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San Marino

país no sul da Europa encravado pela Itália / De Wikipedia, a enciclopédia livre

A República de San Marino ou Sereníssima República de San Marino[9][10][11][12][13][14] (também chamada São Marinho[15][16][17][18][19][20] e São Marino[21][22] – em italiano: Repubblica di San Marino[12]) é um país situado nos Apeninos. É um enclave, completamente envolto pela Itália. Faz fronteira com as províncias italianas da Emília-Romanha e das Marcas. Sua área é de apenas 61 km² com uma população estimada em 30 000 habitantes, e sua capital é a Cidade de San Marino. San Marino é um dos microestados europeus, junto com Liechtenstein, Vaticano, Mônaco, Andorra, e Malta, e tem a menor população de todos os membros do Conselho da Europa.


República de San Marino[1][2][3]
Repubblica di San Marino[1][2][3]
Bandeira Brasão de armas
Lema: Libertas
(latim: "Liberdade")
Hino nacional: Inno Nazionale
Gentílico: samarinês;[4] são-marinense,[5] são-marinhense,[6] san-marinense

Localização São Marinho

Localização de San Marino na Europa (em vermelho)
Capital Cidade de San Marino
Cidade mais populosa Serravalle
Língua oficial Italiano
Governo República diárquica diretorial parlamentarista unitária
 Capitães-regentes Maria Luisa Berti
Manuel Ciavatta
 Ministro de Relações Exteriores Luca Beccari
Independência do Império Romano 
 Data3 de setembro de 301 
 Reconhecido pelos Estados Pontifícios1291 e 1631 
 Reconhecido pelo Congresso de Viena9 de junho 1815 
 Constituição8 de outubro de 1600 
Área  
   Total61 km² (190.º)
  Água (%) 0
 Fronteira Itália (enclave)
População  
   Estimativa para 2020[7]34 232 hab. (215.º)
  Densidade 448 hab./km² (13.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2004
  TotalUS$ 1,633 bilhão (2017) M. Nogueira (195.º)
  Per capitaUS$ 41 900 (17.º)
IDH (2021) 0,853 (44.º)  muito alto[8]
Moeda Euro (EUR)
Fuso horário +1
Cód. Internet .sm
Cód. telef. +378

San Marino é considerado o Estado nacional mais antigo do mundo, o país foi fundado em 3 de setembro de 301 pelo diácono Marinho, que era oriundo de uma das ilhas da costa da Dalmácia. Marinus deixou Rab, então uma colônia romana, em 257, quando o futuro imperador, Diocleciano, emitiu um decreto solicitando a reconstrução dos muros da cidade de Rimini, que havia sido destruída por piratas libúrnios.[23]

A Constituição de San Marino é histórica, ou seja, não escrita, compondo-se, dentre outros documentos jurídicos importantes, pelos Estatutos de 1600.[24] Estabelece uma forma parlamentar de governo. O parlamento, chamado de Grande e Geral Conselho, possui sessenta membros e é presidido por dois capitães-regentes, que são Chefes de Estado por um prazo de seis meses. O poder executivo é exercido pelo Congresso de Estado, formado de dez conselheiros escolhidos entre os membros do Grande e Geral Conselho.

Apesar de não ser muito industrializado, San Marino tem uma das maiores rendas per capita da Europa. O turismo é a principal fonte de renda do país, devido a sua proximidade com o porto de Rimini, no mar Adriático. Outras fontes de renda são os bancos, produtos eletrônicos e cerâmicas. Cultivam-se vinhas e cereais e criam-se ovinos nos campos.

San Marino tem uma das menores forças armadas do mundo. Seus diferentes ramos têm variadas funções, incluindo: desempenho cerimonial, patrulhamento das fronteiras, montar guarda em prédios do governo, da polícia e de assistência nos principais processos penais. Existe também uma polícia, o Corpo da Gendarmaria da República de San Marino, que é tecnicamente parte das forças militares da república.