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Hugo Carvana

ator brasileiro Da Wikipédia, a enciclopédia livre

Hugo Carvana
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Hugo Carvana de Hollanda (Rio de Janeiro, 4 de junho de 1937 — Rio de Janeiro, 4 de outubro de 2014) foi um ator e diretor de cinema e televisão brasileiro.[1] O ator tornou-se conhecido do grande público interpretando personagens notáveis na televisão, como o jornalista Valdomiro Pena, do seriado Plantão de Polícia, e o empresário Lineu Vasconcelos, da novela Celebridade, embora não escondesse sua paixão pelo cinema.[2]

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Carreira

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Perspectiva

Início e consagração

Hugo Carvana trabalhou em mais de cem filmes, desde a época em que começou, participando de algumas produções como figurante, por volta do ano de 1955, nas chanchadas da Atlântida.[3] Passando no início da década de 1960 por seu primeiro papel de destaque em Esse Rio que Eu Amo, atuando ao lado de Agildo Ribeiro e Tônia Carrero.[4] Até os sucessos de Bar Esperança e O Homem Nu, como diretor.[5] Em 1962, fez parte do movimento do Cinema Novo. Além disso, atuou também no Teatro de Arena de São Paulo, no Teatro Nacional de Comédia e no Grupo Opinião.[6] Em 1975, Carvana é convidado pelo diretor Daniel Filho, com quem já havia trabalhado em alguns filmes, a participar de sua primeira novela, Cuca Legal.[6]

Em vários filmes interpretou a imagem do malandro carioca, tendo estreado na direção com Vai Trabalhar, Vagabundo!, no ano de 1973, filme no qual também atuou.[6]

Diretor subestimado

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Carvana (a direita) em Quando o Carnaval Chegar, em 1972.

O ator também foi um diretor subestimado no cinema nacional devido ao uso abundante de tomadas externas e em locais públicos (trens, ônibus, praças, ruas etc.) de seus filmes, mostrando o trabalhador, o pobre na sua condição mais crua, muitas vezes até atuando diretamente com o público, que aparece como é, sem a necessidade de figurantes, o que nos deixa ter uma ótima noção dos costumes do Rio de Janeiro da década de 1970.[7]

Nos seus filmes iniciais, ele expunha o cotidiano do carioca, abria espaço para uma crítica mais concreta, principalmente em seu segundo filme Se Segura, Malandro!, que foi rodado no governo Geisel.[8] Tal filme, se tornou possível devido ao momento político vivido em 1978, quando a produção foi lançada, um ano antes da anistia.

O humor, hoje, é moda. E se amanhã sair de moda, eu vou continuar fazendo humor. É uma devoção. Só consigo me olhar sob esse viés da alegria, da brincadeira, da ironia. Estou preso a essa bolha da alegria, e de dentro dela não pretendo sair.
Hugo Carvana, em 2011

Anos seguintes

Durante as décadas de 1980 e 1990, apesar de manter-se ativo nas produções de cinema, Hugo teve papéis de destaque na Rede Globo. Interpretou personagens marcantes da teledramaturgia brasileira como Numa Pompílio de Castro na novela Fera Ferida de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares e como Silva em De Quina pra Lua de Alcides Nogueira com argumentação de Benedito Ruy Barbosa.[9][10]

Em 1997, dirigiu o filme O Homem Nu, com roteiro de Roberto Santos protagonizado por Cláudio Marzo.[11][12] Nos anos seguintes, interpretou Azevedo em Corpo Dourado e Gouveia na minissérie Chiquinha Gonzaga.[13][14] No cinema, interpretou Queiroz em Mauá - O Imperador e o Rei.[15]

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Cacá Diegues dirigiu Hugo em Quando o Carnaval Chegar.

