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Eduardo Galeano
escritor e ensaísta uruguaio Da Wikipédia, a enciclopédia livre
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Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940 – Montevidéu, 13 de abril de 2015) foi um jornalista e escritor uruguaio.[1] É autor de mais de 40 livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História. Galeano é considerado um dos principais expoentes do Antiamericanismo e Anticapitalismo na América Latina no Século XX.[2]
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Biografia
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Perspectiva
Galeano nasceu em 3 de setembro de 1940 em Montevidéu, primeiro dos três filhos de Eduardo Hughes Roosen e de Licia Esther Galeano Muñoz, uma família católica de classe média alta. Seu pai era funcionário do Ministério da Pecuária e bisneto de um inglês dono de uma fazenda de 15.000 hectares em Paysandú. Licia era descendente do primeiro presidente do Uruguai, Fructuoso Rivera.[3]
Na infância, Galeano tinha como certo que se tornaria padre, devido a importância da fé católica em sua vida. Todavia, perdeu a religiosidade aos treze anos de idade, quando afirmou ter perdido Deus. Também tinha o sonho de se tornar um jogador de futebol.[3] Na adolescência, trabalhou em empregos nada usuais, como pintor de letreiros, mensageiro, datilógrafo e caixa de banco.[4] Abandonou a Escola Erwy Britânica no segundo ano[3] e aos 14 anos, vendeu sua primeira charge política para o jornal El Sol, do Partido Socialista.[1]
Embora nunca tenha retornado à educação formal, continuou a se educar por meio de conversas com a política e historiadora uruguaia Vivian Trías e em conversas e discussões em cafés, especialmente no Café Brasilero, que se tornaria seu favorito e onde se tornaria frequentador assíduo, exceto pelos anos que passou no exílio. Também estudou com o advogado socialista argentino Enrique Broken, que lhe deu aulas particulares. Aos 17 anos, Galeano já havia lido a Bíblia e O Capital.[3]
Aos 19 anos, tentou o suicídio. Depois desse episódio, decidiu se dedicar à escrita. Pediu demissão do emprego de banqueiro e se estabeleceu em Buenos Aires, onde trabalhou para a revista Che, financiada pelo Partido Comunista Argentino e por uma agremiação de diversos grupos progressistas.[3] Retornando a Montevidéu, Galeano iniciou sua carreira jornalística no início da década de 1960 como editor do Marcha, influente jornal semanal que tinha como colaboradores Mario Vargas Llosa e Mario Benedetti.[5] Durante esse período, passou um tempo na casa do escritor uruguaio Juan Carlos Onetti. Em 1963, publicou seu primeiro livro, o romance curto "Os Dias Seguintes". Em outubro daquele ano, viajou para a China; ao retornar, escreveu seu primeiro livro de não ficção: "China 1964, Crônica de um Desafio".[3] Entre 1965 e 1973 foi diretor do Departamento de Publicações da Universidade da República. Em 1971 escreveu sua obra-prima As Veias Abertas da América Latina.[6]
Entre o final dos anos 1960 e começo da nova década, Galeano passou uma longa temporada no Rio de Janeiro, e a partir daí ele se tornou um visitante frequente. Seu primeiro texto foi traduzido no Brasil em 1974.[7]
Em 1973, com o golpe militar no Uruguai, Galeano foi preso e depois exilado. Seu livro As veias abertas da América Latina foi censurado pelas ditaduras do Uruguai, Argentina e Chile, por isso foi viver na Argentina, onde fundou a revista cultural Crisis, na qual colaborou com o poeta e jornalista Juan Gelman.[3][8]
Em 1975, Galeano recebeu o Prêmio Casa de las Américas por seu romance La canción de nosotros.[9] Em 1976, a Argentina também passou pelo golpe militar do general Videla e seu nome foi parar nas listas dos esquadrões da morte.[1] Assim, ele voou para a Espanha, onde escreveu sua famosa trilogia Memória do Fogo (uma revisão da história da América Latina) em 1984, considerada sua maior obra.[5] Durante esses anos, ele passou um período em Estocolmo como parte do tribunal internacional ocupado pela invasão soviética do Afeganistão em 1979. A esse respeito, ele comentou que lhe parecia que um dos momentos culminantes das sessões era quando um alto líder religioso, já idoso, exclamou: "Os comunistas desonraram nossas filhas! Eles as ensinaram a ler e escrever!"[10]
