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Juca de Oliveira
ator Da Wikipédia, a enciclopédia livre
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José Juca de Oliveira Santos (São Roque, 16 de março de 1935), mais conhecido como Juca de Oliveira, é um ator, diretor, escritor, pecuarista e dramaturgo brasileiro. Juca se tornou conhecido por interpretar personagens que marcaram a dramaturgia, como João Gibão de Saramandaia, Professor Praxedes de Fera Ferida, Doutor Albieri de O Clone e o Santiago de Avenida Brasil.[1]
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Biografia
Filho de Antônio de Oliveira Santos, Juca estudou em São Roque e posteriormente se mudou para a capital do estado, onde entrou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Fez também um teste vocacional, em que ficou sabendo que sua inclinação era ser ator. Aquilo o empolgou tanto, que ficou sabendo da existência da Escola de Arte Dramática de São Paulo e nela ingressou. Mas, foi apenas mais tarde que ele desistiu de Direito, para se dedicar à profissão de ator. Conheceu ali Aracy Balabanian, Glória Menezes, e vários outros, que seguiram com ele a profissão que escolheram.
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Carreira
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Começou a atuar pelo teatro. Entrou logo para o famoso TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), onde fez inúmeras peças, como: "O Semente" , "O Pagador de Promessas", "A Morte do Caixeiro Viajante" . Passou para o revolucionário Teatro de Arena onde trabalhou com Augusto Boal, Flávio Império e Paulo José, e ali fez: "Eles não Usam Black-tie" , "O filho do cão", de Gianfrancesco Guarnieri, entre outras. Na época militava politicamente, Era de esquerda comunista, e por isso se auto-exilou na Bolívia. Na volta, se ligou à TV Tupi de São Paulo. E começou a fazer inúmeros TV de Vanguarda e TV de Comédia, na época dirigidos por Benjamin Cattan. Fez "Essa noite se improvisa" , "Em moeda corrente do país", tendo como parceira Vida Alves. E aí aconteceu o sucesso extraordinário da novela "Nino, o Italianinho" de Geraldo Vietri. Em 1984, encarnou o personagem Sérgio na peça "De braços abertos", de Maria Adelaide Amaral.[2]
Passou para a Rede Globo, onde recebeu consagração nacional como um dos maiores atores do País. Porém, jamais deixou de fazer teatro, sua grande paixão. Montou companhia própria e aí descobriu sua outra grande vocação, a de autor teatral. As casas estiveram sempre lotadas, quando Juca montou "Meno Male", "Hotel Paradiso", "Caixa Dois". Essas são comédias, o que não era esperado, pois como ator, Juca é dramático.[1]
Nas 60 peças em que atuou como ator, fez quase sempre o papel central, aquele que dá a linha mestra à história encenada, e que por isso sempre são os personagens mais pesados. Casado pela segunda vez, na primeira com Cláudia Mello e na segunda com Maria Luiza, há 23 anos. Sua filha Isabela estuda Biologia e também é fazendeira e cantora. Juca diz que adora a "tribo artística", que pode ser "estigmatizada", como ele diz, mas à qual tem muito orgulho de pertencer. E agora está pensando em entrar na sua "essência caipira", e a transportar para o teatro.
Na televisão deu vida a personagens célebres, como o misterioso João Gibão em Saramandaia, eternizado pela cena emblemática de seu voo sobre a cidade de Bole Bole. Em 2001 Juca de Oliveira trabalhou na novela O Clone que falou sobre a Clonagem um tema muito importante. Ele interpretou o médico Doutor Augusto Albieri, que é o mais importante da carreira dele na Televisão. O Doutor Albieri ganhou bastante destaque em O Clone.
Em 2012, após anos ganhou grande destaque em novelas como o cruel vilão Santiago Moreira, que parecia bem intencionado no início da trama ao ponto que a máscara caiu e ao fim todos descobriram que ele era o pai e mentor da vilã Carminha (Adriana Esteves) na novela Avenida Brasil de João Emanuel Carneiro.
Em 2013, viveu na novela de Walther Negrão Flor do Caribe o pobre senhor judeu Samuel Schneider, que viveu na Europa na época do nazismo e que por isso vive traumatizado e atormentado com sombras do passado.
Em 2017, Juca interpretou o diabólico e renomado advogado Natanael na novela O Outro Lado do Paraíso, de Walcyr Carrasco. Na trama, o personagem detestava a nora Beth (Glória Pires) por causa de sua origem simples e chegou a chantageá-la e fazê-la simular a própria morte para mantê-lá longe do seu filho e da neta. O autor mandou um recado emocionante para o veterano. “Foi maravilhoso trabalhar com você, Juca e como autor, agradeço imensamente a contribuição que deu à novela’. Ainda vamos nos encontrar em muitos outros ‘Paraísos'”, disse. A trama bateu recorde de audiência com a morte do Natanael, que sofreu um ataque fulminante e morreu em uma última tentativa de se livrar da nora.
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Filmografia
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Perspectiva
Televisão
Cinema
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Teatro
- 1951: Cala Boca, Etelvina[6]
- 1953: Saudade
- 1957: Devoção à Cruz
- 1958: No Lugar Marcado pela Cruz
- 1958: Os Cegos
- 1960: O Torniquete
- 1960: Frei Luis de Sousa
- 1961: As Almas Mortas
- 1961: A Escada
- 1962: Eles Não Usam Black-Tie
- 1962: A Morte do Caxeiro Viajante
- 1963: O Noviço
- 1963: O Melhor Juiz, o Rei
- 1979: Baixa Sociedade
- 1983: Os Colunáveis
- 1984: De braços abertos
- 1987: Meno Male
- 1990: Qualquer Gato Vira-Lata Tem uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa
- 1991: Procura-se um Tenor
- 1991: As Atrizes
- 1997: Caixa 2
- 2003: A Flor do Meu Bem-Querer
- 2007: Às Favas com os Escrúpulos
- 2019: Mãos Limpas
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Prêmios e indicações
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Referências
- : Oliveira, Juca de (1935) Enciclopédia Itaú Cultural.
- De Braços Abertos, uma peça magnífica tabloide digital.
- Cinemateca Brasileira À Flor da Pele [em linha]
- «Deu Veado na Cabeça». Cinemateca Brasileira. Consultado em 25 de janeiro de 2017
- «De Onde eu te Vejo». Consultado em 21 de maio de 2018
- «A festa do Saci». memoria.bn.gov.br. Consultado em 27 de novembro de 2024
- JUCA de Oliveira. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Juca de Oliveira. Acesso em: 26 de Jul. 2020
- DE Braços Abertos. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: De Braços abertos Acesso em: 26 de Jul. 2020
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Ligações externas
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