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Arlindo Vicente

pintor português (1906-1977) Da Wikipédia, a enciclopédia livre

Arlindo Vicente
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Arlindo Augusto Pires Vicente (Troviscal, Oliveira do Bairro, 5 de março de 1906Pena, Lisboa, 24 de novembro de 1977) foi um advogado e pintor português. Personalidade multifacetada, advogado, pintor autodidata, militante antifascista e declarado opositor ao Regime do Estado Novo, Arlindo Vicente destaca-se de modo particular no panorama político e cultural português entre as décadas de 1930 e 1950. Pertence à segunda geração de pintores modernistas portugueses.[1][2]

Factos rápidos Nascimento, Morte ...
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Biografia

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Perspectiva

Nasceu no dia 5 de Março de 1906, no concelho de Oliveira do Bairro no Troviscal. Era filho de Manuel António dos Santos Vicente, também natural de Troviscal, e Amélia da Silva Pires, natural de Anadia (freguesia de Vilarinho).[3][4][5]

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Retrato de João Gaspar Simões, carvão sobre papel, 62,5 x 50 cm

Frequenta o ensino secundário em Aveiro. Em 1926 matricula-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, curso que abandona. Frequenta o curso de Direito na Universidade de Lisboa, terminando essa licenciatura em Coimbra (1932).[6]

Embora sem formação específica na área, irá dedicar-se ao campo das artes, sendo autor de uma obra significativa de desenho e pintura. Em 1927 participa na organização do 1.º Salão de Arte dos Estudantes da Universidade de Coimbra. Participa no 1º e no 2º Salão dos Independentes (SNBA, Lisboa, 1930 e 1931), na Exposição dos Artistas Modernos Independentes (Casa Quintão, Chiado, Lisboa, 1936), em quase todas as Exposições Gerais de Artes Plásticas (exceto 1954 e 1955), ou em Salões da Sociedade Nacional de Belas Artes (onde desempenha cargos diretivos). Colabora nas revistas Presença, Bandarra e Acção.[7][8]

A 26 de dezembro de 1929, casou em Anadia com Adélia Marques Araújo.[3]

A sua oposição ao regime do Estado Novo coloca-o desde cedo em rota de colisão com o poder político. Ao longo das décadas de 1930 e 1940 dedica-se quase em exclusivo à advocacia, destacando-se na defesa de vários democratas e antifascistas perante os tribunais da ditadura. No período de maior dinamismo do Movimento de Unidade Democrática (MUD), Arlindo Vicente participa na luta antifascista; contribui ativamente para a candidatura do professor Ruy Luís Gomes à Presidência da República (1951). Em 1957, integra a lista da Oposição Democrática à Assembleia Nacional e, em 1958, disputa a campanha nas eleições para a Presidência da República, desistindo da candidatura a favor de Humberto Delgado. Em 1961 é detido sob acusação de atos subversivos, sendo condenado a 20 meses de prisão correcional e 5 anos de inibição de direitos políticos.[6][8]

Em 1970, Arlindo Vicente decide trocar a advocacia pela pintura e, nesse mesmo ano, realiza a primeira exposição individual na SNBA; quatro anos mais tarde ali volta a expor 70 obras.[6]

Morreu a 24 de novembro de 1977, vítima de insuficiência coronária aguda, na freguesia da Pena, em Lisboa. Foi sepultado no Cemitério dos Prazeres.[9]

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Reconhecimento

A 24 de setembro de 1983, foi agraciado, a título póstumo, com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.[10]

Encontra-se representado com a obra "Os Ciganos" (1974),no Museu da Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, em Águeda. [11]

Referências

  1. França, José Augusto - A Arte em Portugal no Século XX: 1911-1961 [1974]. Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 317
  2. Santos, Miguel Dias (2006). Arlindo Vicente e o Estado Novo: história, cultura e política. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra
  3. «Livro de registo de batismos da paróquia de Troviscal - Oliveira do Bairro (1906)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Aveiro. p. 8v e 9, assento 18
  4. «Aveiro e Cultura: Arlindo Vicente - Vida e obra». ww3.aeje.pt. Consultado em 25 de fevereiro de 2022
  5. «Arlindo Augusto Pires Vicente | Memorial 2019». memorial2019.org. Consultado em 25 de fevereiro de 2022
  6. Gaspar Albino. «Arlindo Vicente». Consultado em 18 de agosto de 2013
  7. França, José Augusto - A Arte em Portugal no Século XX: 1911-1961 [1974]. Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 99, 196, 199, 213, 219, 317, 365, 579
  8. Jornal Avante!. «Arlindo Vicente». Consultado em 18 de agosto de 2013
  9. «Livro de registo de óbitos da 8.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1977-11-15 - 1977-12-02)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 2329v, assento 4656
  10. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Arlindo Vicente". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 9 de julho de 2019
  11. «Os Ciganos - Arlindo Vicente». Google Arts & Culture. Consultado em 25 de fevereiro de 2022
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