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O Vigilante Rodoviário

série de televisão brasileira dos anos de 1960 Da Wikipédia, a enciclopédia livre

O Vigilante Rodoviário
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O Vigilante Rodoviário é uma série de televisão brasileira criada e dirigida pelo cineasta Ary Fernandes e pelo produtor Alfredo Palácios, foi exibida no início da década de 1960 pela TV Tupi. Fernandes também foi o compositor da canção tema de abertura da série, intitulada Canção do Vigilante Rodoviário.

Factos rápidos Informações gerais, Produção ...

Desde criança, Fernandes sentia falta de um herói 100% brasileiro. A criação da série foi a realização desse antigo sonho. A escolha do tema foi a admiração que ele próprio nutria pela Polícia Rodoviária e pela simpatia que a população sentia por este órgão.

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Elenco

Principal

Mais informação Intérprete, Personagem ...

Sinopse

A bordo de um Simca Chambord ou de uma motocicleta Harley Davidson, o Inspetor Carlos enfrenta todos os tipos de criminosos. Em seu trabalho, o Vigilante é acompanhado pelo seu fiel companheiro o pastor alemão Lobo — um cachorro muito esperto — no combate ao crime. A grande missão da dupla é manter a lei e a ordem nas rodovias de São Paulo.[1]

Episódios

Mais informação Episódios ...

Produção

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Perspectiva

Criação e concepção

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Rodovia Anhanguera na região de Perus, km 24 sentido norte
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Rodovia Anhanguera na altura do km 90 sentido norte

Foi a primeira série de televisão filmada em película de cinema no Brasil. No total, foram 38 episódios, nos quais os personagens Inspetor Carlos, interpretado por Carlos Miranda, e seu cão Lobo, lutavam contra o crime, a bordo de uma motocicleta Harley-Davidson 1951 ou de um Simca Chambord 1959, na altura do km 38 da Rodovia Anhanguera onde a maioria dos episódios foram filmados — devido ao clima ensolarado durante a maior parte do ano, fator fundamental para a realização das filmagens externas.

Foi ao ar pela primeira vez em uma quarta-feira de março de 1961,[2] na TV Tupi às 20h05 após o Repórter Esso, e patrocinado pela Nestlé do Brasil. O primeiro episódio da série foi "O Diamante Grão Mongol", sobre ladrões internacionais que entraram no país pelo Porto de Santos. Devido ao pouco tempo disponível entre as filmagens dos episódios, foi necessário que o personagem do vigilante fosse dublado. Para esta tarefa foi contratado um radioator da Rádio São Paulo.

Veículos

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Harley-Davidson 1951, original do seriado, encontra-se no Museu Eduardo André Matarazzo

A motocicleta Harley-Davidson de 1951 que foi utilizada no seriado, é uma das raridades do acervo do Museu Eduardo André Matarazzo que está localizado na cidade de Bebedouro, no interior do estado de São Paulo, onde abriga coleções de carros antigos, motos, aviões, trens e peças bélicas.[3]

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Simca Chambord, réplica da viatura original
Canção do Vigilante Rodoviário[1]
Vigilante! Rodoviário!

De noite ou de dia
Firme no volante
Vai pela rodovia
Bravo Vigilante

Guardando toda a estrada
Forte e confiante
É o nosso camarada
Bravo Vigilante

O seu olhar amigo
É um farol que avisa o perigo
Audaz e temerário
Pra agir a cada instante
Da estrada é o Vigilante

Vigilante! Rodoviário!

