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Zaire

estado extinto / De Wikipedia, a enciclopédia livre

Zaire ( /zɑːˈɪər/, UK /alsozˈɪər/), oficialmente conhecido como República do Zaire (em francês: République du Zaïre, [ʁepyblik dy zaiʁ]), foi um estado congolês que existiu de 1971 a 1997 na África Central que anteriormente era conhecido como o República Democrática do Congo. Zaire foi, por área, o terceiro maior país da África (depois de Sudão e Argélia) e era também o décimo-primeiro maior país do mundo. Com uma população de mais de 23 milhões de habitantes, o Zaire era o país mais populoso da África francófona, bem como um dos mais populosos da África.[1]

République du Zaïre
Repubuliki ya Zaïre
Jamhuri ya Zaïre

República do Zaire

República


1971  1997
Bandeira Brasão
Lema nacional
Justice - Paix - Travail
(Francês: Justiça - Paz - Trabalho)
Hino nacional
La zaïroise


Localização de Zaire
Continente África
Capital Quinxassa
Língua oficial francês (o lingala, kikongo ya leta, suaíli e o tshiluba eram idiomas nacionais)
Governo República e ditadura militar
Presidente
 1971-1997 Mobutu Sese Seko
História
  27 de outubro de 1971Proclamação da República do Zaire
  16 de maio de 1997Fim da Primeira Guerra do Congo
Área
  19962 345 410 km2
População
  1996 est.46 498 539 
     Dens. pop.19,8 hab./km²
Moeda Franco (1962 até 1967)
Zaire (1967 até 2005)
Mobutu, o ditador do Zaire.

O país era uma ditadura militar totalitária de partido único, comandado por Mobutu Sese Seko e o seu partido Movimento Popular da Revolução (MPR). O Zaire foi estabelecido após a tomada do poder por Mobutu em um golpe militar em 1965, após cinco anos de agitação política após a independência da Bélgica conhecida como a Crise do Congo. O país tinha uma constituição tremendamente centralizada e ativos estrangeiros foram nacionalizados. O período é por vezes referido como a Segunda República Congolesa.[2]

Mobutu lançou, no final da década de 1960, uma campanha que ele chamou de Authenticité, com o objetivo declarado de livrar o país das influências da era colonial do Congo Belga.[3] Enfraquecido pelo fim do apoio Ocidental (especialmente dos Estados Unidos) após o fim da Guerra Fria, Mobutu foi forçado a declarar uma nova república e reformas em 1990 para lidar com as demandas por mudanças. No momento de sua queda, o governo do Zaire era caracterizado por clientelismo, corrupção e má gestão econômica. A inflação era brutal e a pobreza generalizada, com Mobutu e seus associados concentrando uma enorme fortuna pessoal às custas dos cofres públicos.[4]

O Zaire entraria em colapso em meados da década de 1990, em meio à desestabilização das partes orientais do país após o genocídio ruandês e à crescente violência étnica. Em 1996, Laurent-Désiré Kabila, o líder do grupo rebelde Aliança das Forças Democráticas para a Libertação do Congo (AFDL), comandou uma enorme revolta popular contra o regime de Mobutu. Com as forças rebeldes conquistando sucesso no oeste, Mobutu fugiu do país, deixando as milícias de Kabila no comando do país. No ano seguinte, a nova liderança nacional restaurou o nome da nação de volta para a República Democrática do Congo. Mobutu faleceu menos de quatro meses depois, enquanto estava exilado no Marrocos.[1]

Referências

  1. Meditz, Sandra W.; Merrill, Tim, eds. (1994). Zaire: a country study 4th ed. Washington, D.C.: Federal Research Division, Library of Congress. ISBN 0-8444-0795-X. OCLC 30666705.  Este artigo incorpora texto desta fonte, que está no domínio público.
  2. Young, C., and Turner, T., The Rise and Decline of the Zairian State. Madison: The University of Wisconsin Press, 1985, ISBN 978-0-299-10110-7.
  3. Adelman, Kenneth Lee. "The Recourse to Authenticity and Negritude in Zaire." The Journal of Modern African Studies, Vol. 13, No. 1 (Mar., 1975), pp. 134–139.
  4. Macgaffey, J., 1991. The Real Economy of Zaire: The Contribution of Smuggling and Other Unofficial Activities to National Wealth. Philadelphia: University of Pennsylvania Press.
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