Top Qs
Linha do tempo
Chat
Contexto

Canal do Otário

canal do YouTube e um website Da Wikipédia, a enciclopédia livre

Canal do Otário
Remove ads

Canal do Otário foi um canal do YouTube e um website,[2] criado em 3 de fevereiro de 2012[3] por um usuário anônimo,[4] cujo pseudônimo é Otário Anonymous.[5][6] Dedica-se a investigar e denunciar campanhas publicitárias enganosas, a alta carga tributária que incide sobre bens de consumo no Brasil e preços abusivos praticados por algumas empresas,[7][8][9] políticos que cometeram irregularidades e o desperdício dos gastos públicos, além de publicar outros temas como corrupção.[10][11][12] Em 19 de janeiro de 2018, o canal tinha 694 350 inscritos, e acumulado 75,664,325 visualizações.[13]

Factos rápidos Informações pessoais, Proprietário ...

Em meados de agosto de 2023, seu canal foi repentinamente deletado e sua conta no patreon foi fechada, todos os seus videos, salvo os que estavam em outros dois canais menores de sua autoria, foram removidos da plataforma, não foi dado nenhuma explicação por parte do autor do porquê ter feito isso, suas outras redes sociais seguem inativas.[carece de fontes?]

Remove ads

Anonimato

Em uma entrevista ao Wall Street Journal,[6] Otário Anonymous afirmou que preza pelo seu anonimato, porque protege sua capacidade de falar abertamente e permite que os telespectadores possam se relacionar com ele. Além de colocar um saco de papel na cabeça, ele usa um terno com luvas brancas para ocultar sua etnia e idade e prefere não revelar seu nível de instrução, sua voz também é alterada para um tom mais aguda.[4][14]

Durante a entrevista ao programa The Noite com Danilo Gentili no SBT, Otário disse que a preservação do seu anonimato também ajuda a manter sua integridade física.[15] Em outra entrevista, concedida ao jornal Gazeta, Otário disse manter o anonimato por medo de possíveis represálias de empresas de marketing multinível[16] e de pessoas relacionadas à política.[17]

Remove ads

Controvérsias

Resumir
Perspectiva

Critica ao Bradesco

Em um vídeo publicado em 2014,[18] ele adverte os consumidores sobre supostas taxas abusivas quando investem em um Bradesco FIC Referenciado DI Hiperfundo. "Isso é o que eles fazem com você", ele afirma no vídeo, imitando um assalto a mão armada. Bradesco, em resposta, disse que o vídeo foi ofensivo e ganhou um processo contra Google Inc. em 2012 para removê-lo do YouTube.[19] Google ainda não removeu o vídeo e apelou da decisão.[6][20]

Critica aos Correios

O vídeo "Correios ou CUrreios",[21] em que Otário Anonymous critica a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, foi censurado do YouTube brasileiro através de uma ordem judicial (embora ainda permaneça disponível no YouTube de outros países). O vídeo compara as taxas no Brasil com outros países e revela o monopólio estatal no setor postal. Por um pedido dos Correios, Tribunal Regional Federal da 3ª Região ordenou Google Inc para apagar algumas partes do vídeo que mostra o logotipo da empresa, que alegou "uso indevido de marca". A decisão foi tomada em novembro de 2013,[22] no entanto, o vídeo só foi censurado em Junho de 2014, logo após o início do Marco Civil da Internet. A estatal disse que também irá solicitar a censura do vídeo na Vimeo, como foi feito no Google.[23] Na época, uma liminar da desembargadora federal Consuelo Yoshida proibiu que o Canal do Otário continuasse veiculando quaisquer logomarcas dos Correios, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Para o juiz federal José Carlos Motta, da 19ª Vara Federal de São Paulo, porém, restringir o conteúdo do vídeo não faz sentido porque expressa tão somente descontentamento com o serviço prestado pelos Correios, hipótese caracterizadora de mero exercício do direito de crítica.[24] Ao examinar o mérito, o juiz chamou a atenção para o conteúdo do art. 220 da Constituição Brasileira de 1988, analisado por ocasião do julgamento da ADPF 130, de relatoria do ex-ministro Carlos Ayres Britto e julgou improcedente o pedido, assegurando o direito à recolocação e manutenção do vídeo na íntegra na Internet.[25]

