, há maior incidência quando:

  • Sexo: masculino;
  • Idade: de dois a quatro meses de vida;

Agravantes

  • qualquer compressão das vias aéreas;
  • inalação excessiva do gás carbônico, maior incidente ao deitar de barriga para baixo;
  • compressão da face contra o travesseiro (hipertermia);
  • nascimento prematuro (imaturidade dos mecanismos cardiorrespiratórios e controle térmico);
  • bebês excessivamente agasalhados em ambientes muito aquecidos;
  • exposição do bebê à fumaça de cigarro, mesmo durante a gravidez;

Porem, a síndrome pode surgir em bebês que não apresentam nenhuma destas características.

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Cuidados

Algumas medidas simples reduzem a ocorrência da 'síndrome da morte súbita do lactente (SMSL)', como:

  • colocar o bebê para dormir de barriga para cima;
  • não agasalhar excessivamente o bebê;
  • manter a temperatura ambiente em 22 graus Celsius;
  • não utilizar colchões e travesseiros excessivamente macios;
  • não compartilhar o mesmo leito do bebê;
  • monitorar a respiração do bebê com sensores vestíveis, próprios para a SMSL / SIDS;
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Dados

  • apenas nos Estados Unidos, estima-se que a 'sudden infant death syndrome (SMSI)' seja responsável por cerca de uma morte a cada 2.000 nascimentos (0,05%);
  • 85% dos casos ocorrem com crianças que dormem de barriga para baixo ou que compartilham o leito;
  • a simples ação de colocar o bebê para dormir de barriga para cima reduz o número de óbitos em mais de 50%;
  • deitar em pronação, ou seja de barriga para baixo, em colchões e travesseiros macios aumenta em 20 vezes o risco da síndrome da morte súbita infantil;
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Referências

  1. «Sudden Infant Death Syndrome (SIDS): Overview». National Institute of Child Health and Human Development. 27 de Junho de 2013. Consultado em 9 de Março de 2015
  2. Kinney HC, Thach BT (2009). «The sudden infant death syndrome». N. Engl. J. Med. 361 (8): 795–805. PMC 3268262Acessível livremente. PMID 19692691. doi:10.1056/NEJMra0803836
  3. «What causes SIDS?». National Institute of Child Health and Human Development. 12 de Abril de 2013. Consultado em 9 de Março de 2015
  4. Moon RY, Fu L (julho de 2012). «Sudden infant death syndrome: an update.». Pediatrics in review / American Academy of Pediatrics. 33 (7): 314–20. PMID 22753789. doi:10.1542/pir.33-7-314
  5. «How can I reduce the risk of SIDS?». National Institute of Child Health and Human Development. 22 Agosto de 2014. Consultado em 9 de Março de 2015. Arquivado do original em 27 de fevereiro de 2015
  6. «How many infants die from SIDS or are at risk for SIDS?». National Institute of Child Health and Human Development. 19 de novembro de 2013. Consultado em 9 de março de 2015
  7. Optiz, Enid Gilbert-Barness, Diane E. Spicer, Thora S. Steffensen ; foreword by John M. (2013). Handbook of pediatric autopsy pathology Second edition. ed. New York, NY: Springer New York. p. 654. ISBN 9781461467113
  8. Scheimberg, edited by Marta C. Cohen, Irene (2014). The Pediatric and perinatal autopsy manual. [S.l.: s.n.] p. 319. ISBN 9781107646070
  9. «Ways To Reduce the Risk of SIDS and Other Sleep-Related Causes of Infant Death». NICHD. 20 de Janeiro de 2016. Consultado em 2 de março de 2016
  10. Hoyert DL, Xu JQ (2012). «Deaths: Preliminary data for 2011» (PDF). National Center for Health Statistics. National vital statistics reports. 61 (6). 8 páginas
  11. «Síndrome da morte súbita infantil». Site Drauzio Varella. Consultado em 19 de janeiro de 2016
  12. Sullivan; Barlow (abril de 2001). «Review of risk factors for Sudden Infant Death Syndrome». Paediatric and Perinatal Epidemiology (em inglês) (2): 144–200. ISSN 0269-5022. doi:10.1046/j.1365-3016.2001.00330.x. Consultado em 6 de abril de 2021
  13. Bajanowski, T.; Brinkmann, B.; Mitchell, E. A.; Vennemann, M. M.; Leukel, H. W.; Larsch, K.-P.; Beike, J.; the GeSID Group (janeiro de 2008). «Nicotine and cotinine in infants dying from sudden infant death syndrome». International Journal of Legal Medicine (em inglês) (1): 23–28. ISSN 0937-9827. doi:10.1007/s00414-007-0155-9. Consultado em 6 de abril de 2021
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