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Eixo Rodoviário de Brasília
via bastante reta em torno da qual se distribuem órgãos governamentais e culturais, o Eixo Rodoviário tem forma de arco e tem em seu perímetro quadras residenciais da Asa Norte e da Asa Sul Da Wikipédia, a enciclopédia livre
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O Eixo Rodoviário de Brasília (DF-002), mais conhecido pela alcunha informal de Eixão, é uma longa avenida que fica no Plano Piloto de Brasília, a capital do Brasil. Foi inaugurada com a cidade, no dia 21 de abril de 1960. Estende-se por cerca de treze quilômetros, ligando a Ponte do Bragueto, no norte do Plano Piloto, a Estrada Parque Aeroporto (EPAR ou DF-047), ao sul, já próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília.
O Eixo Rodoviário foi criado por Lúcio Costa em seu projeto para o Plano Piloto, e é um dos dois grandes eixos da proposta de Lúcio, sendo o Eixo Monumental, o outro - enquanto o Monumental segue no sentido leste-oeste, o Rodoviário segue no sentido norte-sul. No primeiro esboço, ele era reto também, perpendicular ao Eixo Monumental, porém Lúcio o torna arqueado para se adaptar melhor ao terreno. Os dois eixos se cruzam na Rodoviária do Plano Piloto, que por isso é considerada o local do Marco Zero de Brasília. Em torno do Eixo Rodoviário ficam a Asa Norte e a Asa Sul - o eixo forma "as asas do avião" conforme a errônea crença popular que a cidade teria sido projetada com esse formato.
Conforme o planejado, a avenida reúne tem em seu perímetro quadras residenciais da Asa Norte e da Asa Sul. É uma das principais vias de Brasília.
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História
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O Eixo Rodoviário surge junto como a proposta urbanística de Lúcio Costa para o Plano Piloto, entregue a comissão do Concurso do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil em 1957. No famoso relatório justificativo de Lúcio, ele descreve como chegou ao desenho: no item 1, ele faz uma cruz, segundo ele, um "gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse". Nos itens seguintes, ele curva um dos eixos e atribui a esse eixo curvado uma função circulatória, com vias centrais de velocidade e vias marginais - que ficaram conhecidos como eixinhos - a esta para tráfego local, com essa região ficando com a maior parte das habitações: nascia ali tanto o Eixo Rodoviário quanto as Asas Norte e Sul.
O relatório também descreve outras características como o trânsito livre de cruzamentos, as passagens para pedestres e as superquadras, ladeadas por vegetação, com fácil acesso ao eixo e as suas vias paralelas. No item 22, ele estabelece a divisão da cidade em norte e sul a partir do Eixo Monumental, o que nomeará as vias paralelas norte-sul com N e S e as quadras. As vias paralelas ao Eixo Rodoviário acabaram seguindo uma lógica parecida, recebendo um L ou W (de leste e west, oeste em inglês) conforme a posição e o afastamento do Eixão.[2][3]
O Eixo Rodoviário foi inaugurado junto com a cidade em 21 de abril de 1960, recebendo alguns eventos no três dias de celebrações, como a corrida inaugural no dia 23.[4][5]
Por ser acesso ao Aeroporto Internacional de Brasília, eventos que envolvam a chegada, como em casos de eventos esportivos, tem seus desfiles passando pelo Eixão Sul.[6]
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Características
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O Eixo Rodoviário é uma via de sete faixas, com três em cada sentido e uma, no meio delas, que não é usada como via e é conhecida como "faixa presidencial".[7] Como previsto em projeto, não há cruzamentos diretos, com todas as rodovias que a cruzam passando sob a via. A Rodoviária do Plano Piloto, onde o Eixo Monumental passa sob o Eixão, divide a via em duas partes, o Eixão Norte e o Eixão Sul, que correspondem a área da via nos bairros Asa Norte e Asa Sul, respectivamente. Mais de oitenta mil veículos circulavam todos os dias em 2011, e em 2020, já eram mais de 120 mil.[8][9]
A via começa em dois Trevos de Triagem: o Trevo de Triagem Norte, vindo da Ponte do Bragueto e da Estrada Parque Torto (EPTT ou DF-007), é o limite norte da via, e ao sul, ela parte do Trevo de Triagem Sul, onde encontra a Estrada Parque Aeroporto (EPAR ou DF-047). A velocidade máxima é de oitenta quilômetros por hora, com uma parte com redução próximo a Rodoviária, e caminhões são proibidos.[10]
Faixa presidencial
A faixa central do Eixão não é usada para o trânsito, servindo apenas para dividir as seis faixas nos dois sentidos. É conhecida como faixa presidencial pois estaria livre sob a justificativa de ter sido usada por comboios oficiais como o do Presidente do Brasil, visto que o Eixão é caminho entre a Residência Oficial da Granja do Torto e o Palácio do Planalto, nos primeiros anos da cidade.
