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Helena Kolody
poetisa brasileira Da Wikipédia, a enciclopédia livre
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Helena Kolody (União da Vitória,[nota 1] 12 de outubro de 1912 – Curitiba, 15 de fevereiro de 2004) foi uma poeta brasileira.[1][2]
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Biografia
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Perspectiva
Seus pais, Miguel e Vitória Kolody, foram imigrantes ucranianos que se conheceram no Brasil. Nascida em União da Vitória, Helena passou parte da infância até 1920 em Três Barras e até 1922 na cidade de Rio Negro, onde fez o curso primário. Estudou piano, pintura e, aos doze anos, fez seus primeiros versos.[3][4][5]
Seu primeiro poema publicado foi A Lágrima, aos 16 anos de idade, e a divulgação de seus trabalhos, na época, era através da revista Marinha, de Paranaguá.[4]
Aos 20 anos, Helena iniciou a carreira de professora do ensino médio e inspetora de escola pública. Lecionou no Instituto de Educação de Curitiba por 23 anos. Helena Kolody, segundo o que consta em seu livro Viagem no Espelho, foi professora da "Escola de Professores" da cidade de Jacarezinho, onde lecionou por vários anos.[3] Também lecionou em Ponta Grossa, administrando aulas de metodologia e biologia.[4]
Seu primeiro livro, publicado em 1941, foi Paisagem Interior, dedicado a seu pai, Miguel Kolody, que faleceu dois meses antes da publicação.[4]
Helena se tornou uma das poetisas mais importantes do Paraná, e praticava principalmente o haicai,[3] que é uma forma poética de origem japonesa, cuja característica é a concisão, ou seja, a arte de dizer o máximo com o mínimo. Foi a primeira mulher a publicar haicais no Brasil, em 1941. Em 1993. foi homenageada pela comunidade nipônica brasileira com o nome de haicaísta.[6][7]
Morreu aos 91 anos, vítima de problemas cardíacos. Está enterrada no Cemitério Municipal de Paraná.[8]
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Obras
- Paisagem Interior (1949)[4]
- Música Submersa (1945)
- A Sombra no Rio (1951)
- Poesias Completas (1962)
- Vida Breve (1965)
- Era Espacial e Trilha Sonora (1966)
- Antologia Poética (1967)
- Tempo (1970)
- Correnteza (1977, seleção de poemas publicados até esta data)
- Infinito Presente (1980)
- Poesias Escolhidas (1983, traduções de seus poemas para o ucraniano)
- Sempre Palavra (1985)
- Poesia Mínima (1986)
- Viagem no Espelho (1995, reunião de vários livros já publicados)
- Ontem, Agora (1991)
- Reika (1993)[7]
- Sempre Poesia (1994, antologia poética)
- Caixinha de Música (1996)
- Luz Infinita (1997, edição bilíngüe).
- Sinfonia da Vida (1997, antologia poética com depoimentos da poetisa)
- Helena Kolody por Helena Kolody (1997, CD gravado para a coleção Poesia Falada)
- Poemas do Amor Impossível (2002, antologia poética)
- Memórias de Nhá Mariquinha (2007, obra em prosa)
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Prêmios e homenagens
- 1985 - Recebe o "Diploma de Mérito Literário da Prefeitura de Curitiba".
- 1987 - Recebe o título de "Cidadã Honorária de Curitiba".
- 1988 - Criação do "Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody", realizado anualmente pela Secretaria da Cultura do Paraná, em sua homenagem.[5]
- 1989 - Gravação e publicação de seu depoimento para o Museu da Imagem e do Som do Paraná.
- 1991 - Eleita para a Academia Paranaense de Letras.
- 1992 - O filme A Babel de Luz, do cineasta Sylvio Back, homenageia os 80 anos da poetisa, tendo recebido o prêmio de melhor curta-metragem e melhor montagem, do 25° Festival de Brasília.
- 2002 - Exposição em homenagem aos 90 anos da poetisa, na Biblioteca Pública do Paraná.
- 2003 - Recebe o título de "Doutora Honoris Causa" pela Universidade Federal do Paraná.
Notas
- A localidade onde nasceu a biografada ficava no município de União da Vitória, nas terras onde seis anos mais tarde seria fundado o distrito de Cruz Machado, que só se emanciparia quatro décadas depois.
Ligações externas
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