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Lista de territórios dependentes
artigo de lista da Wikimedia Da Wikipédia, a enciclopédia livre
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Um território dependente, área dependente ou dependência é um território que não possui total independência política ou soberania como Estado, mas que ainda assim existe politicamente fora da área interna do Estado que o controla. Um território dependente é normalmente distinguido de uma simples divisão administrativa por não ser considerado uma parte constituinte de um Estado soberano. Uma divisão administrativa é entendida, ao invés, como sendo uma divisão de um Estado propriamente dito. Por oposição, um território dependente mantém normalmente um elevado grau de autonomia em relação ao Estado que o controla. Historicamente, consideravam-se a maioria das colónias como territórios dependentes. Os territórios dependentes existentes hoje em dia mantêm na sua generalidade um elevado grau de autonomia política. Nem todas as entidades autónomas, no entanto, são consideradas territórios dependentes, e nem todos os territórios dependentes são de facto autónomos. A maioria dos territórios dependentes habitados têm o seu próprio código "de país" ISO 3166.
Algumas entidades políticas encontram-se numa posição especial garantida por tratado internacional ou por outro tipo de acordo internacional, gerando desta forma um certo nível de autonomia (por exemplo, diferenças em leis de imigração). Essas entidades são, por vezes, consideradas territórios dependentes ou, pelo menos, agrupadas conjuntamente com aqueles,[1] sendo contudo consideradas pelos seus respetivos Estados como partes integrantes desses mesmos Estados.[1] Exemplos desta situação são Alanda (que faz parte da Finlândia) e Honguecongue e Macau (que fazem parte da China).[2]
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Resumo
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Perspectiva

As listas abaixo incluem o seguinte:
Território dependentes
- Dois Estados em associação livre, um território e uma reivindicação na Antártida na listagem da Nova Zelândia;
- Um território desabitado e duas reivindicações na Antártida na listagem da Noruega;
- Treze territórios ultramarinos (dez autónomos, dois usados principalmente como bases militares, um desabitado), três dependências da Coroa e uma reivindicação na Antártida na listagem do Reino Unido;
- Treze territórios não incorporados (cinco habitados, oito desabitados) e dois territórios reivindicados (mas não controlados) na listagem dos Estados Unidos.
Entidades similares
- Seis territórios externos (três habitados, três desabitados) e uma reivindicação na Antártida na listagem da Austrália;
- Duas regiões administrativas especiais na listagem da China;
- Dois territórios autónomos com autonomia nos assuntos internos na listagem da Dinamarca;
- Um território autónomo governado ao abrigo de um ato ou tratado internacional na listagem da Finlândia;
- Seis coletividades autónomas e dois territórios desabitados (um dos quais inclui uma reivindicação na Antártida) na listagem de França;
- Três nações constituintes com autonomia nos assuntos internos na listagem dos Países Baixos;
- Um território interno com soberania limitada na listagem ártica da Noruega.
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Listas de territórios dependentes
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Perspectiva
Esta lista inclui todos os territórios que não se encontram legalmente incorporados nos seus respetivos Estados administrantes, incluindo vários territórios que não estão na lista de territórios não autónomos da Assembleia Geral das Nações Unidas.[4] Todas as reivindicações na Antártida estão listadas em itálico.
Nova Zelândia
Resumo: A Nova Zelândia tem dois estados associados autónomos, um território dependente (Toquelau) e uma reivindicação territorial na Antártida.[5]
Noruega
Resumo: A Noruega tem um território dependente e duas reivindicações na Antártida. Possui também as ilhas habitadas da Esvalbarda onde a soberania norueguesa é limitada (ver abaixo).
Reino Unido
Resumo: O Reino Unido tem três dependências da Coroa, treze territórios ultramarinos (dez autónomos, dois usados principalmente como bases militares e um desabitado) e uma reivindicação na Antártida.
Estados Unidos
Resumo: Os Estados Unidos têm treze "territórios dependentes não incorporados" sob o seu controlo e dois territórios reivindicados sem estarem sob seu controlo.[13] O Atol Palmyra, desabitado, é administrado de forma semelhante a alguns destes territórios e é normalmente incluído em listas de territórios ultramarinos dos Estados Unidos. Porém, está excluído desta lista porque, à luz da lei dos Estados Unidos, é classificado como território incorporado.[14]
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Listas de entidades similares
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Perspectiva
De acordo com as leis dos seus Estados, as seguintes entidades formam parte integrante dos seus respetivos Estados, mas apresentam características dos territórios dependentes. Esta lista é geralmente limitada às entidades que são ou objeto de um tratado internacional relativamente ao seu estatuto, ou desabitadas ou que têm um nível diferenciado de autonomia e são largamente autónomas em matérias que não envolvam assuntos externos. Normalmente não se incluem entidades sem autonomia especial, como as regiões ultramarinas de França ou o Alasca ou o Havai, dos Estados Unidos. Contudo, os territórios externos da Austrália são incluídos já que na maioria das vezes são encontrados em listas de territórios dependentes, apesar de não terem autonomia. Entidades com autonomia especial limitada, como as regiões autónomas de Portugal, as comunidades autónomas de Espanha e Zanzibar não estão incluídas. Todas as reivindicações na Antártida são apresentadas em itálico.