Ary Fernandes

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Crossover

O episódio "O Imprevisto", transmitido pela primeira vez em 1968, fez parte do seriado de aventuras do esquadrão fictício da Força Aérea Brasileira (FAB) chamado Águias de Fogo, também escrito e dirigido por Ary Fernandes. O capítulo reúne os personagens das duas produções nacionais em um crossover para socorrer uma menina que precisa de atendimento médico de urgência em um vilarejo remoto. Enquanto os oficiais resgatam a criança de helicóptero, o inspetor Carlos e o cão Lobo fazem a escolta da ambulância que irá levá-la para o hospital.[4]

A viatura utilizada pelo Vigilante no episódio, foi o protótipo de uma 'perua' chamada Gavião RR-1 (SW Gavião), desenvolvida a partir do Brasinca 4200 GT Uirapuru, e que nunca chegou a ser comercializada. Foi pintada nas cores da Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo e cedida em comodato à corporação na época. Não se tem notícias do paradeiro desse protótipo.[5][6]

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Reprises

Em 1967, a série foi reexibida pela TV Tupi e durante a década de 1970, foi reprisada pelas TVs Excelsior, Cultura, Globo e Record.[1]

No ano de 2008, Ary Fernandes/PROCITEL selaram parceria com os canais por assinatura Canal Brasil e Globosat trouxeram o seriado novamente para TV, sendo que dos 38 episódios originais, um ficou totalmente deteriorado pelo tempo e outros dois tiveram problemas e não puderam ser remasterizados e telecinados. Um total de 35 episódios foram relançados a partir de 9 de março de 2009 pelo Canal Brasil, todas às segundas às 20:30hs, com reapresentação nas terças às 15:30hs e domingos às 11hs.

Em março de 2020, a série passou a ser exibida pela TV Brasil.[7]

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Remake

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Perspectiva

Na década de 70, Fernandes com a sua produtora Produções Cine Televisão (PROCITEL), desenvolveram um remake do seriado e foram selecionados através de um projeto da Embrafilme que visava incentivar a produção de filmes nacionais.[1] Para interpretar o Inspetor Carlos, foi escolhido o ator Antônio Fonzar e para o papel do cão Lobo, foram utilizados três cães da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), cada um com uma habilidade específica e no lugar do Simca Chambord da série original, foi utilizado um Dodge Dart. O média-metragem de 57 minutos foi realizado ao longo de quarenta dias.[8]

Após a finalização do episódio piloto em 1978, o mesmo seria encaminhado à censura federal, e consequentemente, apresentado às emissoras de televisão para que fosse dada a continuidade à série, mas devido a problemas enfrentados pela Embrafilme na época, o projeto não pôde ser concluído, ficando restrito apenas a esse filme, que não foi exibido comercialmente,[1] tendo uma cópia depositada na Cinemateca Brasileira[9] e somente estreando na televisão pelo Canal Brasil (NET 66, TVA 39 e SKY 66) em 26 de julho de 2010 às 20:30hs.[10]

O Vigilante Rodoviário (1978) faz parte da grade de programação do Cine Retrô da TV Brasil, exibida às terças e quintas-feiras às 22:30hs e aos sábados às 16hs e 21:30hs.[11]

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Sequência

Em 2013, um projeto para continuidade da série foi anunciado.[9]

Prêmios

Outras mídias

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Perspectiva

Brinquedos

Seguindo o sucesso da série, a Nestlé lançou uma linha de brinquedos do Vigilante Rodoviário com bonequinhos e miniaturas dos veículos.[14]

Quadrinhos

O Vigilante ganhou uma adaptação em quadrinhos pela Editora Outubro, de propriedade de Jayme Cortez e Miguel Penteado, devido ao sucesso alcançado pela série. Entre os roteiristas que trabalham na publicação estavam Gedeone Malagola,[15] Osvaldo Talo e Helena Fonseca e entre os ilustradores estavam artistas como Flavio Colin e Talo. As capas eram de autoria de Jayme Cortez e Talo.[16] Foram publicadas doze edições e um almanaque pela editora entre os anos de 1962 e 1964, e as estórias seguiam a mesma linha de ação do seriado de televisão.[17]

Em 1983, foi lançada uma revista do personagem sobre educação no trânsito publicada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com patrocínio do achocolatado Nescau e roteiro de Carlos Miranda. A edição foi distribuida gratuitamente na semana da criança do mesmo ano.[16]

Em 2001, Ary Fernandes solicitou ao editor e roteirista Roberto Guedes que produzisse uma graphic novel do Vigilante Rodoviário. Com ilustrações de Aluísio Souza e André Valle, a revista seria publicada pelo Studio Elenko e era uma publicação destinada às comemorações dos 40 anos do personagem, mas quando cerca doze páginas estavam prontas, o projeto foi cancelado devido a um infarto sofrido por Fernandes.[16][18]

Cinema

Foram produzidos nove longas metragens que eram a compilação de alguns episódios:[19]

Mais informação Ano, Filme ...

