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Bruninho (voleibolista)

jogador de voleibol brasileiro Da Wikipédia, a enciclopédia livre

Bruninho (voleibolista)
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Bruno Mossa de Rezende (Rio de Janeiro, 2 de julho de 1986), mais conhecido como Bruno ou Bruninho, é um jogador de voleibol brasileiro que atua na posição de levantador pela seleção brasileira e pelo Vôlei Renata/Campinas.

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Carreira

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Clube

Na infância, Bruninho praticava badminton, futebol e voleibol. Aos 14 anos de idade, decidiu se dedicar a este último.[1] Começou sua carreira nas categorias de base do Fluminense.[2] Em 2003, o atleta se profissionalizou e foi atuar no Unisul, no estado de Santa Catarina. Após o principal patrocinador, o Grupo Cimed, retirar o patrocínio da equipe, foi formada uma nova equipe, o Cimed Florianópolis,[3] clube pelo qual o levantador jogou por sete temporadas, conquistando cinco edições do Campeonato Catarinense, uma Copa do Brasil, quatro títulos da Superliga e um Campeonato Sul-Americano.[1][4]

No final da temporada 2010–11, Bruninho foi eliminado da Superliga nas quartas de final pela equipe do Vôlei Futuro e, logo em seguida, acertou um contrato de curta duração com o Modena Volley para a disputa dos playoffs do Campeonato Italiano, substituindo o então levantador lesionado Mikko Esko.[5] Com o novo clube, o levantador foi eliminado pelo Trentino Volley nas semifinais após três derrotas na série "melhor de cinco".

Em 2012, o carioca voltou para sua cidade natal após ser anunciado como o novo reforço do recém-criado RJX Vôlei.[6] Em sua temporada de estreia, conquistou o título do Campeonato Carioca de 2012, o terceiro lugar no Campeonato Sul-Americano de Clubes e a Superliga de 2012–13, após vencer na final única, por 3 sets a 1, o então campeão Sada Cruzeiro.[7][8]

Na temporada seguinte, após uma crise financeira atingir o clube carioca, o levantador pediu dispensa e voltou para o continente europeu para defender as cores do Modena.[9] Em dois anos atuando pelo clube italiano, o levantador conquistou um Campeonato Italiano, uma Copa Itália e uma Supercopa Italiana.[10]

Em 2016, após voltar para a Superliga Brasileira, Bruninho foi vice-campeão do Campeonato Paulista de 2016, da Copa do Brasil de 2017 e semifinalista na Superliga de 2016–17 com o SESI-SP. Na temporada seguinte, voltou a defender as cores do Modena Volley pela terceira vez.[10]

Em 2018, após ter sido vice-campeão mundial com o Modena, o levantador continuou em solo italiano e se transferiu para o Cucine Lube Civitanova, time da primeira divisão do Campeonato Italiano. No novo clube, foi vice-campeão da Copa da Itália, conquistou pela segunda vez o título do Campeonato Italiano, além dos inéditos títulos da Liga dos Campeões e do Campeonato Mundial de Clubes.[10][11]

Em 2018, após ter sido vice-campeão mundial com o Modena, continuando em solo italiano, o levantador se transferiu para o Lube Civitanova, time da primeira divisão do campeonato italiano. No novo clube, foi vice-campeão da Copa Itália, conquistou pela segunda vez o título do Campeonato Italiano, além dos inéditos títulos da Liga dos Campeões e do Campeonato Mundial de Clubes.[10][12]

Em 2020, Bruninho retornou ao voleibol brasileiro para liderar a equipe do Vôlei Taubaté.[13] Estreando com o novo clube, sagrou-se campeão do Troféu Super Vôlei de 2020, torneio criado em virtude da Superliga da temporada 2019–20 ter sido interrompida devido à pandemia de COVID-19, além de ter conquistado as taças da Supercopa Brasileira de 2020 e da Superliga de Superliga de 2020–21.

