Top Qs
Linha do tempo
Chat
Contexto
Grande Prêmio da Suíça de 1982
Da Wikipédia, a enciclopédia livre
Remove ads
Resultados do Grande Prêmio da Suíça de Fórmula 1 realizado em Dijon-Prenois em 29 de agosto de 1982.[2] Décima quarta etapa do campeonato, nele Keke Rosberg, da Williams-Ford, tornou-se o primeiro finlandês a vencer na categoria. Em segundo lugar chegou Alain Prost, da Renault, e em terceiro Niki Lauda, da McLaren-Ford.[3][4]
Remove ads
Resumo
Resumir
Perspectiva
Calvário ferrarista
Durante as quatro primeiras provas do campeonato a Ferrari contou com os serviços de Gilles Villeneuve e Didier Pironi e a potência dos motores turbo, combinação capaz de levá-la à conquista de novos títulos, no entanto foi somente com a dobradinha no Grande Prêmio de San Marino que o time italiano chegou às melhores posições na tabela. Infelizmente a vitória de Pironi sobre Villeneuve naquela ocasião estabeleceu um ambiente de cizânia entre os pilotos[5] e com a morte do canadense nos treinos para a corrida na Bélgica[6] a equipe não correu em Zolder por respeito à memória de seu piloto. Enfraquecida, a Casa de Maranello correu apenas com Didier Pironi nas três provas seguintes até a estreia de Patrick Tambay nos Países Baixos, sob uma vitória de Pironi.
Mesmo vencido pela McLaren-Ford de Niki Lauda no Grande Prêmio da Grã-Bretanha,[7] o time do comendador Enzo Ferrari subiu ao pódio com seus dois pilotos e viu Pironi chegar à liderança do mundial com 35 pontos. Novamente candidatos ao título, piloto e equipe não foram capazes de impedir a dobradinha da Renault com René Arnoux e Alain Prost na França, mas como Pironi foi o terceiro sua pontuação subiu para 39 pontos e a Ferrari chegou à vice-liderança entre os construtores, graças também ao quarto lugar de Patrick Tambay, com 52 pontos ante 54 da McLaren.[8]
Pole position no treino oficial do Grande Prêmio da Alemanha, Didier Pironi ignorou o temporal que caía em Hockenheim e voltou à pista a fim de testar os pneus e as condições de seu bólido sob chuva, mas não percebeu que Alain Prost diminuiu a velocidade na curva de acesso à reta de chegada e bateu na Renault a 240km/h, sofreu múltiplas fraturas nos membros anteriores e encerrou sua carreira.[9] Embora a Ferrari tenha aumentado sua vantagem no mundial de construtores após a vitória de Patrick Tambay,[10] não há mais chances de título no mundial de pilotos restando quatro etapas para o fim da temporada. Aliás, Tambay têm sido o único piloto da Ferrari no grid desde então, mas não correrá em Dijon-Prenois devido às fortes dores causadas por uma hérnia de disco.
As más condições físicas de Patrick Tambay levaram a Ferrari a conceber uma "solução enviesada" para levá-lo à pista na sexta-feira: acorrentou seu piloto ao cockpit a partir do capacete de modo a evitar que as trepidações agravassem a saúde do enfermo corredor francês, ideia malsucedida e logo descartada.[11] E assim a Ferrari não participou de uma corrida válida pelo mundial de Fórmula 1 pela terceira vez em sua história, a exemplo do ocorrido no Grande Prêmio da França de 1950 e no Grande Prêmio da Bélgica de 1982.[nota 1]
Suíça à francesa
Em 1954 o argentino Juan Manuel Fangio sagrou-se bicampeão mundial ao vencer o Grande Prêmio da Suíça com uma Mercedes no Circuito de Bremgarten,[12] contudo a relação da Fórmula 1 com o país chegou ao fim quando o governo suíço proibiu o automobilismo em seu território por causa do Desastre de Le Mans em 1955 onde morreram o ploto Pierre Levegh, 83 espectadores e outros 120 ficaram feridos.[13] Desde então a Suíça emprestou seu nome a um Grande Prêmio extraoficial disputado em Dijon-Prenois, França, em 24 de agosto de 1975 com vitória de Clay Regazzoni, ídolo local e então piloto da Ferrari, após 60 voltas.[14]
Renault à frente nos treinos