Entretanto, moradores antigos afirmam que o trânsito no Eixo Rodoviário era tranquilo nos primeiros anos, não havendo necessidade disso, levando a crer que a a história não é verdadeira, apesar do nome ter ficado. Segundo o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), trata-se apenas de uma faixa de separação - apesar de que, de fato, ela pode ser usada por veículos oficiais e ambulâncias. Propostas para tornar a faixa presidencial um canteiro central, que tornaria a passagem de pedestres mais segura, já aconteceram, mas devido ao tombamento da cidade, não vão pra frente.[8][7]
Passagens subterrâneas
Como o tráfego de veículos no Eixo Rodoviário é intenso, existem passagens subterrâneas para que os pedestres atravessem. Essas passagens não são completamente fechadas, parte delas é a céu aberto.
16 passagens subterrâneas estão distribuídas a cada duas quadras no Plano Piloto de Brasilia, 8 na Asa Norte e 8 na Asa Sul. Algumas passagens já sofreram vandalismo e estão recebendo melhorias na iluminação.[11]
Não é incomum que as pessoas resolvam, ao invés de usar as passagens, atravessar as sete faixas do Eixão por cima, já que há uma sensação de insegurança ao utilizar essas passagens.[12] Já aconteceram propostas para tornar a faixa presidencial um canteiro central para os transeuntes.[7]
Conservação
A via teve sua última manutenção rotineira, com recuperação do asfalto e da sinalização e restauro da faixa presidencial, feita em 2020.[13]
Um desabamento de um dos viadutos do Eixão, perto da Galeria dos Estados, aconteceu em 2018, e trouxe a tona os problemas estruturais de vários viadutos similares do Eixo Rodoviário.[14] O trecho da rodoviária e passagens de pedestre estão entre os locais críticos.[15]

Eixão do Lazer
Considerado como um dos maiores lazeres de várias gerações de brasilienses, o Eixão fecha para os carros aos domingos desde junho de 1991, se tornando um lar para os apreciadores de caminhadas e patins, ciclistas, skatistas e outros pedestres.[8]
O Eixão fica fechado aos domingos e feriados, das 6h às 18h.[16]
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Metrô
O gramado oeste do Eixão Sul foi usado para a passagem dos túneis do Metrô do Distrito Federal. A Asa Sul é a única parte do Plano Piloto plenamente servida pelo Metrô, que percorre toda a extensão do Eixo Rodoviário no bairro, indo até a Estação Central, próxima a Rodoviária do Plano Piloto. Além da Central, sete estações ficam no Eixão Sul e outra está em planejamento. O plano de expansão do Metrô inclui a chegada de linhas e instalações de estações na Asa Norte, seguindo o caminho do Eixão.[10][17]
Cultura popular
Uma música do Legião Urbana, banda brasileira de rock que surgiu na cidade, se chama Travessia do Eixão. A música, cuja letra parodia uma oração, fala sobre o perigo da travessia da via, rumo a "casa da Noélia" - Noélia Ribeiro era a então namorada de Nicolas Behr, e os dois andavam com Renato Russo e seus amigos. Nicolas fez um poema para a namorada, do qual foi baseada a música, que o vocalista da Legião usava para aquecer o vocal antes dos shows. Ele acabou gravando a música quando procurava uma canção que representasse Brasília, e os amigos sugeriram essa, já que ele já cantava com frequência. A gravação acabou sendo incluída no último álbum da banda, Uma Outra Estação, lançado após a morte de Renato.[18]
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Referências
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