Em 2003, dirigiu o filme de comédia Apolônio Brasil, o Campeão da Alegria, protagonizado por Marco Nanini.[16] No mesmo ano, esteve no elenco da novela Celebridade de Gilberto Braga, onde interpretou um dos principais personagens de sua carreira, Lineu Vasconcelos.[17][18]

No ano de 2008, atuou novamente como diretor ao dirigir o longa de comédia Casa da Mãe Joana.[19] Nesse período teve carreira intensa, participando em várias produções televisivas, como Paraíso Tropical, Casos e Acasos e JK.[20][21][22] Em 2009, entrou para o elenco de Malhação, onde interpretou o inspetor Ubiracy Cansado.[23]

Em 2011, dirigiu o longa Não se Preocupe, nada Vai Dar Certo! estrelado por Tarcísio Meira.[24] O filme foi indicado como Melhor trilha sonora no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2012.[25] No mesmo ano, interpretou o personagem Seu Silveira, na novela Insensato Coração.[26]

No ano de 2012, fez sua última participação na televisão na minissérie O Brado Retumbante interpretando Mourão.[27]

Em 2013, dirigiu seu último filme, Casa da Mãe Joana 2.[28] O filme foi visto por 142.072 pessoas nos cinemas.[29] No mesmo ano, participou do filme Giovanni Improtta como Cantagallo, de seu amigo pessoal José Wilker.[30][31] A última interpretação de Hugo, que possuí mais de cem filmes em sua trajetória, foi no filme Rio, Eu Te Amo como Manoel, um torcedor fanático do Fluminense Football Club.[32][33]

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Vida pessoal

Hugo Carvana nasceu na zona norte do Rio de Janeiro, mais especificamente em Lins de Vasconcelos, filho de uma costureira e de um comandante da Marinha Mercante.[5] Era casado com a jornalista Martha Alencar, e pai de Pedro, Maria Clara, Júlio e Rita, já adultos.[34][35]

Assim como no filme Rio, Eu Te Amo, Hugo foi um torcedor fanático do Fluminense Football Club.[36][37]

Morte

No dia 4 de outubro de 2014, faleceu, aos 77 anos, em decorrência de um câncer de pulmão[38][39][40] descoberto em 1996. Seu corpo foi cremado.[2][41][42][43][44]

Filmografia

Televisão

Mais informação Ano, Título ...

Cinema

Como diretor

Como ator

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Prêmios e indicações

Mais informação Ano, Prêmio ...
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Referências

