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Suicídio

morte causada pela própria pessoa devido a fatores psicológicos ou físicos / De Wikipedia, a enciclopédia livre

Suicídio é o ato de causar a própria morte de forma intencional.[6][7] Os factores de risco incluem perturbações mentais e/ou psicológicas como depressão, perturbação bipolar, esquizofrenia e toxicodependência, incluindo alcoolismo e abuso de benzodiazepinas.[2][4][8] Outros suicídios resultam de actos impulsivos devido ao stress e/ou dificuldades económicas, problemas de relacionamento ou bullying.[2][9] As pessoas com antecedentes de tentativas de suicídio estão em maior risco de vir a realizar novas tentativas.[2] As medidas de prevenção do suicídio passam pela restrição do acesso a métodos de suicídio, como armas de fogo, armas brancas, drogas ou venenos, pelo tratamento de perturbações mentais e da toxicodependência, por noticiar de forma correta os casos de suicídio na imprensa e pela melhoria das condições económicas da população.[2] Embora seja comum a existência de linhas telefónicas de prevenção do suicídio, não existem dados suficientes que comprovem a sua eficácia.[10]

Quick facts: Suicídio, Classificação e recursos externos...
Suicídio
Suicídio
O Suicida de Édouard Manet 1877–1881
Especialidade Psiquiatria
Início habitual >70 e 15–30 anos de idade[1]
Causas enforcamento, envenenamento com pesticidas, armas de fogo[2][3]
Fatores de risco Depressão, perturbação bipolar, esquizofrenia, perturbações de personalidade, alcoolismo, abuso de substâncias[2][4]
Prevenção Restringir o acesso a métodos de suicídio, tratamento de perturbações mentais e do abuso de substâncias, melhoria das condições económicas, tratamento adequado do tema nos meios de comunicação social[2]
Mortes 828 000 / 1,5% (2015)[5]
Classificação e recursos externos
CID-10 X60X84
CID-9 E950
CID-11 731306388
DiseasesDB 12641
MedlinePlus 001554
eMedicine article/288598
MeSH D013405
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Os métodos de suicídio mais comuns diferem de país para país e estão em parte relacionados com a disponibilidade de meios.[11] Os métodos mais utilizados incluem enforcamento, envenenamento por pesticidas e recurso a armas de fogo.[2][3] Em 2015, suicidaram-se em todo o mundo 828 000 pessoas, um ligeiro aumento face aos 712 000 suicídios em 1990.[5][12] Em 2015, o suicídio foi a décima principal causa de morte em todo o mundo.[4][13]

O suicídio é a causa de cerca de 0,5% das mortes.[14] Em cada ano, 12 em cada 100 000 pessoas morrem por suicídio.[13] Três quartos dos suicídios ocorrem nos países em desenvolvimento.[2] As taxas de suicídios consumados são geralmente mais elevadas nos homens do que nas mulheres. Em países em desenvolvimento suicidam-se 1,5 vezes mais homens do que mulheres e em países desenvolvidos suicidam-se 3,5 vezes mais homens do que mulheres.[1] Na generalidade dos países, o suicídio é mais comum entre os maiores de 70 anos. No entanto, em alguns países o grupo etário de maior risco é aquele com idades compreendidas entre os 15 e 30 anos.[1] Estima-se que em todo o mundo haja anualmente entre 10 a 20 milhões de tentativas de suicídio não fatais.[15] As tentativas de suicídio – gestos auto-destrutivos não fatais – podem provocar lesões e incapacidade a longo prazo. No mundo ocidental, as tentativas são mais comuns nos jovens e pessoas do sexo feminino.[14]

Os pontos de vista sobre o suicídio têm sido influenciados por temas existenciais como religião, filosofia, psicologia, honra e o sentido da vida.[16][17] As religiões abraâmicas, por exemplo, consideram o suicídio uma ofensa contra Deus devido à crença religiosa na santidade da vida.[18] Durante a era samurai no Japão, existia uma forma de suicídio conhecido como seppuku (harakiri) que era respeitada como uma forma de expiação do fracasso ou como uma forma de protesto ou pena de morte frente à desonra por um crime, delito ou por outro motivo que os envergonhasse.[19] O sati é uma antiga prática proibida pelo Raj Britânico, no qual a viúva se autoimola na pira funerária do seu marido, seja voluntariamente ou por pressão da família e/ou das leis do país.[20] O suicídio e o suicídio tentado, apesar de anteriormente ter sido considerado ilegal, hoje já não o é na maioria dos países ocidentais,[21] embora nalgumas jurisdições ainda possa ser considerado crime.[22] Nos séculos XX e XXI, o suicídio foi usado em raras ocasiões como forma de protesto, ou na forma de kamikaze e de atentados suicidas como uma táctica militar ou terrorista.[23] O termo tem origem no latim, suicidium.[24]