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Fundação Casa da Cultura de Marabá
instituição de ensino, pesquisa e extensão de Marabá Da Wikipédia, a enciclopédia livre
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A Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM) é uma instituição de pesquisa[1] e preservação histórico-ambiental[1] sediada no município brasileiro de Marabá. Mantida pela prefeitura de Marabá, tem como principal atividade a pesquisa e resgate histórico regional, sendo a maior e mais bem estruturada instituição do tipo no sudeste do Pará. Além de pesquisa desempenha funções de museu histórico, antropológico e natural,[1] além de escola.
É uma das instituições mais respeitadas do norte e nordeste do Brasil[2] no âmbito da pesquisa, resgate e preservação ambiental e histórica. A diretora da fundação é a Advogada e pós-graduada em Políticas Públicas e Direitos Sociais Thaís Lucena[3].
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História
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Perspectiva
A FCCM surgiu em 1982[1] com o Grupo Ecológico de Marabá (GEMA).[4] A organização do GEMA veio da preocupação com as grandes transformações que iriam ocorrer na região com a implantação do Projeto Grande Carajás (PGC).[1] Os grandes projetos do PGC indicavam um cenário critico e de alerta para a preservação da memória regional.[1]
A formação do GEMA, foi cimentada graças a presença de professores universitários e técnicos de pesquisa e extensão do "Campus Avançado da Universidade de São Paulo" em Marabá, o CAUSP (atual UNIFESSPA). A presença destes profissionais teve papel fundamental ao colaborar diretamente e incentivar a criação da fundação, principal instituição de pesquisa e resgate histórico da região.[5] O fundador e ex-diretor da FCCM, Noé von Atzingen, foi um dos coordenadores do CAUSP.[6][7]
As pesquisas sobre meio ambiente e antropologia exigiam um espaço adequado para serem desenvolvidas. Assim, em 15 de novembro de 1984[2] o prefeito de Marabá, Bosco Jadão, converteu o GEMA transformando-o em Fundação Casa da Cultura de Marabá, dando-lhe novas atribuições e assentando-o na escola José Mendonça Vergulino (onde mantinha sua sede). O local onde hoje se assenta sua sede, na Avenida VE-2 na Nova Marabá, foi doado á instituição em 1987 pela CVRD (atual Vale S.A.).[8] A instituição foi formalmente instituída pela Lei Municipal nº 9.271, em 28 de dezembro de 1987.[2]
A partir de sua criação, a FCCM ampliou suas atividades para captação de materiais tanto da cultura material como imaterial, ampliando ainda mais o acervo e salvaguardando a memória não só de Marabá, mas de toda a região.[9]
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Características
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Perspectiva
Como instituição de pesquisa pautada principalmente no resgate histórico,[1] a FCCM está subdividida em diversos setores. Como parte do projeto de resgate histórico e social, mantém uma escola de música e o arquivo público municipal.[10]
É constituída pelos seguintes departamentos: Patrimônio Histórico, Departamento de Bibliotecas, Museu Municipal, Escola de Música, Administração e Difusão Cultural.[11]
A FCCM tem o apoio e orientação do Museu Paraense Emílio Goeldi,[1] em relação ao treinamento dos técnicos e identificação do material. Também trabalha em conjunto com a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) e com a Universidade do Estado do Pará (UEPA) na formação de pessoal, na troca de informações sobre pesquisas e no tratamento e conservação de achados científicos.[12]
Como museu histórico, natural e antropológico, a FCCM abrange os seguintes setores:
- Antropologia;[10]
- Arqueologia[1] e etnologia;[13]
- Botânica;[1]
- Geologia[1] e espeleologia;[13]
- Zoologia.[1]
A FCCM mantém também a Pinacoteca Pedro Morbach, acervo de obras artísticas regionais e grande repositório de técnicas como o nanquim amazônico, estilo artístico com forte influência em Marabá.[13] Desde o reaproveitamento do edifício Palacete Augusto Dias como "Museu Histórico Municipal Francisco Coelho", passou a gerir o espaço, transferindo para lá as funções de museu histórico (antes localizavam-se nos edifícios Aldeias da Cultura, na sede da FCCM).[14]
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Referências
- Museus da Vida: Centros e Museus de Ciências do Brasil. Fiocruz. 2015.
- Botelho. Deize A. Cultura no Desenvolvimento Local-uma estrategia do movimento artistico em Marabá, Pará. PDTSA/Unifesspa.2016
- Carajás, Gazeta. «Toni Cunha escolhe Thaís Lucena para a presidência da Fundação Casa da Cultura de Marabá - Gazeta Carajás». Toni Cunha escolhe Thaís Lucena para a presidência da Fundação Casa da Cultura de Marabá - Gazeta Carajás. Consultado em 22 de abril de 2025
- «Grupo Ecológico de Marabá - GEMA». Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais
- Monteiro, Maurílio de Abreu.; Gomes, Vanda Régia Américo. (2019). «Acordo de cooperação: UNIFESSPA e FCCM» (PDF). PROAD Unifesspa
- Projeto Proler. «Os encantos de Marabá: suas 11 bibliotecas públicas» (PDF). Fundação Biblioteca Nacional
- Mattos, Maria Virgínia B.; Atzingen, N. C. B. (2003). «O Campus Avançado da USP em Marabá: Apontamentos para sua História.». Marabá: Casa da Cultura de Marabá. Boletim Técnico (2)
- «Nosso patrimônio arqueológico». Hiroshi Bogéa Online
- «Arquivo público e histórico municipal é fonte de pesquisa na região». Casa da cultura de Marabá. 2009. Consultado em 10 de setembro de 2010[ligação inativa]
- Raiol, José de Andrade. (org.). (2010). Perspectivas para o meio ambiente urbano: GEO Marabá (PDF). Belém: PNUMA/UN-Habitat
- «Projeto Aldeia da Cultura». Ambiente Brasil
- Fundação Casa da Cultura completa 34 anos e cresce de dentro pra fora. Portal Marabá. 23 de novembro de 2018.
- Mapas Culturais: Museu Municipal - Fundação Casa da Cultura de Marabá. Secretaria de Cultura da Presidência da República. [s/d].
- Mapas Culturais: Museu Municipal Francisco Coelho. Secretaria de Cultura da Presidência da República. [s/d].
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