Documentário

Em 1986, os estudantes Pedro Paulo Halm (Pepeh), Guilherme Tristão e Luiz Arnaldo Campos do Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS) da Universidade Federal Fluminense (UFF), produziram um documentário homônimo sobre o seriado.[20]

Fanfic

Os alunos Felipe Borges, Flavio Candido e Paulo Pepê Halm, do curso de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF) no ano de 1986, produziram um fanfic no formato de curta-metragem com 36 minutos de duração patrocinado pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) e baseado no seriado homônimo de Ary Fernandes, onde, a partir da denúncia do tráfico de animais silvestres feita por uma bióloga, o inspetor Carlos e seu fiel amigo, o cão Lobo, entram em ação.[21][22]

Faixa em CD

Em 2002, a música tema do seriado: Canção do Vigilante Rodoviário, com autorização de Ary Fernandes, foi regravada com um novo arranjo musical e interpretada pelo músico Branco Mello dos Titãs para fazer parte de uma das faixas do CD Superfantástico (Quando Eu Era Pequeno), produzido pelo cantor e compositor Bruno Gouveia do Biquíni Cavadão.[23]

Lançamento em DVD

Em 27 de novembro de 2009, a PROCITEL através da distribuidora de vídeos Spectra Nova[24] lançaram no mercado brasileiro um boxe contendo quatro DVDs reunindo trinta e cinco episódios que foram recuperados[25] da série original em cópias remasterizadas e ficou na lista dos títulos mais vendidos no ano de 2010.[9] A coleção carece de conteúdos extras — não possui entrevistas, making off, folhetos da série e nem informações sobre o elenco.[25]

Spin-off

O cineasta Octavio Caruso, idealizou o projeto de um seriado de ficção sobre um grupo de heróis nacionais chamado Os Vigilantes em 2013 e convidou Carlos Miranda para reviver o personagem do Vigilante como o chefe da equipe. Em 2014, um teaser foi filmado sem patrocínio para tentar viabilizar o piloto da série, mas o projeto não seguiu adiante.[26]

Fanzine

Um fanzine dedicado ao Vigilante Rodoviário venceu o Troféu Ângelo Agostini de 2020 na categoria "Melhor Fanzine de Quadrinhos ou sobre Quadrinhos". Com roteiro de Paulo Kobielski e ilustrações de Gleisson Cipriano, essa edição de vinte e quatro páginas publicada pela Mundo Gibi em 2019, reúne informações sobre a série, uma história em quadrinhos e uma entrevista com Carlos Miranda, que interpretou o personagem na TV. Foram impressas duas versões de capa dessa publicação.[27][28][29]

