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Viés de publicação

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Meta-análise da ameaça de estereótipo nas pontuações de matemática das meninas mostrando assimetria típica do viés de publicação em um gráfico de funil. De Flore, PC, & Wicherts, JM (2015) [1]
Meta-análise da ameaça de estereótipo nas pontuações de matemática das meninas mostrando assimetria típica do viés de publicação em um gráfico de funil. De Flore, PC, & Wicherts, JM (2015) [1]

Viés de publicação é a tendência em publicações científicas de evidências positivas terem maior probabilidade de serem publicadas do que evidências negativas, tornando tendencioso os resultados disponíveis para confronto.[2] Como consequência, revisões sistemáticas com ou sem meta-análises que não incluem estudos não publicados tendem a apresentar resultados enganosos.[3]

Por exemplo, enquanto 94% dos estudos com evidência positiva sobre os efeitos benéficos de anti-depressivos são publicados, apenas 14% dos estudos com evidência negativa são publicados. No entanto, quando todos os estudos são incluídos em uma meta-análise, os antidepressivos se mostram mais eficazes do que um placebo apenas por uma pequena margem.[2]

Diversos fatores são apontados como causas para este fenômeno, como negligência por parte dos pesquisadores, financiadores que podem desencorajar publicações com evidência negativa motivados por interesses financeiros e publicações científicas em busca de descobertas estrondosas podem julgar resultados negativos ou inconclusivos como desinteressantes.[4]

Apesar do viés de publicação não poder ser completamente eliminado,[3] a presença desse viés pode ser identificada por meio de gráfico de funil e de testes estatísticos,[5] como o teste de Egger ou o teste de Begg.[6] E como forma de amenizar este problema, periódicos científicos podem exigir que todo estudo seja registrado no início do projeto para ser considerado elegível para futura publicação, dando aos editores e revisores uma ferramenta para medir a proporção de evidências positivas e negativas.[2] Se os revisores entrarem em contato com os autores destes estudos primários não publicados e conseguirem acesso aos seus resultados completos, o efeito causado pelo viés de publicação em revisões pode ser diminuído.[3]

Referências

  1. Flore P. C.; Wicherts J. M. (2015). «Does stereotype threat influence performance of girls in stereotyped domains? A meta-analysis». J Sch Psychol. 53: 25–44. PMID 25636259. doi:10.1016/j.jsp.2014.10.002 
  2. a b c Charles Wheelan. Estatística: O que é, para que serve, como funciona. Zahar, 2016 - 328 páginas, parte 121-2 no Google Livros.
  3. a b c Gordon Guyatt; Drummond Rennie; Maureen O. Meade & Deborah J. Cook. Diretrizes para Utilização da Literatura Médica: Fundamentos para Prática Clínica da Medicina Baseada em Evidência. Artmed Editora, 2009 - 386 páginas, p. 372 no Google Livros
  4. Robert Matthews. As leis do acaso: Como a probabilidade pode nos ajudar a compreender a incerteza. Zahar, 2017 - 302 páginas, parte 172 no Google Livros
  5. Mauricio Gomes Pereira & Taís Freire GalvãoII. Heterogeneidade e viés de publicação em revisões sistemáticas. Epidemiol. Serv. Saúde vol.23 no.4 Brasília Dec. 2014
  6. Jack L. Cronenwett & K Johnston. Rutherford Cirurgia Vascular. Elsevier Brasil, 2016 - 2792 páginas, parte 131 no Google Livros

Ver também

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