Em 2021, Bruninho voltou a assinar contrato com o Modena Volley para vestir a camisa do clube pela quarta vez.[5] Nas finais da Copa CEV de 2022–23, após perder a primeira partida jogando fora contra o belga Knack Roeselare, Bruninho, junto ao Modena, venceu a segunda partida, forçando o golden set, o qual venceram por 15 a 9, conquistando o inédito título, o quarto do Modena na competição.[14]

Após três temporadas no voleibol italiano, Bruninho retorna ao voleibol brasileiro após fechar acordo de dois anos com o Vôlei Renata/Campinas.[15]

Seleção

Nas categorias de base, Bruninho foi vice-campeão do Campeonato Mundial Sub-21 de 2005, após perder a disputa do título para a seleção russa por 3 sets a 0. No ano seguinte, fez sua estreia na seleção adulta pela Liga Mundial. Apesar de ter atuado como levantador reserva, o carioca venceu a competição junto de craques como Giba, Murilo e Dante.[1]

Entrou no time principal em 2007 após polêmica envolvendo o levantador campeão olímpico Ricardinho, que foi cortado dois dias antes da estreia nos Jogos Pan-Americano do Rio por indisciplina.[16] Na época, isso gerou controvérsia na imprensa por Bruninho ser filho do treinador Bernardinho. Jogando no banco daquela competição, a seleção brasileira sagrou-se campeã sem perder nenhum set durante todo o torneio. No mesmo ano, ajudou a seleção a conquistar os títulos da Liga Mundial, do Campeonato Sul-Americano e da Copa do Mundo.

Em 2008, Bruninho fez parte da equipe que ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2008, sendo essa a sua primeira Olimpíada da carreira.[17] No ano seguinte, voltou a subir no lugar mais alto do pódio pela Liga Mundial de 2009, além do inédito título da Copa dos Campeões de 2009.

Em 2010, Bruninho conquistou o último título da seleção pela Liga Mundial, após vitória sobre a seleção russa. Em outubro do mesmo ano, sagrou-se campeão mundial após vencer a seleção cubana por 3 sets a 0, marcando 3 pontos na final do Campeonato Mundial de 2010. Em sua segunda participação em Jogos Pan-Americanos, foi eleito o melhor levantador na edição de 2011, após vencer na final a seleção de Cuba. No mesmo ano, conquistou novamente mais um título Sul-Americano, o vice-campeonato da Liga Mundial e o terceiro lugar na Copa do Mundo. Em 2012, durante os Jogos Olímpicos de Londres, novamente integrou a equipe que ganhou medalha de prata.[18][19]

Após um sexto lugar na Liga Mundial de 2012, Bruninho e a seleção brasileira amarguraram mais um vice-campeonato da Liga Mundial após derrota para a seleção russa. No mesmo ano, voltou a conquistar mais um título do Sul-Americano e da Copa dos Campeões. No ano seguinte, o levantador foi vice-campeão na 25ª edição da Liga Mundial e na 18ª edição do Campeonato Mundial, realizada na Polônia. Em 2015, conquistou novamente mais um título do Campeonato Sul-Americano, sendo eleito o melhor levantador do torneio.

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Bruninho e Ketleyn Quadros como porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.

Em 2016, Bruninho viu a chance de conquistar mais um título da Liga Mundial ser desperdiçada após sofrer uma derrota por 3 a 0 para a seleção da Sérvia. Ganhou a tão esperada medalha de ouro durante os Jogos Olímpicos do Rio em 2016 em 2016, vencendo a final contra a seleção italiana e sagrando-se o melhor levantador da competição.[20][21][22] Em 2017, na última edição da Liga Mundial, realizada na Arena da Baixada, em Curitiba, foi derrotado pela seleção francesa no tie-break e novamente ficou com a medalha de prata. Completou o ano levantando as taças do Campeonato Sul-Americano e da Copa dos Campeões.

Em 2018, na primeira edição da Liga das Nações, Bruninho ficou fora do pódio após perder a disputa pela medalha de bronze para a seleção norte-americana. Em sua terceira participação no Campeonato Mundial, voltou a ser derrotado pela seleção polonesa – feito ocorrido na última edição – e ficou com o vice-campeonato. No ano seguinte, novamente perdeu a disputa pela medalha de bronze, na segunda edição da Liga das Nações, ocorrida em Chicago, para a seleção polonesa. Logo após, participou pela primeira vez do Torneio Hubert Jerzeg Wagner, torneio amistoso anual sediado na Polônia. Na ocasião, a seleção brasileira venceu a seleção finlandesa, sérvia e a seleção anfitriã e conquistou o torneio. No final do mesmo ano, conquistou a Copa do Mundo após vencer todas as onze partidas disputadas.

Após o ano sabático de 2020, Bruninho conquistou o único título que faltava para a seleção brasileira. Após perder o primeiro set por 25 a 22, Bruninho e a seleção brasileira viraram a partida contra a Polônia e fecharam o placar em 3 sets a 1, conquistando o título da Liga das Nações de 2021. Logo após, foi escolhido para representar a delegação brasileira na abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio.[23] E pela primeira vez desde que começou a disputar Olimpíadas, Bruninho e a seleção brasileira não subiram ao pódio, ficando em quarto lugar.[24][25] Em setembro do mesmo ano, sagrou-se campeão do Campeonato Sul-Americano, sendo premiado tanto como melhor levantador quanto como MVP.