Austrália
Resumo: A Austrália tem seis territórios externos na sua administração e uma reivindicação na Antártida.
Apesar de todos os territórios australianos serem considerados totalmente integrados no seu sistema federal, e de o estatuto oficial de um território externo não diferir largamente do estatuto de um território continental (à exceção de assuntos relacionados com leis de imigração), há divergências quanto a aceitarem-se os territórios externos como partes integradas na Austrália devido ao facto de não fazerem parte da Austrália em 1901, quando os seus estados constituintes se federaram (com a exceção das Ilhas do Mar de Coral, que faziam parte de Queensland).[15] A Ilha de Norfolque foi autónoma entre 1979 e 2016.[16] Os territórios externos são normalmente apresentados separadamente da Austrália propriamente dita para propósitos estatísticos.
China
Resumo: A China tem duas regiões administrativas especiais (RAE), administradas de acordo com a Constituição e respetivas leis de base. As RAE diferem grandemente da chamada China continental em termos administrativos, económicos, legislativos e judiciais, incluindo a própria moeda, sentido do tráfego, línguas oficiais e controlo de imigração.
Dinamarca
O Reino da Dinamarca contém dois territórios autónomos com governos e legislaturas próprios e com capacidade de influenciar os seus assuntos externos.[21]
Finlândia
Resumo: A Finlândia tem uma região autónoma que é também objeto de um tratado internacional.
França
Resumo: França tem seis seis coletividades autónomas ultramarinas e dois territórios ultramarinos desabitados (um dos quais inclui uma reivindicação na Antártida). Isto não inclui as suas regiões ultramarinas (que são também departamentos ultramarinos) da Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica, Maiote e Reunião. Apesar de serem também ultramarinas, estas regiões têm o mesmo estatuto que as regiões da França metropolitana.
Não obstante, todo o território ultramarino francês é considerado parte integrante da República Francesa.
Países Baixos
Resumo: O Reino dos Países Baixos inclui três "países constituintes" autónomos nas Caraíbas (listados abaixo) e um "país constituinte", os Países Baixos, com a maioria da sua área na Europa, mas incluindo também três municípios ultramarinos caribenhos — Bonaire, Santo Eustáquio e Saba (estes três municípios caribenhos estão excluídos desta lista por serem diretamente administrados pelo Governo dos Países Baixos[28]). Todos os cidadãos do Reino partilham a mesma nacionalidade e são, portanto, cidadãos da União Europeia, mas apenas a porção europeia dos Países Baixos faz parte da União, da União Aduaneira e da Zona Euro (estatuto de países e território ultramarinos).
Noruega
Resumo: A Noruega tem, no Oceano Ártico, um arquipélago habitado com restrições aplicadas à soberania norueguesa — a Esvalbarda.[29][30] Ao contrários do território dependente da Noruega (a Ilha Bouvet) e das as reivindicações na Antártida (ver abaixo), a Esvalbarda faz parte do Reino da Noruega.[31]
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Descrição
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Perspectiva

As três dependências da Coroa existem de certa maneira em associação com o Reino Unido. São jurisdições administradas de forma independente, apesar de o Governo Britânico ser o único responsável pela defesa e representação internacional e ter a derradeira responsabilidade de assegurar a boa governança dos territórios. Não têm reconhecimento diplomático como estados independentes, mas não estão integrados oficialmente no Reino Unido (ou, enquanto este fez parte, na União Europeia). O Parlamento do Reino Unido detém a capacidade de legislar em nome das dependências da Coroa mesmo sem o acordo das suas legislaturas. Nenhuma das dependências da Coroa tem representação no Parlamento britânico.
Apesar de se constituírem como territórios ultramarinos britânicos, as Bermudas e Gibraltar têm relações semelhantes às das dependências da Coroa com o Reino Unido. Enquanto este último é oficialmente responsável pela sua defesa e representação internacional, estas jurisdições mantêm as suas próprias forças militares, tendo-lhes sido atribuídos poderes diplomáticos limitados, para além de terem autonomia interna.
A Nova Zelândia e as suas dependências partilham o mesmo governador-geral e constituem um único reino monárquico. As Ilhas Cook e Niuê são oficialmente denominados estados associados.
Cidadãos das possessões ultramarinas estadunidenses, incluindo Porto Rico, não têm direito a voto nas eleições federais norte-americanas. O Departamento de Estado usa o termo áreas insulares quando se refere às áreas dependentes dos Estados Unidos.
Apesar de o estado americano do Havai ser um arquipélago e tecnicamente ser ultramarino em relação ao resto dos EUA, é um estado da União e partilha um estatuto igual, ao abrigo da Constituição Americana, a todos os outros estados, após a sua incorporação na União na sequência da sua anexação a 7 de Julho de 1898.
Os Estados Unidos não reivindicam a soberania da Baía de Guantânamo, mas exercem controle permanente e pagam uma renda de acordo com tratados firmados com Cuba. Fidel Castro já demonstrou diversas vezes o seu repúdio pela presença estadunidense na ilha, mas apesar disso o contrato permanece válido ao abrigo da lei internacional.
