Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de fevereiro de 1788Frankfurt, 21 de setembro de 1860) foi um filósofo alemão do século XIX.[1] Ele é mais conhecido pela sua obra principal "O Mundo como Vontade e Representação" (1819), em que ele caracteriza o mundo fenomenal como o produto de uma cega, insaciável e maligna vontade metafísica. A partir do idealismo transcendental de Immanuel Kant, Schopenhauer desenvolveu um sistema metafísico ateu e ético que tem sido descrito como uma manifestação exemplar de pessimismo filosófico. Schopenhauer foi o filósofo que introduziu o pensamento indiano e alguns dos conceitos budistas na metafísica alemã.[1] Foi fortemente influenciado pela leitura das Upanishads,[2] que foram traduzidas pela primeira vez para o latim por Abraham Hyacinthe Anquetil-Duperron, no início do século XIX.[3]

Quick facts: Arthur Schopenhauer, Assinatura...
Arthur Schopenhauer
Arthur Schopenhauer
Nascimento 22 de fevereiro de 1788
Danzigue, Reino da Prússia
Morte 21 de setembro de 1860 (72 anos)
Frankfurt, Grão-Ducado de Hesse
Residência Gdansk, Hamburgo, Frankfurt am Main
Sepultamento Cemitério de Frankfurt am Main
Nacionalidade alemão
Cidadania Reino da Prússia
Progenitores
Irmão(s) Adele Schopenhauer
Alma mater
Ocupação filósofoflauta
Empregador Universidade de Berlim, Universidade Humboldt de Berlim
Obras destacadas O Mundo como Vontade e Representação
Escola/tradição idealismo alemão, kantismo
Principais interesses filosofia, gnosiologia, lógica, retórica, antropologia, psicologia, ética, ética animal, estética, metafísica, religião, mística, eudaimonia e linguagem
Movimento estético Irracionalismo
Religião ateísmo
Causa da morte insuficiência respiratória
Assinatura
Close

Schopenhauer acreditava no amor como meta na vida, mas não acreditava que ele tivesse algo a ver com a felicidade.[1] Era apenas a vontade cega e irracional que todos os seres têm de se reproduzirem, dando assim continuidade à vida e, por conseguinte, ao sofrimento. A sensação de felicidade que o amor traz é apenas o interrompimento temporário do querer, a fuga de uma dor imposta pela vontade. Para Schopenhauer, somente o sofrimento é positivo, pois se faz sentir com facilidade, enquanto que aquilo ao qual chamamos felicidade é negativo, pois é a mera interrupção momentânea da dor ou tédio, sendo estes últimos a condição inerente à existência.[4] Considerava esse impulso de reprodução, esse "gênio da espécie", tão forte como o medo da morte, daí que muitos amantes arriscam a vida e a perdem obedecendo a este desejo. Apesar de ser, nos tempos contemporâneos, mais conhecido pela sua obra magna (O Mundo como Vontade e Representação), foi apenas com a publicação de "Parerga e Paralipomena", no final de 1851, que ficou amplamente conhecido e famoso ainda em vida. Nesta obra o filósofo discorre sobre uma multitude de assuntos que vão desde temas relacionados ao ensino universitário, à escrita, à sociedade em que vive, revê conceitos que outrora defendia e providencia inúmeros conselhos aos leitores sobre como levar uma vida o mais isente de sofrimento possível.