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Angola (do banto "n’gola", "ngolo"), oficialmente República de Angola, é um país da costa ocidental de África, cujo território principal é limitado a norte e a nordeste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico. Inclui também o exclave de Cabinda, através do qual faz fronteira com a República do Congo, a norte. Para além dos vizinhos já mencionados, Angola é o país mais próximo da colónia britânica de Santa Helena.


República de Angola
Angola
Brasão de {{{nome_pt}}}
Bandeira de Angola Brasão de armas
Lema: "A Unidade dá Força"
Hino nacional: Angola Avante!
Gentílico: angolano,
angolana
[1]

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Capital Luanda
8° 49' S 13° 14' E
Cidade mais populosa Luanda
Língua oficial Português
Governo República presidencialista de partido dominante unitária
 Presidente João Lourenço[2]
 Vice-presidente Esperança da Costa[2]
Independência  
 de Portugal11 de novembro de 1975 
Área  
   Total1 246 700 km² (23.º)
  Água (%) pouca (em superfície)
 Fronteira República do Congo, República Democrática do Congo, Zâmbia e Namíbia
População  
   Estimativa para 202032,87 milhões[3] hab. (46.º)
  Censo 2014 25 789 024[4] hab. 
  Densidade 20,6 hab./km² 
PIB (base PPC) Estimativa de 2019
  TotalUS$ 213,034 biliões *[5] (64.º)
  Per capitaUS$ 6 878[5] (107.º)
PIB (nominal) Estimativa de 2019
  TotalUS$ 64,480 biliões *[5] (61.º)
  Per capitaUS$ 2 080[5] (91.º)
IDH (2021) 0,586 (148.º)  médio[6]
Gini (2018) 51,3[7] 
Moeda Kwanza (AOA)
Fuso horário WAT (UTC+1)
  Verão (DST) n/a
Cód. Internet .ao
Cód. telef. +244
Website governamental www.angola.gov.ao

Os portugueses estiveram presentes desde o século XV em alguns pontos do que é hoje o território de Angola, interagindo de diversas maneiras com os povos nativos, principalmente com os habitantes do litoral. A delimitação do território apenas aconteceu no início do século XX. O primeiro europeu a chegar a Angola foi o explorador português Diogo Cão. Angola foi uma colónia portuguesa que apenas abrangeu o actual território do país no século XIX e a "ocupação efectiva", como determinado pela Conferência de Berlim em 1884, aconteceu apenas na década de 1920.

A independência do domínio português foi alcançada em 1975, depois de uma guerra de independência. O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência do país, ainda em 1975.[8] Após a independência, Angola foi palco de uma longa e devastadora guerra civil, de 1975 a 2002, sobretudo entre o MPLA e a UNITA. Apesar do conflito interno, áreas como a Baixa de Cassanje mantiveram activos seus sistemas monárquicos regionais. No ano de 2000 foi assinado um acordo de paz com a Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda, organização de guerrilha que luta pela secessão de Cabinda e que ainda se encontra activa.[9] É da região de Cabinda que sai aproximadamente 65% do petróleo de Angola.

O país tem vastos recursos naturais, como grande reservas de minerais e de petróleo e, desde 1990, sua economia tem apresentado taxas de crescimento que estão entre as maiores do mundo, especialmente depois do fim da guerra civil. No entanto, os padrões de vida angolanos continuam baixos e cerca de 70% da população vive com menos de dois dólares por dia,[10] enquanto as taxas de expectativa de vida e mortalidade infantil no país continuam entre as piores do mundo, além da presença proeminente da desigualdade económica, visto que a maioria da riqueza do país está concentrada numa parte desproporcionalmente pequena da população.[11] Angola também é considerada um dos países menos desenvolvidos do planeta conforme a Organização das Nações Unidas (ONU)[12] e um dos mais corruptos do mundo pela Transparência Internacional.[10][13]

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