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Gazeta do Povo
jornal brasileiro Da Wikipédia, a enciclopédia livre
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A Gazeta do Povo é um jornal semanal com sede em Curitiba, no estado do Paraná. O periódico deixou de circular diariamente no formato impresso em 2017, mantendo suas notícias diárias no formato digital. É considerado o maior e mais antigo jornal no estado, sendo publicado pela Editora Gazeta do Povo S.A., pertencente ao Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM).

Segundo o jornal The Intercept, a partir de uma abrupta guinada de posição política, iniciada em 2015, Gazeta do Povo teria se tornado um veículo do conservadorismo brasileiro.[2]
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História
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Perspectiva
Foi fundado em 3 de fevereiro de 1919[3] pelo paraibano Benjamin Lins e o alagoano Oscar Joseph de Plácido e Silva, quando a sua primeira edição foi as ruas da cidade de Curitiba e região. Em 1962, o jornal foi comprado pelos sócios Francisco Cunha Pereira Filho e Edmundo Lemanski, transformando o periódico numa das principais empresas do Grupo Paranaense de Comunicação.[4]
Em 1 de dezembro de 2015, houve a primeira transformação física do periódico, quando anteriormente era impresso no formato Standard. Nesta data passou a ser vendido no formato Berliner com no máximo 48 páginas, reduzindo assim conteúdo e cadernos, e os suplementos eram oferecidos em separado na forma de revistas. Aos finais de semana, o jornal era impresso numa edição única com 88 páginas.[5]
Em 1° de junho de 2017,[6] ocorreu nova transformação editorial e física do jornal, quando passou a ser impresso e vendido no formato revista com a circulação semanal, ou seja, no dia 31 de maio deste ano, foi a última edição no formato jornal e de circulação diária.[7] Desta maneira, o grupo GRPCOM, dono do periódico, centralizou esforços na produção diária de informação e no consumo de conteúdo nos meios digitais, como no portal de notícias na internet e em dispositivos móveis.[8] Em 3 de setembro de 2020 foi anunciado que a edição semanal também seria interrompida, dando lugar a uma publicação mensal.[9][10]
Segundo o Coletivo Bereia, a Gazeta do Povo teria veiculado diversos conteúdos desinformativos. De todas as 418 checagens realizadas pelo coletivo de 2019 a 2023, 33 (mais de 7%) se deram contra o jornal.[11]
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Controvérsias
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"Monitor da Doutrinação"
Em 2017, o portal criou o "Monitor da Doutrinação", que incentivava leitores a enviarem vídeos em que professores supostamente aparecem "doutrinando" alunos com "ideias de esquerda". O monitor durou quatro dias, sendo retirado do ar devido a fortes protestos de diversos profissionais.[2] Em análise sobre a criação do portal e rumo em que o jornal tomou, o Departamento de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), ao também observar a tentativa de censura com o lançamento do "Monitor da Doutrinação", publicou:
"Ao implantar um monitor dessa natureza, demonstra a que ponto o jornal chegou para expor suas posições políticas e editoriais retrógradas, remissivas à vigilância e à perseguição política que se incrustam em várias práticas institucionais do estado e do país. Além da gravidade política dessa iniciativa, a prática revela que há muito esse jornal abdicou do jornalismo. A Gazeta do Povo, que já teve reportagens e repórteres entre os melhores do país, hoje é um arremedo de jornal. Impresso semanalmente, com veiculação digital, aposta majoritariamente na política de "caça cliques", com textos sensacionalistas, hospedagens de muitos blogues conservadores e editoriais reacionários. Demitiu grande parte de seus jornalistas para novas contratações, sob a forma precarizada. Fechou parque gráfico e redação, já reduzida nos últimos meses. A empresa está na contramão de todas as iniciativas de jornalismo que hoje alcançam sucesso no mundo. Isso acontece porque a Gazeta do Povo acabou com seu principal produto: o jornalismo crítico, de qualidade e com credibilidade."[12]
Inclusão errônea em CPMI
Em junho de 2020, foi incluído pela CPMI das Fake News como veículo de notícias falsas,[13] mas logo a seguir, foi removido da lista dos 47 supostos propagadores de notícias falsas que a comissão parlamentar elaborou, quando reconhecido um equívoco por parte de consultores parlamentares.[14]
Postagem do Twitter removida por ordem da justiça
Durante a eleição presidencial no Brasil em 2022, acatando a pedido do Partido dos Trabalhadores (PT), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigiu que uma postagem no Twitter do jornal fosse removida, sob a justificativa de conter "informação evidentemente inverídica e prejudicial à honra e à imagem de candidato ao cargo de presidente da República nas eleições 2022". A postagem tratava de suposto apoio do candidato Luiz Inácio Lula da Silva ao ditador nicaraguense Daniel Ortega.[15] A decisão foi criticada pela Associação Nacional de Jornais e outras entidades.[16]