Porto Rico (desde 1952) e as Ilhas Marianas do Norte (desde 1986) são estados não independentes em livre associação com os Estados Unidos. Mutuamente negociado, um Pacto para o Estabelecimento de uma Comunidade das Ilhas Marianas do Norte em União Política com os Estados Unidos foi aprovado em 1976. O pacto entrou plenamente em vigor a 3 de novembro de 1986, ao abrigo da Proclamação Presidencial n.º 5564, que confere a cidadania dos Estados Unidos a residentes qualificados das Marianas do Norte.[32] Ao abrigo da Constituição de Porto Rico, este é descrito como uma Comunidade e os porto-riquenhos têm um grau de autonomia administrativa semelhante à de um cidadão de um estado dos Estados Unidos. Os porto-riquenhos "foram coletivamente tornados cidadãos dos Estados Unidos" em 1917, como resultado da Leia Jones–Shafroth.[33][34] O nome comummente usado em espanhol para a Comunidade de Porto Rico é Estado Libre Asociado de Puerto Rico, literalmente "Estado Livre Associado de Porto Rico", que soa semelhante a "livre associação", particularmente quando usado em espanhol, é por vezes erroneamente interpretado como significando que a relação de Porto Rico com os Estados Unidos é baseada num pacto inter-estadual (interstate compact). Esta á uma fonte constante de ambiguidade e confusão quando se tenta definir, entender e explicar a relação política de Porto Rico com o Estados Unidos. Por várias razões, o estatuto político de Porto Rico difere dos estabelecidos com as ilhas do Pacífico que entraram em pactos de Livre Associação com os Estados Unidos. Como Estados soberanos, estas ilhas têm o pleno direito de conduzir as suas relações exteriores, enquanto que a Comunidade de Porto Rico tem um estatuto territorial sujeito à autoridade do Congresso dos Estados Unidos ao abrigo da Cláusula Territorial da Constituição, "dispor e fazer todas as Leis e Regulamentos respeitando o Território pertencente aos Estados Unidos"[35] Porto Rico não tem o direito de declarar unilateralmente a sua independência e, no último referendo (realizado em 1998), uma pequena maioria votou na opção "nenhuma das acima", que era uma alternativa formalmente indefinida usada pelos apoiantes da Comunidade para expressar o desejo de uma opção que apostasse numa "comunidade com estatuto melhorado".[35]

Este tipo de relação também pode ser encontrado no Reino dos Países Baixos, ao qual se dá o nome de federação. A parte continental europeia está organizada como um Estado unitário. Contudo, o estatuto dos seus "países constituintes" nas Caraíbas (Aruba, Curaçau e São Martinho) pode ser apelidado de próximo ao de uma dependência[36][37] ou de "estado não independente associado".
O Reino da Dinamarca opera também de uma forma semelhante, parecida com a de uma federação. As Ilhas Faroé e a Gronelândia são dois territórios autónomos ou regiões dentro do Reino. A relação entre a Dinamarca propriamente dita e estes dois territórios é semioficialmente chamada de Rigsfællesskabet ("Unidade do Reino").
A França não possui colónias desde os anos 60. Todos os cidadãos dos territórios franceses acima listados têm plena cidadania francesa, incluindo o direito de voto nas eleições nacionais. Todas as entidades habitadas, independentemente do seu estatuto, são representadas por deputados e senadores no parlamento nacional.
Algumas antigas colónias escolheram uma associação chegada à França europeia e foram incorporadas como regiões ultramarinas: Guadalupe, Martinica, Reunião, Guiana Francesa, e Maiote com um estatuto semelhante às regiões da França metropolitana. Constituem, assim, regiões ultraperiféricas da União Europeia. O estatuto de São Pedro e Miquelão está perto de se tornar similar.
Os território ultramarinos da Polinésia Francesa, Nova Caledónia e Wallis e Futuna possuem substancial autonomia legislativa e têm unidades monetárias separadas (Franco CFP). A questão da independência no futuro é uma questão em aberto.
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Resumo dos territórios dependentes habitados
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Ver também
- Estado associado
- Colonização
- Colónia
- Condomínio
- Lista de áreas autónomas por país
- Lista de Estados soberanos
- Soberania
- Quadro de divisões administrativas por país
- Lista de Estados soberanos e territórios dependentes por continente
- Reivindicações territoriais na Antártida
- Lista de territórios não autónomos das Nações Unidas
- Lista de países insulares
- Lista de países por área
- Territórios dependentes na União Europeia
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Notas
- Os seguintes territórios não têm um código ISO 3166-1:
1: Acrotíri e Deceleia
2: Ilhas Ashmore e Cartier
3: Ilhas do Mar de Coral - O Atol Midway e a Ilha Wake têm alguma população, mas estes territórios não são habitados com caráter permanente.
- A Ilha Willis é populada de forma permanente por uma pequena equipa de meteorologistas.
Referências
Bibliografia
Wikiwand - on
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