Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski[nota 1][nota 2] (Moscou/Moscovo, 11 de novembro de 1821 - São Petersburgo, 9 de fevereiro de 1881)[1][2][3][4][nota 3] foi um escritor, filósofo e jornalista do Império Russo. É considerado um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores "psicólogos" que já existiram (na acepção mais ampla do termo, como investigadores da psiquê).[5][6][7]

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Fiódor Dostoiévski
Fiódor Dostoiévski
Nome completo Фёдор Миха́йлович Достое́вский
Nascimento 11 de novembro de 1821
Moscou, Império Russo
Morte 9 de fevereiro de 1881 (59 anos)
São Petersburgo, Império Russo
Nacionalidade Russo
Cônjuge Maria Dmitriévna (1857-1864)
Anna Dostoiévskaia (1867-1881)
Educação Academia Militar de Engenharia de São Petersburgo
Ocupação tradutor, romancista, ensaísta, contista, jornalista, filósofo, biógrafo, escritor, jornalista opinativo
Principais trabalhos
Religião Cristianismo ortodoxo
Assinatura
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Após o término de sua formação acadêmica como engenheiro, Dostoiévski trabalhou integralmente como escritor, produzindo romances, novelas, contos, memórias, escritos jornalísticos e escritos críticos. Além disso, atuou como editor em revistas próprias, como preceptor e participou de atividades políticas. Suas obras mais importantes foram as literárias, onde abordou, entre outros temas, o significado do sofrimento e da culpa, o livre-arbítrio, o cristianismo, o racionalismo, o niilismo, a pobreza, a violência, o assassinato, o altruísmo, além de analisar transtornos mentais, muitas vezes ligados à humilhação, ao isolamento, ao sadismo, ao masoquismo e ao suicídio. Pela retratação filosófica e psicológica profunda e atemporal dessas questões, seus escritos são comumente chamados de romances filosóficos e romances psicológicos.[7][8]

Dostoiévski logrou atingir certo sucesso já com seu primeiro romance, Gente Pobre, o qual foi imediatamente elogiado e protegido pelo mais importante crítico literário russo da primeira metade do século XIX, Vissarion Belinski.[9] Já seu segundo romance, O Duplo - obra hoje muita famosa, tendo sido reinterpretada literária e cinematograficamente -, recebeu criticas muito negativas, inclusive do seu antigo protetor, críticas que acabaram por destruir o reconhecimento que Dostoiévski começava a adquirir como escritor. Apenas após seu retorno da prisão na Sibéria - Dostoiévski foi preso por tramar contra o Czar -, repetiria o escritor seu sucesso inicial com a semi-biográfica obra Recordações da Casa dos Mortos, a qual trata dos anos que passou na prisão. Mais tarde sua fama aumentaria drasticamente graças a obras como Crime e Castigo, O Idiota e Os Demônios.[10] Foi entretanto já próximo da morte que Dostoiévski consolidou-se um dos maiores escritores de todos os tempos com sua obra-prima Os Irmãos Karamazov.[11]

A influência de Dostoiévski é ímpar: ele influenciou diretamente a Literatura, a Filosofia, a Psicologia e a Teologia. Sob sua influência direta foram produzidas várias obras literárias e cinematográficas. Foi também reconhecido como precursor dos seguintes movimentos: nietzscheanismo, psicanálise, expressionismo, surrealismo, teologia da crise e existencialismo.[12][6][13] O reconhecimento popular também é imenso: é mundialmente conhecido, possui diversas estátuas, selos e moedas em sua homenagem e até hoje celebra-se em São Petesburgo o "Dia Dostoiévski".[14]