  1. «Hugo Carvana – Memória». Memória Globo. Consultado em 23 de julho de 2020
  2. Isto É Gente. «O uísque me salvou Entrevista a Luís Edmundo Araújo». Consultado em 30 de março de 2012
  3. «Morre no Rio o ator e cineasta Hugo Carvana». Agência Brasil. 4 de outubro de 2014. Consultado em 23 de julho de 2020
  4. Esse Rio que Eu Amo (1962) (em inglês), consultado em 23 de julho de 2020
  5. Guia da Semana. «Biografia Hugo Carvana». Consultado em 29 de março de 2012
  6. Meu Cinema Brasileiro. «Personalidades: Hugo Carvana». Consultado em 29 de março de 2012
  7. Augusto Cesar Pimentel do Monte Lima e Marco Antonio Serafim de Carvalho. «Hugo Carvana, ator e cineasta: a malandragem carioca no cinema brasileiro, nos governos de Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel.» (PDF). Consultado em 29 de março de 2012
  8. Cardenuto, Reinaldo. «A malandragem no país da ditadura: humor, deboche e política no cinema realizado por Hugo Carvana». Antíteses (UEL). Consultado em 23 de julho de 2020
  9. «Personagens – De Quina pra Lua – Memória». Memória Globo. Consultado em 23 de julho de 2020
  10. «Personagens – Fera Ferida – Memória». Consultado em 23 de julho de 2020
  11. «O Homem Nu (1997) – RioFilme». Consultado em 23 de julho de 2020
  12. «Corujão: Claudio Marzo é 'O Homem Nu', nesta segunda-feira, dia 18». Rede Globo. 14 de janeiro de 2016. Consultado em 23 de julho de 2020
  13. «Personagens – Corpo Dourado – Memória». Memória Globo. Consultado em 23 de julho de 2020
  14. «Chiquinha Gonzaga – Memória». Consultado em 23 de julho de 2020
  15. Mauá - O Imperador e o Rei (1999) (em inglês), consultado em 23 de julho de 2020
  16. AdoroCinema, Apolônio Brasil - O Campeão da Alegria, consultado em 23 de julho de 2020
  17. Miguel, Barbieri Jr. (26 de fevereiro de 2017). «Os altos e baixos da carreira de Hugo Carvana, que morreu aos 77 anos | Blog do Miguel». VEJA SÃO PAULO (em inglês). Consultado em 23 de julho de 2020
  18. «Personagens – Celebridade – Memória». Consultado em 23 de julho de 2020
  19. AdoroCinema, Casa da Mãe Joana, consultado em 23 de julho de 2020
  20. Bode.io. «Casos e Acasos 2008». Globo Imprensa. Consultado em 23 de julho de 2020
  21. Xavier, Nilson (5 de outubro de 2014). «Nilson Xavier - Relembre os trabalhos de Hugo Carvana na televisão». UOL. Consultado em 23 de julho de 2020
  22. «Hugo Carvana entra para o elenco de 'Malhação'». Terra. 27/09/2009. Consultado em 23 de julho de 2020
  23. G1 (4 de agosto de 2011). «Tarcísio Meira vive picareta em 'Não se preocupe, nada vai dar certo'». Pop & Arte. Consultado em 23 de julho de 2020
  24. RJ, Do G1 (15 de outubro de 2012). «Veja os vencedores do 11º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro». Cinema. Consultado em 23 de julho de 2020
  25. «Insensato Coração novela das nove da Rede Globo». Insensato Coração. Consultado em 23 de julho de 2020
  26. Xavier, Nilson. «O Brado Retumbante». Teledramaturgia. Consultado em 23 de julho de 2020
  27. Rio, Lívia TorresDo G1 (28 de agosto de 2013). «Aos 75, Carvana lança 'Casa da mãe Joana 2': 'Adoro um trambiqueiro'». Cinema. Consultado em 23 de julho de 2020
  28. AdoroCinema, Bilheterias de filme Casa da Mãe Joana 2, consultado em 23 de julho de 2020
  29. G1, Do; Paulo, em São (4 de outubro de 2014). «Veja a repercussão da morte do cineasta e ator Hugo Carvana». Pop & Arte. Consultado em 23 de julho de 2020
  30. Giovanni Improtta (2013) (em inglês), consultado em 23 de julho de 2020
  31. «Nona etapa do longa 'Rio, eu te amo' traz Fernanda Montenegro e Regina Casé como mendigas». O Globo. 23 de novembro de 2013. Consultado em 23 de julho de 2020
  32. Milani, Robledo. «In Memoriam :: Hugo Carvana (1937-2014)». Consultado em 23 de julho de 2020
  33. Farias, Carolina (5 de outubro de 2014). «Mulher de Hugo Carvana revela planos de novo filme: "Era o que o mantinha vivo"». Quem. Consultado em 23 de julho de 2020
  34. «Torcedor ferrenho do Fluminense, morre cineasta Hugo Carvana». ND. 4 de outubro de 2014. Consultado em 23 de julho de 2020
  35. «Com mulher e filhos, Hugo Carvana é velado no Rio de Janeiro». Terra. 5 de outubro de 2014. Consultado em 23 de julho de 2020
  36. G1 RJ (4 de outubro de 2014). «Hugo Carvana morre aos 77 anos». G1. Consultado em 4 de outubro de 2014
  37. «Ator e diretor Hugo Carvana morre aos 77 anos no Rio de Janeiro». Folha de S. Paulo. Ilustrada. 4 de outubro de 2014. Consultado em 4 de outubro de 2014
  38. UOL SP (4 de outubro de 2014). «Morre, aos 77 anos, o ator e diretor Hugo Carvana». UOL Cinema. Consultado em 4 de outubro de 2014
  39. «O Homem que Comprou o Mundo». Cinemateca Brasileira. Consultado em 28 de fevereiro de 2018
  40. «A Breve Estória de Cândido Sampaio». Porta Curtas. Consultado em 26 de fevereiro de 2018
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