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Lélia Abramo

actriz brasileira Da Wikipédia, a enciclopédia livre

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Lélia Abramo Scarmangan (São Paulo, 8 de fevereiro de 1911 — São Paulo, 9 de abril de 2004) foi uma atriz, produtora teatral e ativista política brasileira. Fez parte dos grupos políticos Frente Única Antifascista e Oposição de Esquerda, além de ser uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT) e presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos, sendo um dos grandes nomes na luta contra a ditadura militar brasileira.

Factos rápidos
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Biografia

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Perspectiva

Filha dos imigrantes italianos, Afra Iole Scarmagnan, natural de Monselice (província de Pádua) e de Vincenzo Abramo, nascido em Torraca (província de Salerno), Lelia viveu na Itália entre os anos de 1938 e 1950, tendo sofrido as privações da Segunda Guerra Mundial. Junto aos seus irmãos, o artista plástico Lívio Abramo, Beatriz Abramo, os jornalistas Athos Abramo, Fúlvio Abramo e Cláudio Abramo, faz parte de uma família que teve grande presença na história brasileira, tanto na militância política como na arte. Sua mãe, Afra Iole, era filha de Bortolo ("Bartolomeu") Scarmagnan, militante anarcossindicalista e organizador da greve geral de 1917 em São Paulo.[1]

Participou dos primeiros momentos de fundação da Oposição de Esquerda no Brasil, sempre se assumindo como uma simpatizante do trotskismo junto com Mário Pedrosa. Eduardo Maffei, militante comunista, registra participação de Lélia na Frente Única Antifascista trocando tiros com os integralistas na Praça da Sé, em 1934, durante o episódio conhecido como a Revoada dos galinhas-verdes. Em suas memórias, Lélia afirma ter apenas portado "pedaços de pau".[1][2]

Lélia Abramo foi também militante e fundadora do Partido dos Trabalhadores, tendo assinado a ata de fundação com Mário Pedrosa, Manuel da Conceição, Sérgio Buarque de Holanda, Moacir Gadotti e Apolônio de Carvalho. Foi uma personalidade presente em diversos momentos da vida política brasileira, como a campanha das Diretas Já!.[2]

A atriz iniciou a carreira aos 47 anos. Participou de 27 telenovelas, catorze filmes e 23 peças de teatro, tendo convivido com grandes nomes do teatro paulista, como Gianni Ratto e Gianfrancesco Guarnieri, com quem estreou nos palcos em 1958 em Eles não Usam Black-Tie. Na TV é lembrada pela matriarca Januária Brandão em Pai Herói (1979), Mama Vitória em Pão Pão, Beijo Beijo (1983) e Bibiana na minissérie O Tempo e o Vento (1985).[3]

Sua militância política custou-lhe, porém, alguns anos de ostracismo na televisão, e ela passou a ser ignorada pela Rede Globo a partir de 1978, quando assumiu a presidência do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo, integrando a primeira chapa de oposição a ser vitoriosa desde o início da ditadura. Lélia tinha, então, como companheiros de diretoria Renato Consorte, Dulce Muniz, Cláudio Mamberti e Robson Camargo, entre outros. Essa eleição ganhou as principais páginas dos jornais paulistas da época, apesar da intensa censura.[2]

Antonio Cândido descreve Lélia Abramo:

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Morte

Lélia morreu na cidade de São Paulo, em 9 de abril de 2004, aos 93 anos, vítima de uma embolia pulmonar.[4]

Carreira

No teatro

Na televisão

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No cinema

Mais informação Ano, Título ...
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Prêmios

  • 1958 - Prêmio Saci - Personagem: Romana em Black-tie - Teatro
  • 1958 - APCA - Personagem:Romana em Black-tie - Teatro'
  • 1958 - Governador do Estado - Personagem Romana em Black-tie - Teatro'
  • 1958 - Círculo Independente de Críticos Teatrais do Rio de Janeiro - Personagem Romana em Black-tie - Teatro'
  • 1958 - Associação Brasileira de Críticos Teatrais - Personagem Romana em Black-tie - Teatro '
  • 1963 - Prêmio Saci - Melhor Atriz Coadjuvante em Os Ossos do Barão - Teatro
  • 1964 - Prêmio Roquete Pinto - SP. Pelo conjunto de seu trabalho
  • 1967 - Festival de Brasília - Melhor Atriz Coadjuvante - O Caso dos Irmãos Naves - Cinema
  • 1970 - Prêmio Molière - Melhor Atriz - Os Olhos Vazados - Teatro
  • 1971 - Prêmio APCA - Melhor Atriz - Uma Rosa com Amor - TV
  • 1975 - Associação Paulista de Críticos de Arte. Pelo conjunto de seu trabalho
  • 1976 - Prêmio Governador do Estado de Melhor Atriz. Personagem: Pozzo em Esperando Godot
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Autobiografia

A editora da Fundação Perseu Abramo publicou sua autobiografia em 1997, intitulada Vida e Arte - Memórias de Lelia Abramo.

Referências

  1. Banco Itaú (ed.). «Lélia Abramo». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 11 de setembro de 2019
  2. Abramo, Lélia (1997). Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo. São Paulo: Fundação Perseu Abramo. ISBN 9788526804197
  3. «Dez anos sem Lélia Abramo». Bis!. Consultado em 11 de setembro de 2019
  4. «Lélia Abramo (1910 - 2004)». Universidade Federal de Campo Grande. Consultado em 11 de setembro de 2019
  5. SILVA, Jane Pessoa da. Ibsen no Brasil. Historiografia, Seleção de textos Críticos e Catálogo Bibliográfico. São Paulo: USP, 2007. Tese. p. 568
  6. SILVA, Jane Pessoa da. Ibsen no Brasil. Historiografia, Seleção de textos Críticos e Catálogo Bibliográfico. São Paulo: USP, 2007. Tese. p. 570
  7. «Caso Especial: A Herdeira». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 20 de dezembro de 2024
  8. «Caso Especial». observatoriodatv.com.br. Consultado em 21 de novembro de 2024
  9. «"Caso Especial: Turma, Doce Turma"». Memória Globo. 18 de outubro de 2024. Consultado em 18 de agosto de 2025
  10. «"Caso Especial: Chanel N° 5"». Memória Globo. 18 de outubro de 2024. Consultado em 6 de agosto de 2025
  11. «Pai Herói - Ficha Técnica». Memória Globo. Consultado em 19 de abril de 2018
  12. «Cidade Ameaçada». Cinemateca Brasileira. Consultado em 18 de dezembro de 2016
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Ligações externas

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