Nos treinos de sexta-feira a Renault marcou os melhores tempos com Alain Prost adiante de René Arnoux restando aos rivais o consolo de brigar pelas posições a partir da segunda fila no dia seguinte numa luta proveitosa para Riccardo Patrese, que subiu da quarta para a terceira posição com seu Brabham-BMW.[15] Definida a matemática dos treinos, resta saber como ficará a disputa pelo título após a corrida em Dijon-Prenois e explica-se: com Didier Pironi fora de combate num hospital em Paris, seus 39 pontos estão na mira de pelo menos dez concorrentes, a começar por Keke Rosberg, vice-líder da competição com 33 pontos.[16][nota 2]
Primeira vitória finlandesa
Na largada o primeiro lugar foi assumido por René Arnoux até que Alain Prost o superasse na segunda volta. Logo atrás, Nelson Piquet chegou a andar em terceiro, entretanto perdeu estabilidade na quinta volta quando estava no vácuo de Arnoux e quase saiu da pista na curva La Bretelle, mas na décima volta o brasileiro ultrapassou seu adversário em pleno retão ficando a sete segundos de Prost numa diferença circunstancialmente alterada por retardatários. O avanço de Piquet foi interrompido por sua necessidade de trocar pneus e reabastecer, o que o fez cair para o quinto lugar atrás de Prost, Arnoux, Rosberg e Lauda. O duelo particular entre os carros amarelos da Renault chegou ao fim quando Arnoux trocou os pneus na septuagésima quarta volta. De volta à pista em quarto lugar, parou no giro seguinte quando a injeção de combustível de seu carro falhou.[17]
Enquanto isso Keke Rosberg encerrou o duelo de algumas voltas contra o retardatário Andrea de Cesaris, fato que retardou o ataque do finlandês à McLaren-Ford de Niki Lauda, fato consumado graças ao melhor rendimento da Williams nos trechos velozes de Dijon-Prenois.[17] Sem adversários à sua frente, Rosberg acelerou tudo o que podia saiu à caça de Prost cujo bólido perdia rendimento mediante um desgaste acentuado do pneu traseiro direito.[4] Keke Rosberg executou duas tentativas de ultrapassagem, mas estas foram frustradas pela força do motor Renault nas retas. Temendo pela derrota de seu compatriota a três voltas para o fim da corrida, o diretor de prova encaminhou-se para a linha de chegada a fim de encerrar o grande prêmio antes do previsto. Cientes do risco que corriam, integrantes da Williams confrontaram a direção de prova e provocaram um tumulto. Enquanto isso Rosberg ultrapassou o rival na penúltima volta e garantiu a primeira vitória de sua carreira, impedindo uma nova marmelada nos moldes do Grande Prêmio da França de 1981, quando Alain Prost foi acintosamente favorecido pela cartolagem.[3][18]
Autor da primeira vitória finlandesa na categoria, Keke Rosberg subiu ao pódio junto a Alain Prost e Niki Lauda enquanto Nelson Piquet e Riccardo Patrese (dupla da Brabham) veio a seguir com Elio de Angelis fechando a zona de pontuação. Tais resultados mudaram mais uma vez a liderança do campeonato: Alain Prost ponteou durante as seis primeiras etapas até que a vitória no Grande Prêmio de Detroit entregou o primeiro lugar a John Watson, mas o segundo posto de Didier Pironi no Grande Prêmio da Grã-Bretanha colocou o francês da Ferrari no topo da tabela, posição agora destinada a Keke Rosberg que soma 42 pontos. Daqui em diante somente quatro pilotos têm chances de título, embora o favoritismo de Rosberg sobre Prost, Watson e Lauda deva ser ressaltado.[17]
Única vitória da Williams no campeonato e primeiro triunfo da equipe desde Alan Jones no Grande Prêmio de Caesars Palace de 1981.
Remove ads
Classificação da prova
Treinos oficiais
Corrida
Remove ads
Tabela do campeonato após a corrida
Notas
- No caso da referida etapa francesa, Peter Whitehead foi o terceiro colocado com uma Ferrari particular enquanto Alberto Ascari e Luigi Villoresi, pilotos da equipe italiana, não participaram daquela corrida.
- Após o Grande Prêmio da Áustria a lista de candidatos ao título de 1982 incluía também: John Watson (30 pontos), Niki Lauda (26 pontos), Alain Prost (25 pontos), Elio de Angelis (22 pontos), o trio Patrick Tambay, René Arnoux e Riccado Patrese (19 pontos) e Nelson Piquet (17 pontos).
- Voltas na liderança: René Arnoux 1 volta (1); Alain Prost 77 voltas (2-78); Keke Rosberg 2 voltas (79-80).
Remove ads
Wikiwand - on
Seamless Wikipedia browsing. On steroids.
Remove ads