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Nipur
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Nipur (Sumério: Nibru, frequentemente logograficamente registado como 𒂗𒆤𒆠, EN.LÍLKI, "Cidade de Enlil;"[1] Acadiano: Nibbur) foi uma antiga cidade sumeriana. Era a sede especial do culto do deus sumério Enlil, o "Senhor Vento", governante do cosmos, sujeito apenas a Anu — segundo a mitologia, Enlil escolheu este "Local de Passagem" para a sua residência quando foi expulso da sua primeira residência - o Edim - após ter cometido uma transgressão às ordens do deus Anu. Nippur situava-se na atual Nuffar, a 8 quilómetros a norte da atual Afak, província de Al-Qādisiyyah, Iraque. Fica a aproximadamente 200 km a sul da atual Bagdade e a cerca de 100 km a sudeste da antiga cidade de Babilónia. A ocupação no local remonta ao período Ubaid (Ubaid 2 – Hajji Muhammed), ao período Uruk e ao período Jemdet Nasr. A origem do antigo nome é desconhecida, apesar das diferentes propostas levantadas.[2]

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História
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Perspectiva
Nippur nunca gozou de hegemonia política por si só, mas o seu controlo foi crucial, pois era considerada capaz de conferir a "realeza" geral a monarquias de outras cidades-estado. Era distintamente uma cidade sagrada, importante pela posse do famoso templo Ekur de Enlil. Ninurta, filho de Enlil, tinha também o seu principal centro de culto, o templo E-shumesha, na cidade-estado.[3][4]
De acordo com a Crónica de Tummal, Enmebaragesi, um antigo governante de Kish, foi o primeiro a construir este templo.[5] A sua influência sobre Nippur foi também detectada pela arqueologia. A "Crónica" enumera a sucessão dos primitivos governantes sumérios que mantiveram cerimónias no templo: Aga de Kish, filho de Enmebaragesi; Mesannepada de Ur; o seu filho Meskiang-nunna; Gilgamesh de Uruk; o seu filho Ur-Nungal; Nanni de Ur e o seu filho Meskiang-nanna. Indica também que a prática foi retomada no período Ur III por Ur-Nammu de Ur, e continuou até que Ibbi-Sin nomeou Enmegalana sumo sacerdote em Uruk (c. 1950 a.C.).
Inscrições de Lugal-Zage-Si e Lugal-kigub-nidudu, reis de Uruk e Ur, respectivamente, e de outros antigos governantes, em ombreiras de portas e vasos de pedra, demonstram a veneração com que o antigo santuário era então mantido e a importância atribuída à sua posse, conferindo-lhe um certo nível de legitimidade. Nas suas oferendas votivas, alguns destes governantes auto-intitulam-se ensis, ou governadores.

Dentre as cidades mais importantes do território sumério estavam Eridu, Quis, Lagaxe, Uruque, Ur e Nipur.
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Arqueologia
Nippur foi escavado pela primeira vez, brevemente, por Sir Austen Henry Layard em 1851.[7]
Referências
- I. E. S. Edwards, C. J. Gadd, N. G. L. Hammond, The Cambridge Ancient History: Prolegomena & Prehistory: Vol. 1, Part 1, Cambridge University Press, 1970 ISBN 9780521070515
- Jacobsen, T., "The Assumed Conflict between Sumerians and Semites in Early Mesopotamian History", Journal of the American Oriental Society 59/4, pp. 485–495, 1939
- Robson, Eleanor (2015), «Ninurta, god of victory», Open Richly Annotated Cuneiform Corpus, UK Higher Education Academy, Nimrud: Materialities of Assyrian Knowledge Production
- Black, Jeremy; Green, Anthony (1992), Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia: An Illustrated Dictionary, ISBN 0714117056, Austin, Texas: University of Texas Press, p. 142
- Jean-Jacques Glassner, Mesopotamian Chronicles, Brill Academic, 2005, ISBN 90-04-13084-5
- «Indus carnelian bead found in Nippur Mesopotamia». www.metmuseum.org
- Layard, Sir Austen Henry (1856). Discoveries Among the Ruins of Ninevah and Babylon (em inglês). [S.l.]: Harper
Bibliografia
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