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Ver também

Referências

  1. «O Vigilante Rodoviário». TeleDramaturgia. N.d. Consultado em 7 de março de 2025
  2. Coissi, Juliana (17 de maio de 2009). «Museus da região abrigam veículos raros». Ribeirão Preto: Folha de S.Paulo. Consultado em 1 de agosto de 2025
  3. «TV Brasil exibe crossover de Águias de Fogo com O Vigilante Rodoviário». TV Brasil. 17 de janeiro de 2022. Consultado em 1 de agosto de 2025
  4. Sonnewend, Márcio Antônio; Stanquini, Edson (n.d.). «Gavião (Brasinca 4200 GT Uirapuru) Filme Vigilante». Volarebrasil. Consultado em 11 de agosto de 2025
  5. Sonnewend, Márcio Antônio (6 de abril de 2015). «Brasinca 4200 GT – Uirapuru, um verdadeiro esportivo brasileiro § Colunista convidado». Maxicar. Consultado em 12 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 1 de setembro de 2018
  6. «TV Brasil existe série O Vigilante Rodoviário». Agência Brasil. 31 de março de 2020. Consultado em 1 de março de 2025
  7. «O Vigilante Rodoviário – O Filme § Cine Retrô». TV Brasil. 15 de março de 2021. Consultado em 2 de agosto de 2025
  8. Helí de Almeida, Carlos (11 de maio de 2013). «Hit da TV brasileira nos anos 1960, série 'O vigilante rodoviário' ganha 'remake' § Cultura». O Globo. Consultado em 2 de março de 2025
  9. «Estreia Antonio Fonzar». Vigilante Rodoviário. N.d. Consultado em 2 de agosto de 2025
  10. «Cine Retrô». TV Brasil. N.d. Consultado em 2 de agosto de 2025
  11. «Troféu Roquete Pinto – O Vigilante Rodoviário § Troféu Roquette Pinto». Vigilante Rodoviário. N.d. Consultado em 20 de julho de 2025
  12. Rejaili Siqueira, Fabio (23 de julho de 2017). «O Vigilante Rodoviário – Herói da TV Brasileira § Cultura». Sustentahabilidade. Consultado em 20 de julho de 2025. Cópia arquivada em 14 de janeiro de 2025
  13. «O Vigilante Rodoviário 1961». Cult Collectors. 3 de janeiro de 2021. Consultado em 12 de julho de 2025
  14. Guedes, Roberto (30 de junho de 2005). «Os 40 anos de Raio Negro». Bigorna.net. Consultado em 1 de março de 2025
  15. Duarte, Marcelo (19 de outubro de 2021). «Como a Editora Outubro fez história no mundo dos quadrinhos § Cultura e Entretenimento». Guia dos Curiosos. Consultado em 6 de julho de 2025
  16. Guedes, Roberto (16 de julho de 2007). «Como fazemos nossas HQs». Bigorna.net. Consultado em 1 de março de 2025
  17. SILVA NETO 2006, pp. 390-393,402-407,410-411.
  18. «Vigilante Rodoviário § Notícias». Niterói: Instituto de Arte e Comunicação Social da UFF. 17 de fevereiro de 2025. Consultado em 14 de julho de 2025
  19. Labrador, João (n.d.). «O Vigilante Rodoviário § Crônica Canina». Tiro de Letra. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 19 de fevereiro de 2009
  20. «Vigilante Rodoviário». Cinemateca Brasileira. N.d. Consultado em 3 de agosto de 2025
  21. «CD § CD». Vigilante Rodoviário. N.d. Consultado em 20 de julho de 2025
  22. «50 anos da nossa história». O Vigilante Rodoviário. N.d. Consultado em 15 de julho de 2025
  23. Ewald Filho, Rubens (13 de dezembro de 2009). «A Caixa do Vigilante Rodoviário». R7. Consultado em 15 de julho de 2025. Cópia arquivada em 27 de abril de 2013
  24. Caruso, Octavio (20 de agosto de 2018). «Crítica nostálgica da clássica série nacional "O Vigilante Rodoviário" (1959-1962) § Séries». Devo tudo ao Cinema. Consultado em 16 de julho de 2025
  25. Visconti, Patrícia (8 de fevereiro de 2021). «Troféu Angelo Agostini anuncia os vencedores da 36ª edição da premiação». O Barquinho Cultural. Consultado em 17 de julho de 2025
  26. «O Vigilante Rodoviário». Skoob. N.d. Consultado em 17 de julho de 2025
  27. «Paulo Kobielski vence troféu Ângelo Agostini de melhor fanzine». ColetiveArts. 9 de fevereiro de 2021. Consultado em 17 de julho de 2025
Bibliografia

Leitura adicional

Ligações externas

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