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Comédia de terror
gênero cinematográfico que mistura comédia e terror Da Wikipédia, a enciclopédia livre
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Comédia de terror[1][2] comédia de horror ou terrir[3][4] é um gênero literário[5] e cinematográfico[6][7] que combina elementos tanto da comédia quanto do terror.[8]

O conto "A Lenda do Cavaleiro Sem-Cabeça" de Washington Irving é citado como "a primeira grande comédia de terror", pois ela faz "o leitor rir em um momento e gritar no outro" e é baseada em acontecimentos que ocorrem geralmente durante o feriado de Halloween.[9] No Brasil, o termo terrir — uma palavra-valise formada a partir de terror e rir — é tradicionalmente associado ao cineasta Ivan Cardoso, cuja obra, a partir da década de 1970, ajudou a consolidar o subgênero no cinema brasileiro.[10] No entanto, o uso da expressão antecede sua filmografia: em 1967, a Editora Taika lançou o gibi Seleções Cômicas Apresenta Terrir, que já empregava o termo em seu título.[11] A publicação contou com a participação do artista italiano Nico Rosso, conhecido por seu trabalho em histórias de horror.[12] Cardoso, leitor assíduo das revistas da Taika.[13]
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Nos filmes desse gênero, o humor negro é um elemento comum. As comédias de terror proporcionam sustos ao público, no entanto concedem algo que os filmes de terror não conseguem: "a permissão para rir de seus medos, assobiar diante do cemitério cinematográfico e se sentir seguro sabendo que os monstros não podem pegá-lo."[9]
Na era do cinema mudo, as inspirações para as comédias de terror vieram do teatro ao invés da literatura. Um exemplo disso é The Ghost Breaker (1914), baseado em uma peça de 1909, cujos elementos de terror despertaram mais interessantes ao público do que os elementos de comédia. Nos Estados Unidos, após o trauma da Primeira Guerra Mundial, o público desejava ver filmes de terror, mas que também tivessem toques de humor. O "pioneiro" da comédia de terror foi One Exciting Night de D. W. Griffith, que percebeu o sucesso da peça do gênero e elaborou uma adaptação cinematográfica. Ao mesmo tempo que o filme incluía performances blackface, Griffith também usou cenas de um furacão causador de uma tempestade climática. Nos primeiros filmes, os vários gêneros não eram bem equilibrados com a comédia e o terror e apenas mais tarde esse equilíbrio foi conseguido, o que levou a abordagens mais sofisticadas.[14]
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Ver também
- Comédia zumbi, um subgênero que envolve zumbis.
Referências
- «As cinco melhores comédias de terror de todos os tempos». Galileu. Consultado em 5 de março de 2013
- «Assista a trecho exclusivo da comédia de terror 'A Hora do Espanto'». Terra Networks. 7 de outubro de 2011. Consultado em 5 de março de 2013
- «Slasher, terrir, psicológico, sobrenatural... conheça alguns dos subgêneros do cinema de terror». cbn. 31 de outubro de 2024. Consultado em 15 de julho de 2025
- «'Microssono', 'terrir': veja oito palavras que podem entrar para o vocabulário oficial da língua portuguesa». Terra. Consultado em 15 de julho de 2025
- Causo, Roberto de Sousa (2003). Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil: 1875 a 1950. [S.l.]: UFMG. p. 117. ISBN 978-8-570-41355-0
- Araujo, Inácio (1 de novembro de 2009). «Comédia de horror evoca tradição de cinema popular que já não existe mais». Folha.com. Consultado em 5 de março de 2013
- «Filme 'Gremlins' pode ganhar remake». Veja. 17 de janeiro de 2013. Consultado em 5 de março de 2013
- Seger, Linda (1993). El Arte de la Adaptación: Cómo Convertir Hechos y Ficciones en Películas. [S.l.]: Rialp. p. 209. ISBN 978-843-2-12976-6
- Hallenbeck 2009, p. 3.
- Abbade, Mario "Fanaticc" (29 de setembro de 2005). «A Marca do Terrir | Crítica». Omelete. Consultado em 15 de julho de 2025
- Ferreira da Silva, Luciano Henrique (20 a 23 de agosto de 2013). «O terror brasileiro: um olhar sobre uma tradição popular nos quadrinhos» (PDF). Anais Eletrônicos das 2as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos. São Paulo: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Consultado em 15 de julho de 2025 Verifique data em:
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(ajuda) - «Bigorna.net: Artigos: Nico Rosso e a Terrir». www.bigorna.net. Consultado em 15 de julho de 2025
- Remier. «Ivan Cardoso: O Mestre do Terrir» (PDF). aplauso.imprensaoficial.com.br. Consultado em 23 de julho de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 12 de maio de 2024
- Hallenbeck 2009, p. 5–7.
Bibliografia
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