Em 1985, com a redemocratização de seu país, Galeano retornou a Montevidéu, onde viveu até sua morte.[1] Ali, juntamente com Mario Benedetti, Hugo Alfaro e outros jornalistas e escritores que haviam trabalhado para o semanário Marcha, fundou a Brecha, da qual permaneceu membro do conselho consultivo até sua morte. Também escreveu colunas para jornais de outros países.[3] Entre 1987 e 1989, foi membro da Comissão Nacional do Referendo, criada para revogar a Lei de Caducidade da Pretensão Punitiva do Estado, promulgada em dezembro de 1986 para impedir o julgamento de crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura militar em seu país (1973-1985).[4]
O escritor foi casado três vezes: primeiro com Silvia Brando, com quem teve Verónica Hughes Brando; depois com Graciela Berro Rovira, mãe de Florencia e Claudio Hughes Berro; e por fim com Helena Villagra, com quem teve Mariana.[3][5]
Em 10 de fevereiro de 2007, Galeano passou por uma operação bem-sucedida para tratar câncer de pulmão.[11]
Galeano foi internado dia 10 de abril e morreu próximo das 9h em 13 de abril de 2015, em Montevidéu, de câncer no mediastino, após o tumor provocar metástase.[12][13] Ele foi cremado e suas cinzas espalhadas no Rio da Prata.[5]
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Obras
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Perspectiva
A obra mais conhecida de Galeano é, sem dúvida, As Veias Abertas da América Latina. Nela, analisa a História da América Latina como um todo desde o período colonial até a contemporaneidade, argumentando contra o que considera como exploração econômica e política do povo latino-americano primeiro pela Europa e depois pelos Estados Unidos. A obra recebeu uma menção honrosa do Prêmio Casa de las Américas.[3] O livro tornou-se um clássico entre os membros da esquerda latino-americana.
A autora Isabel Allende, que disse que seu exemplar do livro de Galeano foi um dos poucos itens com os quais ela fugiu do Chile em 1973, após o golpe militar de Augusto Pinochet, chamou Veias Abertas da América Latina de "uma mistura de detalhes meticulosos, convicção política, talento poético e boa narrativa".[14]
Em abril de 2009, o presidente venezuelano Hugo Chávez apresentou uma cópia de As Veias Abertas da América Latina ao seu homólogo americano Barack Obama durante a Quinta Cúpula das Américas realizada em Port of Spain. Isso fez com que o livro se tornasse um best-seller na internet em poucas horas.[15][16]
Em Brasília, mais de 40 anos após o lançamento da sua mais famosa obra, durante a 2ª Bienal do Livro e da Leitura, Eduardo Galeano admitiu ter mudado de ideia sobre o que escrevera. Disse ele: "'Veias Abertas' pretendia ser um livro de economia política, mas eu não tinha o treinamento e o preparo necessário". Ele acrescentou que "eu não seria capaz de reler esse livro; cairia dormindo. Para mim, essa prosa da esquerda tradicional é extremamente árida, e meu físico já não a tolera".[17] Essa fala causou alvoroço na imprensa e em adversários de Galeano que logo a tomaram como indício de que o escritor mudara o rumo de suas posições políticas. Numa entrevista posterior, porém, quando questionado em entrevista a Jorge Majfud, publicada no número de Junho de 2014 de Le monde diplomatique[18], sobre o referido comentário, esclareceu:
"O livro, escrito há tanto tempo, continua vivo e saudável. Apenas sou honesto o bastante para admitir que neste ponto de minha vida o velho estilo de escrita me soa por demais pesado, e que é difícil para mim me reconhecer nele, já que prefiro agora ser cada vez mais breve e fluente." E para deixar clara sua posição, conclui: "Isso nada tem a ver com (Mario) Vargas Llosa". Depois de o repórter comentar que tal entrevista estava sendo usada com propósitos ideológicos diametralmente opostos aos de Galeano, este conclui: "[As] vozes que que se levantaram contra mim e contra As veias abertas da América Latina, estão seriamente enfermas e agem de má-fé."[18]
