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Amatonormatividade

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Amatonormatividade ou amato-normatividade é um termo cunhado pela professora de filosofia Elizabeth Brake, da Universidade do Estado do Arizona, para capturar suposições sociais e normalizações sobre o romance e a romanticidade. Brake queria uma palavra para descrever a pressão que ela recebeu por muitos para priorizar o casamento, sendo que ela não queria. O termo não envolve necessariamente apenas pressões sociais para o casamento, mas pressões gerais que envolvam relações românticas.[1][2][3][4][5][6]

Elizabeth Brake descreve no próprio termo que é uma pressão para desejar a monogamia, o romance e/ou o casamento, comparável ao monogamismo.[7][8][9][10] A amatonormatividade também pode ser interpretada como uma forma de alonormatividade, assim como a sexo-normatividade.[11][12]

A crença de que o casamento e o amor romântico companheiro têm um valor especial levam a negligenciar o valor de outros relacionamentos de carinho. Chamo esse foco desproporcional dos relacionamentos conjugais e amorosos como locais especiais de valor e a suposição de que o amor romântico é uma meta universal, de 'amatonormatividade': consiste nas suposições de que um relacionamento amoroso central, e exclusivo é normal para os seres humanos, na medida em que é um objetivo universalmente compartilhado e que esse relacionamento é normativo, na medida em que deve ser direcionado preferencialmente a outros tipos de relacionamento.
Elizabeth Brake, ASU, Minimizando o Casamento

A normalização amatonormativa e a pressão do desejo de encontrar relacionamentos românticos, sexuais, monogâmicos/monógamos e ao longo da vida têm muitas consequências sociais. Pessoas assexuais, arromânticas e/ou não-monógamas (ou não-monogâmicas), como ágamas/agâmicas, tornam-se esquisitices sociais. Segundo a pesquisadora Bella DePaulo, isso coloca um estigma nas pessoas solteiras como incompletas e reforça os parceiros românticos para permanecer em relacionamentos prejudiciais por causa do medo que os parceiros possam ter de serem solteiros.[13][14]

Segundo Elizabeth Brake, uma maneira pela qual esse estigma é aplicado institucionalmente é a lei e a moralidade que cercam o casamento amatonormativo. Amizades amorosas, relações interpessoais e outros relacionamentos não recebem as mesmas proteções legais que os parceiros românticos recebem por meio do casamento. Essa legalidade também legitima o amor e o cuidado encontrados em outros relacionamentos não conjugais.[15][16]

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Veja também

Referências

  1. «Casamento não deveria trazer benefícios sociais ou privilégios». Nexo Jornal. Consultado em 5 de fevereiro de 2020
  2. «Amatonormativity». Elizabeth Brake (em inglês). 29 de agosto de 2017. Consultado em 4 de março de 2020
  3. «Consider the impact of amatonormativity». The Lawrentian (em inglês). 19 de fevereiro de 2016. Consultado em 4 de março de 2020
  4. Bonos, Lisa (10 de julho de 2017). «What is 'amatonormativity'? The belief that you're better off in a romantic relationship». The Hamilton Spectator (em inglês). ISSN 1189-9417
  5. «Monogamista». Dicio. Consultado em 5 de fevereiro de 2020
  6. «Definition of MONOGAMIST». www.merriam-webster.com (em inglês). Consultado em 5 de fevereiro de 2020
  7. Twist (she/her/they/them), Markie L. C. «Measuring Monogamism: Awareness, Knowledge, & Skills_Twist, Prouty, Haym, & VandenBosch». American Association for Marriage and Family Therapy Annual Conference (em inglês)
  8. «Normatividades». Assexual Orelhudo (em inglês). 14 de outubro de 2016. Consultado em 4 de março de 2020
  9. Cernik, Lizzie (6 de novembro de 2019). «Self-partnered: the sudden, surprising rise of the single positivity movement». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077
  10. «5 Ways Amatonormativity Sets Harmful Relationship Norms For Us All». Everyday Feminism (em inglês). 8 de abril de 2016. Consultado em 4 de março de 2020
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