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Prêmios
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Esso
Em 2004 ganhou o Esso Regional Sul, concedido na Mauri König e Franco Iacomini, pela reportagem "Devorados pela Miséria".[17] Na noite de 17 de novembro de 2010, os jornalistas Katia Brembatti, Karlos Kohlbach, James Alberti e Gabriel Tabatcheik, da equipe de redação da G.P. receberam o Prêmio Esso de Jornalismo 2010 pelo trabalho "Diários Secretos", prêmio esse, inédito no jornalismo paranaense.[18]
Prêmio Vladimir Herzog
- Prêmio Vladimir Herzog de Arte
- Prêmio Vladimir Herzog de Fotografia
- Menção Honrosa por Fotografia
- Outros
A matéria intitulada "Império das Cinzas", produzida pelos jornalistas Mauri König, Diego Antonelli e Albari Rosa e publicada em março de 2014, foi finalista, em 2015, do prêmio "Global Shining Light Award".[22] O prêmio é organizado pela Global Investigative Journalism Network, uma associação de 118 organizações não governamentais (ONGs), de 54 países.[23] Em 2016, ganhou o prêmio de Liberdade de Imprensa da Associação Nacional de Jornais (ANJ).[24]
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Referências
- Nordestino de Raiz Jornal Gazeta do Povo - edição comemorativa de n° 30.000 - acessado em 8 de dezembro de 2012
- de 2018, Rafael Moro MartinsRafael Moro Martins10 de Dezembro; 2h07. «A guinada à direita da Gazeta do Povo». The Intercept Brasil. Consultado em 27 de abril de 2021
- «O papel do jornal». Jornal Gazeta do Povo (edição comemorativa de n° 30.000). Consultado em 8 de dezembro de 2012. Arquivado do original em 3 de dezembro de 2013
- Vai uma Crush? Jornal Gazeta do Povo - edição comemorativa de n° 30.000 - acessado em 8 de dezembro de 2012
- Gazeta do Povo muda formato do jornal e unifica edições do fim de semana Portal da Imprensa - acessado em 23 de novembro de 2016
- Gazeta do Povo encerra diário e foca em mobile Portal Meio & Mensagem - acessado em 19 de junho de 2017
- Gazeta do Povo circula seu último jornal diário impresso Portal Meio & Mensagem - acessado em 19 de junho de 2017
- Parem as máquinas! A Gazeta do Povo virará só digital - Curitiba será a primeira grande capital a não ter nas bancas um diário com mais de 100 000 leitores semanais Revista Veja - acessado em 19 de junho de 2017
- Gazeta do Povo, principal jornal do Paraná, encerra edição impressa semanal Portal O Globo - Epoca - Guilherme Amado - acessado em 26 de agosto de 2022
- Gazeta do Povo anuncia suspensão dos jornais impressos PODER360 - acessado em 26 de agosto de 2022
- Reis, Rafaely Camilo e Daniel (22 de setembro de 2023). «Deltan Dallagnol compartilha informações imprecisas a respeito do orçamento público no combate à criminalidade -». Coletivo Bereia. Consultado em 11 de dezembro de 2023.
No entanto, o jornal continua sendo fonte de muito conteúdo desinformativo, conforme os dados de agências e projetos de checagem, entre eles o próprio Bereia. [...]
- «Jornalismo UEPG denuncia instrumento de censura da Gazeta do Povo». Universidade Estadual de Ponta Grossa. Consultado em 17 de maio de 2025. Cópia arquivada em 15 de abril de 2025
- «CPMI inclui centenário Gazeta do Povo (PR) como fake news; jornal repudia». noticias.uol.com.br. Consultado em 26 de fevereiro de 2021
- «CPI admite erro e tira jornal de lista de "fake news"». Jornal O Estado de S. Paulo. Consultado em 26 de fevereiro de 2021
- Patriolino, Luana (4 de outubro de 2022). «TSE ordena remoção de fake news que ligam Lula à perseguição religiosa». Política. Consultado em 8 de outubro de 2022
- Sestrem, Gabriel. «Entidades democráticas se posicionam contra censura do TSE à Gazeta do Povo». Gazeta do Povo. Consultado em 31 de julho de 2024
- «Prêmio Esso de Jornalismo 2004». Prêmio Esso. Consultado em 24 de março de 2020. Arquivado do original em 11 de agosto de 2010
- Reportagem da 'Gazeta do Povo' vence Prêmio Esso 2010 Estadão de 19 de novembro de 2010
- IVH Julio (29 de outubro de 2014). «36º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos». Vladimir Herzog. Consultado em 1 de abril de 2020. Cópia arquivada em 1 de abril de 2020
- «Vencedores do 40º Prêmio Vladimir Herzog». Prêmio Vladimir Herzog. Consultado em 28 de março de 2020. Cópia arquivada em 28 de março de 2020
- Redação (22 de outubro de 2002). «Conheça os vencedores do Prêmio Vladimir Herzog 2004». Portal Imprensa. Consultado em 1 de maio de 2020. Cópia arquivada em 3 de abril de 2020
- «Gazeta do Povo é finalista do Prêmio ExxonMobil e do Global Shining Light Award». Associação Nacional de Jornais. Outubro de 2015. Consultado em 31 de julho de 2024 [ligação inativa]
- «Série ‘Império das Cinzas’, da Gazeta, ganha prêmio internacional». Gazeta do Povo. 11 de outubro de 2015. Consultado em 31 de julho de 2024
- «'Gazeta do Povo' ganha Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa». G1. Jornal Nacional. 28 de setembro de 2016. Consultado em 1 de julho de 2019
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