Memória do Fogo é uma trilogia da História das Américas. Seus personagens são figuras históricas: generais, artistas, revolucionários, operários, conquistadores e conquistados, retratados em pequenos episódios que refletem o período colonial do continente. Começa com os mitos dos povos pré-colombianos e termina no início da década de 1980. Na obra, Galeano destaca não apenas a opressão colonial, mas também atos individuais e coletivos de resistência. A obra foi aclamada pela crítica literária. Ronald Wright, do suplemento literário do The Times, escreveu que "os grandes escritores dissolveram gêneros antigos e encontraram novos. Esta trilogia de um dos mais ousados e talentosos da América Latina é impossível de classificar".[19]

O Livro dos Abraços é uma coleção de histórias curtas e muitas vezes líricas, apresentando as visões de Galeano em relação a temas diversos como emoções, arte, política e valores. A obra também oferece uma crítica mordaz à sociedade capitalista moderna, com o autor defendendo aquilo que acredita ser uma mentalidade ideal à sociedade. Para Jay Parini, do suplemento literário do The New York Times, é talvez a obra mais ousada do autor.[19]
Como ávido fã de futebol, Galeano escreveu O futebol ao sol e à sombra, que revisa a trajetória histórica do jogo. O autor o compara com uma performance teatral e com a guerra; critica sua aliança profana com corporações globais ao mesmo tempo em que ataca intelectuais de esquerda que rejeitam o jogo e seu apelo às massas por motivos ideológicos. Nessa obra, Galeano narra a final da Copa de 1950, Rio de Janeiro, que entrou para a história do futebol como Maracanazo, a virada do Uruguai por 2 a 1 na Seleção Brasileira em pleno Maracanã.[19] Em uma retrospectiva para a SB Nation após a morte de Galeano, o escritor de futebol Andi Thomas descreveu o trabalho - uma história do esporte, bem como uma saída para as próprias experiências do autor com o esporte e suas polêmicas políticas - como "um dos maiores livros sobre futebol já escritos".[20]
Em Espelhos, o autor tem o intuito de recontar episódios que a história oficial camuflou. Galeano se define como um escritor que remexe no lixão da história mundial.[19]
Apesar da clara inspiração e relevância histórica de suas obras, Galeano negava o caráter meramente histórico destas, comentando que é "um autor obcecado com a lembrança, com a lembrança do passado da América e, sobretudo, da América Latina, uma terra intimamente condenada à amnésia".[19]
Além de livros, Galeano também escrevia artigos para publicações estadunidenses de esquerda como The Progressive, New Internationalist, Monthly Review e The Nation.[19]
Seu último livro,O caçador de histórias, foi publicado postumamente em 2016.[21]
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Visão política
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Perspectiva

Galeano se definiu como um "marxista especial",[22] admirando a Revolução Cubana, apesar de criticar seus erros.[23] Até sua morte, ele foi um dos intelectuais latino-americanos que nunca renunciou à revolução de Fidel Castro. Em janeiro de 2012, após muitos anos ausente, retornou a Havana para participar como jurado do prêmio Casa de las Américas.[9]
Uma das citações mais memoráveis de Galeano é "as pessoas estavam na cadeia para que os presos pudessem ser livres", se referindo ao regime militar (1973-1985) de seu país.[19]
Para celebrar a vitória de Tabaré Vázquez e da Frente Ampla nas eleições de 2004, - a primeira eleição de um governo de esquerda na história uruguaia -, Galeano escreveu um artigo intitulado "Onde as pessoas votaram contra o medo", no qual afirma que a população de seu país finalmente usou o "bom senso" para parar de ser "traída" pelos partidos Colorado e Nacional.[19]
Em 2006, Galeano se juntou a outras artistas renomados como Gabriel García Márquez, Mario Benedetti, Ernesto Sábato, Thiago de Mello e Pablo Milanés na assinatura da Proclamação de Independência de Porto Rico do Congresso Latino Americano e Caribenho.