Disputando o quarto campeonato mundial de sua carreira, Bruno conquistou a inédita medalha de bronze no torneio com a seleção brasileira ao derrotar a seleção eslovena por 3 sets a 1.[26]

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Vida pessoal

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Bruninho comemorando o título olímpico junto a sua família nos Jogos Olímpicos do Rio.

Bruninho é filho dos famosos ex-jogadores de voleibol Bernardinho e Vera Mossa. Vivendo por quase três anos na Itália para atuar por clubes locais, o atleta é fluente em italiano.

Na mídia, seus amigos próximos incluem o cantor Thiaguinho, o ator Rafael Zulu, o jogador de futebol Neymar, o surfista Gabriel Medina e o apresentador Luciano Huck, que formam um grupo de amigos apelidado de "Diretoria" pelo público; os seis amigos têm inclusive um grupo de troca de mensagens juntos.[27][28]

Em 2016, após o nascimento de Théo, primeiro filho de seu companheiro de quadra Lucão, o atleta se tornou padrinho, juntamente com a madrinha Camila, uma grande amiga de Bia, esposa de Lucão.[29][30]

No futebol, Bruninho torce pelo Botafogo. Após a conquista do ouro olímpico em 2016, o atleta estrelou uma campanha publicitária para mobilizar a torcida botafoguense a se cadastrar no site oficial do clube.[31]

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Títulos

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Bruninho e Lucarelli comemorando o ouro na Rio 2016.
Unisul/Cimed
Cimed Florianópolis
RJX Vôlei
Modena Volley
Cucine Lube Civitanova
Vôlei Taubaté
Vôlei Renata Campinas

Clubes

Mais informação Anos, Clube ...

Prêmios individuais

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Referências

  1. «Bruninho Rezende: biografia, curiosidades e títulos no vôlei». Esportelândia. Consultado em 2 de abril de 2022
  2. «Vôlei: Renan volta ao cargo de técnico». Estadão. Consultado em 2 de abril de 2022
  3. «Mossa De Rezende Bruno» (em italiano). LegaVolley. Consultado em 2 de abril de 2022
  4. «Europe has its new kings!» (em inglês). old.cev. Consultado em 2 de abril de 2022
  5. «Europe has its new kings!» (em inglês). CEV. Consultado em 2 de abril de 2022
  6. «BRA M: Bruno reaches final decision to return to Brazil, Taubaté new destination» (em inglês). World of Volley. Consultado em 2 de abril de 2022
  7. «Equipe de Bruninho, Modena é campeão da CEV Cup». Olimpíada Todo Dia. 5 de abril de 2023. Consultado em 5 de abril de 2023
  8. «Campinas anuncia Bruninho: "Melhor jogador do mundo"». Ge.globo. 13 de maio de 2024. Consultado em 16 de maio de 2024
  9. «Pequim 2008: Brasil é prata no vôlei masculino». Congresso em Foco. 24 de agosto de 2008. Consultado em 31 de janeiro de 2021
  10. Magri, Diogo (21 de agosto de 2018). «Há dois anos, o Brasil fechava as Olimpíadas do Rio com ouro no vôlei masculino». EL PAÍS. Consultado em 31 de janeiro de 2021
  11. «Rio-2016: campanha do Brasil na conquista do ouro no vôlei masculino». ISTOÉ Independente. 21 de agosto de 2016. Consultado em 31 de janeiro de 2021
  12. Linares, André; Strini, Antônio; Resende, Igor (24 de agosto de 2016). «21 de agosto de 2016». ESPN Brasil. Consultado em 24 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 24 de agosto de 2016
  13. «COI: Olimpíada de Tóquio vai acontecer em 2021, "com ou sem" pandemia». www.uol.com.br. Consultado em 31 de janeiro de 2021
  14. «Brasil vence a Eslovênia e leva o bronze inédito no Mundial». Ge.globo. 11 de setembro de 2022. Consultado em 11 de setembro de 2022
  15. «Neymar curte festa com Luciano Huck, Medina e amigos da "diretoria"». Revista Marie Claire. Consultado em 31 de janeiro de 2021
  16. «Lucão, da Seleção de vôlei, comemora nascimento de filho». Gazeta Esportiva. Consultado em 3 de abril de 2022
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Ligações externas

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