Remove ads

Prêmios

Referências

  1. «Traffic Statistics». Alexa Internet. Consultado em 21 de dezembro de 2016
  2. «Preços absurdos assustam moradores e visitantes do Rio». Jornal Nacional. 31 de Janeiro de 2013. Consultado em 10 de Agosto de 2014
  3. Página oficial. «Canal do Otário no Youtube (sobre)». YouTube. Consultado em 5 de novembro de 2017
  4. «"Canal do Otário": página no YouTube alerta sobre armadilha para consumidor». UOL Tecnologia. Publicado em 7 de fevereiro de 2014. Consultado em 10 de agosto de 2014
  5. «Otário está fazendo sucesso com protestos bem-humorados em defesa do consumidor». Revista Época BombouNaWeb edição 746. Publicado em 1 de Setembro de 2012. Consultado em 10 de agosto de 2014
  6. «Brazilians on Social Media at Fore of Free-Speech Battle» (em inglês). The Wall Street Journal. 9 de outubro de 2013
  7. «Canal do Otário shows abusive prices of Brazilian products». TecMundo. Ago 28, 2012. Consultado em 4 de fevereiro de 2014
  8. «Canal do Otário é referência na Record News com o anfitrião Heródoto Barbeiro.». Record News. Publicado em 20 de janeiro de 2014. Consultado em 12 de agosto de 2014
  9. Siqueira, D. C. O.(2013). «Comunication and Organizations. _ 21, p. 31» (PDF) (em espanhol). Revista Científica de la Asociación Latinoamericana de Carreras Univercitarias de Relaciones Públicas (ALACAURP). Outubro (2013). Consultado em 14 de fevereiro de 2014
  10. «Salário dos Políticos». Canal do Otário. Consultado em 21 de dezembro de 2016
  11. «Transparência Internacional: Brasil corrupto!». Canal do Otário. 3 de dezembro de 2013. Consultado em 21 de dezembro de 2016
  12. Guga Noblat (7 de junho de 2015). «A vida mansa dos políticos mais caros do mundo». Canal do Otário. Consultado em 21 de dezembro de 2016
  13. «OtarioAnonymous». Socialblade. Consultado em 23 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2018
  14. «Usuários de redes sociais debatem liberdade de expressão no Brasil». The Wall Street Journal (Brazil). 10 de outubro de 2013. Consultado em 12 de agosto de 2014
  15. «Entrevista com Canal do Otário no The Noite com Danilo Gentili». SBT. 30 de julho de 2014. Consultado em 27 de agosto de 2014
  16. «Canal do Otário detona os esquemas de pirâmide». O Pequeno Investidor. 8 de março de 2013
  17. «Hiperfundo Bradesco (Vídeo)». Canal do Otário. Consultado em 12 de agosto de 2014
  18. Andrade, A. P. (2012). «10 Mantras de Social Media Marketing». DP6. Publicado em 28 de novembro de 2012. Consultado em 12 de agosto de 2014
  19. «Correios ou Curreios (Vídeo)». Canal do Otário. Consultado em 12 de agosto de 2013
  20. «Ordem judicial». Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Publicado em 25 de novembro de 2013. Consultado em 12 de agosto de 2014
  21. «Vídeo com críticas aos Correios é retirado do YouTube pela Justiça». Estadão. Publicado em 1 de Julho de 2014. Consultado em 12 de Agosto de 2014
  22. «Correios não conseguem tirar do YouTube vídeo com críticas à instituição». Conjur. Publicado em 25 de Novembro de 2014. Consultado em 26 de Novembro de 2014
  23. «Vídeo com críticas aos Correios não deve ser retirado do ar». Migalhas. Publicado em 25 de Novembro de 2014. Consultado em 26 de Novembro de 2014
  24. «Congratulations on surpassing 100,000 subscribers!» (em inglês). YouTube. Publicado em 9 de setembro de 2013.
  25. «Announcing the 6th Annual Shorty Awards finalists!» (em inglês). Shorty Awards. Publicado em 24 de fevereiro 2014. Consultado em 24 de fevereiro de 2014
  26. «Justin Bieber, Lena Dunham, Jimmy Fallon Among Shorty Awards Finalists (Exclusive)» (em inglês). The Hollywood Reporter. Publicado em 24 de fevereiro de 2014. Consultado em 12 de agosto de 2014
  27. «Shorty Awards 2015: Nominees Include Shonda Rhimes, Chris Pratt, Laverne Cox (Exclusive)» (em inglês). The Hollywood Reporter. Publicado em 2 de março de 2015. Consultado em 27 de outubro de 2015
  28. «19th Annual Webby Awards: Honorees for Online Film & Video / Public Service & Activism» (em inglês). Webby Awards. Publicado em 7 de abril de 2015. Consultado em 27 de outubro de 2015
Remove ads

Ligações externas

Loading related searches...

Wikiwand - on

Seamless Wikipedia browsing. On steroids.

Remove ads