Em uma entrevista ao jornal Zero Hora, disse o seguinte sobre a vitória de Barack Obama nas eleições de 2008: "Agora, ele entra na Casa Branca, que será a sua casa. Tomara que não esqueça que a Casa Branca foi construída por escravos negros. Chegou a hora dos Estados Unidos se libertarem da sua pesada herança racista".[24][25]
Em uma entrevista concedida em maio de 2009, ele falou sobre seus trabalhos passados e recentes, alguns dos quais tratam das relações entre liberdade e escravidão, democracias e ditaduras: "não apenas os Estados Unidos, mas também alguns países europeus, espalharam ditaduras militares por todo o mundo. E eles sentem que são capazes de ensinar democracia". Ele também falou sobre como e por que mudou seu estilo de escrita e sua recente ascensão em popularidade.[26]
Nas últimas eleições antes de sua morte, Galeano voltou a apoiar publicamente o partido de esquerda Frente Ampla, o que resultou num forte ataque do Partido Nacional, da oposição.[13]
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Honras
- 1975: Prêmio Casa de las Américas por A Canção de Nossa Gente[9]
- 1978: Prêmio Casa de las Américas por Dias e Noites de Amor e Guerra[9]
- 1982: Prêmio do Ministério da Cultura do Uruguai[4]
- 1984: Prêmio do Ministério da Cultura do Uruguai[4]
- 1986: Prêmio do Ministério da Cultura do Uruguai[4]
- 1989: Prêmio American Book para Memórias de Fogo[27]
- 1993: Prêmio Aloa, promovido pelas casas editoriais dinamarquesas[1][8]
- 1999: Prêmio Literário Lannan para a Liberdade[1]
- 2001: Doutorado honoris causa pela Universidade de Havana[28]
- 2005: Doutorado honorário pela Universidade de El Salvador[29]
- 2005: Membro do comitê consultivo de 36 membros da rede TeleSUR, emissora de televisão latino-americana sediada em Caracas[30]
- 2006: Comendador da Ordem de Maio da República Argentina[31]
- 2006: Prêmio Internacional de Direitos Humanos pela Global Exchange[32]
- 2007: Doutorado honoris causa pela Universidad Veracruzana[33]
- 2008: Doutorado honoris causa pela Universidade Nacional de Córdoba[34]
- 2008: Primeiro Cidadão Ilustre do Mercosul[35]
- 2008: Prêmio Rodolfo Walsh[8]
- 2009: Prêmio José D'Elía, pela confederação sindical PIT-CNT[36]
- 2009: Medalha de Ouro do Círculo de Belas Artes, Espanha[37]
- 2010: Prêmio Stig Dagerman, Suécia, por "uma escrita que se mantém inabalável e sempre firme ao lado dos condenados da Terra"[38]
- 2011: Doutorado honoris causa pela Universidade Nacional de Cuyo[39]
- 2011: Medalha do Bicentenário da Independência (México)[8]
- 2011: Prêmio José María Arguedas de Ficção para Espelhos. Uma história quase universal[8]
- 2011: Distinção Deodoro Roca da Federação Universitária de Buenos Aires por "ser um exemplo para a juventude latino-americana"[8]
- 2011: Indicação ao Prêmio Miguel de Cervantes[3]
- 2013: Prêmio Alba de Literatura[8]
- 2013: Doutorado honoris causa pela Universidade de Guadalajara[40]
- 2014: Título de Cidadão Honorário do Município do Rio de Janeiro[41]
- 2021: Doutorado honoris causa póstumo pela Universidade Nacional de Misiones[42]
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Livros
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Perspectiva
- Los días siguientes (1963)
- China (1964)
- Guatemala (1967)
- Reportagens (1967)
- Los fantasmas del día del léon y otros relatos (1967)
- Su majestad el fútbol (1968)
- As veias abertas da América Latina (1971)(P)
- Siete imágenes de Bolivia (1971)
- Violencía y enajenación (1971)
- Crónicas latinoamericanas (1972)
- Vagamundo (1973)(P)
- La cancion de nosotros (1975)
- Conversaciones con Raimón (1977)
- Días y noches de amor y de guerra (1978)(P)
