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Nancy Goes to Rio

filme de 1950 dirigido por Robert Zigler Leonard Da Wikipédia, a enciclopédia livre

Nancy Goes to Rio
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Nancy Goes to Rio (Brasil: Romance Carioca / Portugal: Festa no Brasil) é um filme estadunidense de comédia musical de 1950, produzido por Joe Pasternak e dirigido por Robert Z. Leonard para a Metro-Goldwyn-Mayer.

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O roteiro, escrito por Sidney Sheldon, é baseado em uma história de Jane Hall, Frederick Kohner e Ralph Block. O filme é uma refilmagem de Rival Sublime, que foi estrelado por Deanna Durbin em 1940, com Jane Powell no papel principal. A trama gira em torno de um mal-entendido relacionado a uma falsa gravidez da protagonista, transferindo a ação para o Rio de Janeiro, embora a maior parte das cenas tenha sido recriada em estúdio, intercaladas com filmagens reais da cidade.[1]

O filme também conta com a participação de Carmen Miranda em um papel coadjuvante, destacando-se o número musical "Ca-Room' Pa Pa", uma versão em inglês da canção "Baião", de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, adaptada por Ray Gilbert.[2][3]

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Sinopse

A jovem atriz Nancy Barklay (Jane Powell) é filha de Frances Elliot (Ann Sothern), grande atriz da atualidade, e chega ao Rio planejando ser escolhida a estrela principal de uma nova produção. Porém, ela não sabe que sua mãe planeja o mesmo. Como se não bastasse, mãe e filha ainda se apaixonam pelo elegante Paul Berten (Barry Sullivan), criando outro clima de competição em busca do coração do galã. Ardente refilmagem da comédia musical It´s a Date de Deanna Durbin, Romance Carioca ainda conta com o roteiro de Sidney Sheldon, renomado autor de diversos clássicos da literatura. Presença marcante também da mundialmente famosa Carmem Miranda que faz o papel de Marina Rodrigues, protagonizando performances marcantes durante o filme.[4]

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Elenco

  • Ann Sothern — Frances Elliott
  • Jane Powell — Nancy Barklay
  • Barry Sullivan — Paul Berten
  • Carmen Miranda — Marina Rodrigues
  • Louis Calhern — Gregory Elliott
  • Scotty Beckett — Scotty Sheridan
  • Fortunio Bonanova — Ricardo Domingos
  • Glenn Anders — Arthur Barrett
  • Nella Walker — Sra. Harrison
  • Hans Conried — Alfredo

Produção

Os títulos de trabalho deste filme foram Ambassador to Brazil e His Excellency from Brazil. A dançarina e atriz Nita Bieber foi inicialmente incluída no elenco, mas sua participação não foi confirmada. Nancy Goes to Rio é um remake do filme de 1940 Rival Sublime, também baseado em uma história de Ralph Block, Frederick Kohner e Jane Hall, e estrelado por Deanna Durbin, Kay Francis e Walter Pidgeon.

Este filme marca o último trabalho da atriz Ann Sothern com a MGM, encerrando um contrato que começou em 1929. Também é o último filme de Carmen Miranda, que havia assinado com a Metro-Goldwyn-Mayer em 1948 para uma participação em O Príncipe Encantado.[5]

O filme é dirigido por Robert Z. Leonard e produzido por Joe Pasternak, a partir de um roteiro escrito por Sidney Sheldon, baseado em uma história de Ralph Block, Frederick Kohner e Jane Hall. A direção musical é de George Stoll e conta com composições de Ira Gershwin, Giacomo Puccini, Jack Norworth e do próprio Stoll.[6]

Números musicais

Lançamento

O filme teve sua estreia em 10 de março de 1950, no Loew's State Theatre em Nova York, e foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 6 de abril do mesmo ano.[7]

Recepção da crítica

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Perspectiva
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Capa da Revista do Rádio com Carmen Miranda sobre a estreia do filme Nancy Goes to Rio.

A crítica de Bosley Crowther para Nancy Goes to Rio aponta que a MGM tenta moldar Jane Powell como uma jovem estrela semelhante à Deanna Durbin, colocando-a sob a produção de Joe Pasternak e em um roteiro reminiscente de filmes de Durbin. Crowther descreve o filme como um remake fraco de It's a Date (1940). Ele critica a trama como trivial e sem força, apesar de algumas músicas agradáveis e performances carismáticas, especialmente de Powell, Ann Sothern e Louis Calhern. O filme é elogiado por números musicais como "Shine On, Harvest Moon", mas é considerado datado e sem grande substância. Crowther também menciona um mal-entendido no enredo que adiciona um humor forçado, e aponta que Powell, apesar de talentosa, está aquém de seu potencial neste tipo de filme.[8]

A crítica da Variety descreve-o como um musical leve e brilhante, com todas as qualidades típicas do gênero, criando um espetáculo vibrante. O diretor Robert Z. Leonard é elogiado por manter o ritmo do filme dinâmico e evitar momentos pesados, garantindo que a história permaneça escapista. A coreografia de Nick Castle também é destacada por adicionar valor visual à produção.[9]

O St. Petersburg Times elogiou Nancy Goes to Rio, destacando suas "alegres canções, trajes harmoniosos, risos em abundância e belas paisagens", tornando-o um filme "totalmente agradável". No entanto, a crítica observou que o uso do Technicolor não favoreceu Ann Sothern, fazendo-a parecer mais velha, nem Carmen Miranda, que perdeu um pouco de seu charme. Por outro lado, o Technicolor beneficiou Louis Calhern, que não era jovem, e também Jane Powell, que apareceu bem na tela.[10]

Dave Kehr, do Chicago Reader, considera Nancy Goes to Rio uma ideia interessante para um musical da MGM, com a dinâmica de mãe e filha garimpeiras, mas aponta que a direção de Robert Z. Leonard deixa o filme sem graça. Ele menciona o elenco, que inclui Ann Sothern, Jane Powell, Barry Sullivan, Carmen Miranda (cujo tempo de carreira estava se esgotando) e Louis Calhern. Kehr também observa que o roteirista Sidney Sheldon é o responsável por esse filme, que ele descreve como o "outro lado da meia-noite" de 1950, sugerindo que o filme carece de impacto.[11]

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Referências

  1. Bianca Freire-Medeiros. «O Rio de Janeiro que Hollywood inventou». Consultado em 25 de abril de 2015
  2. Rubens Ewald Filho. «Romance Carioca (1950)». Uol. Consultado em 25 de abril de 2015
  3. ASSIS ÂNGELO (15 de dezembro de 2003). «O rei do baião recebe nota máxima na universidade». anovademocracia.com.br/. Consultado em 25 de abril de 2015
  4. «Sinopse: 'Nancy Goes to Rio'». Inter Filmes. Consultado em 30 de maio de 2014
  5. «Review: 'Nancy Goes to Rio'». Variety. Consultado em 11 de Março de 2014
  6. Dave Kehr (16 de março de 1950). «MOVIE REVIEW Laughs Aplenty, Gay Music in Nancy Goes to Rio». Consultado em 28 de setembro de 2015
  7. Dave Kehr. «Film Search: 'Nancy Goes to Rio'». Chicago Reader. Consultado em 11 de Março de 2014
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Ligações externas

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