- La piedra arde (1980)
- Voces de nuestro tiempo (1981)
- Memória do fogo - trilogia - (1982-1986)(P)
- A Pedra Arde (1983)
- Aventuras de los jóvenes dioses (1984)
- Ventana sobre Sandino (1985)
- Contraseña (1985)
- El descubrimiento de América que todavía no fue y otros escritos (1986)
- El tigre azul y otros artículos (1988)
- Entrevistas y artículos (1962-1987) (1988)
- O Livro dos Abraços (1989)(P)
- Nós Dizemos Não (1989)
- América Latina para entenderte mejor (1990)
- Palabras: antología personal (1990)
- An Uncertain Grace com Fred Ritchin, fotos de Sebastião Salgado (1990)
- Ser como ellos y otros artículos (1992)
- Amares (1993)
- Las palabas andantes (1993)(P)
- úselo y tírelo (1994)
- O futebol ao sol e à sombra (1995)(P)
- Ser como eles (1997)(P)
- Mulheres (1997)(P)
- Patas arriba: la escuela del mundo al revés (1998)(P)
- Bocas del Tiempo (2004)(P)
- O Teatro do Bem e do Mal (2002)(P)
- Espelhos - uma quase história universal (2008)(P)
- Espelhos. Uma história quase universal (2008) (P)
- Os Filhos dos Dias (2012) (P)
- O Caçador de Histórias (2016) (P)
(P): editados em português
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Ver também
- Café Brasilero, tradicional café uruguaio que o escritor costuma frequentar.
Referências
- «Escritor uruguaio Eduardo Galeano morre aos 74 anos». G1. 13 de abril de 2015. Consultado em 13 de abril de 2015
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- «Eduardo Galeano: uruguayo de nacimiento, latinoamericano por opción». www.cultura.gob.ar (em espanhol). Consultado em 9 de julho de 2025
- «Murió Eduardo Galeano». www.pagina12.com.ar. Consultado em 9 de julho de 2025
- «Eduardo Galeano, un ilegal en el paraíso - Gatopardo». Gatopardo (em espanhol). 20 de junho de 2016. Consultado em 9 de julho de 2025. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2024
- «Las venas abiertas de América Latina: cincuenta años» (PDF). palabra salvaje. Consultado em 8 de julho de 2025
- Moraes, Camila (13 de abril de 2015). «Retrato brasileiro de Eduardo Galeano». El País Brasil. Consultado em 9 de julho de 2025
- «Eduardo Galeano» (PDF). sigloxxieditores.com. Consultado em 9 de julho de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 29 de junho de 2024
- Risco, Isaac (14 de abril de 2015). «Galeano, un crítico que guardó fidelidad a Cuba». Grupo Milenio (em espanhol). Consultado em 9 de julho de 2025
- Galeano, Eduardo (2012). Los hijos de los días. Col: Biblioteca Eduardo Galeano. Madrid: Siglo XXI España
- «Eduardo Galeano se recupera de operación - El Universal - Cultura». www.eluniversal.com.mx. Consultado em 9 de julho de 2025. Cópia arquivada em 17 de fevereiro de 2012
- «Morre o escritor uruguaio Eduardo Galeano - Cultura». Estadão. Consultado em 19 de agosto de 2021
- Martínez, Magdalena (13 de abril de 2015). «Morre o escritor uruguaio Eduardo Galeano, aos 74 anos». El País Brasil. Consultado em 9 de julho de 2025
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- «Chavez's gesture turns book into bestseller - CNN.com». edition.cnn.com (em inglês). Consultado em 9 de julho de 2025. Cópia arquivada em 16 de junho de 2024
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- Radio, Sveriges (12 de setembro de 2010). «Stig Dagermanpriset till Eduardo Galeano - Kulturnytt». www.sverigesradio.se (em sueco). Consultado em 9 de julho de 2025
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- «Argentine university awards posthumous "honoris causa" prize to Eduardo Galeano». Al Día News (em inglês). 22 de maio de 2025. Consultado em 9 de julho de 2025
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