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Carlos Alberto Torres

futebolista e gerente brasileiro Da Wikipédia, a enciclopédia livre

Carlos Alberto Torres
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Carlos Alberto Torres (Rio de Janeiro, 17 de julho de 1944Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2016) foi um futebolista, treinador e comentarista esportivo brasileiro.[1]

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Em sua longa carreira, atuou como lateral-direito, tendo sido um dos símbolos do clássico futebol brasileiro, eternizado pela conquista do tricampeonato mundial na Copa do Mundo FIFA de 1970, no México. Por conta disso, ganhou a alcunha de "Capitão do Tri", já que foi o capitão daquele time.

Um defensor tecnicamente talentoso, com boas habilidades de bola e capacidade defensiva, é amplamente considerado como um dos melhores defensores de todos os tempos. Ele também se destacou por sua liderança e foi um excelente cobrador de pênaltis. Na final da Copa de 1970, Carlos Alberto marcou o quarto gol brasileiro que fechou a goleada de 4–1 contra a Itália. Seu tento é considerado um dos maiores gols da história do torneio.[2]

Muitos cronistas dizem que foi um dos maiores laterais-direitos de todos os tempos. Tinha habilidade, respeito dos companheiros e, como uma de suas características principais, uma forte personalidade.

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Carreira

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Perspectiva

Como jogador

Carlos Alberto nasceu numa viela na Rua Sabino Vieira, 23, casa 12, no bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro, e desde cedo foi criado em outro bairro carioca, a Vila da Penha.[3]

Começou a jogar futebol aos 13 anos, nos juvenis do Fluminense.[3] Foi medalhista de ouro pela Seleção Brasileira Olímpica nos Jogos Pan-Americanos de 1963, disputados em São Paulo[4].[3] Pelo Tricolor, foi campeão do Campeonato Carioca de 1964.[5] Logo depois, se transferiria para o Santos, contratado por CR$ 200 milhões, na transação mais cara do futebol brasileiro até ali.[3][5]

Quando Carlos Alberto chegou na Vila Belmiro em 1965, o Santos atravessava o seu apogeu, com conquistas como o bicampeonato da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes. Assumiu de imediato a lateral-direita, posição antes ocupada por Ismael.[3][5] Estreou no Santos em 29 de abril de 1965, marcando um dos gols da goleada de 9 a 4 no amistoso contra o Remo, em Belém.[3][5]

Pelo Santos foi pentacampeão paulista em 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973, ano em que conquistou seu último título pelo time da Vila Belmiro.

Em 1971, atuou por empréstimo com a camisa do Botafogo (que em troca cedeu os jogadores Moreira, Rogério e Ferretti)[3] em 22 jogos, onde também se destacou nos três meses que por lá passou.

Retornou à Vila Belmiro, onde permaneceria até 1975 e, nessa segunda passagem, trocou a lateral-direita pela zaga.[5] Carlos Alberto fez 443 partidas, marcou 40 gols e conquistou dez títulos oficiais com a camisa do Santos.[5]

Em 1974, retornou ao Fluminense, onde fez parte do time que ficou conhecido como a Máquina Tricolor, sendo bicampeão carioca e semifinalista dos Campeonato Brasileiro de 1975 e 1976.

Depois, passou pelo Flamengo, onde estreou em 5 de fevereiro de 1977, na vitória rubro-negra sobre o Fluminense por 3 a 1.[6] Em 29 de maio, fez a última partida em nova vitória, dessa vez contra o Campo Grande, por 5 a 1. Pelo clube, atuou em 19 jogos.[6]

Também jogou pelo California Surf e New York Cosmos, quando novamente foi companheiro de Pelé.

Carlos Alberto marcou sua história em todos os times que jogou, pois conseguiu se firmar e ganhar respeito em vários times de craques, mesmo na Seleção Brasileira tricampeã de 1970, onde era um dos líderes e o capitão da equipe.

Em março de 2004, Carlos Alberto foi nomeado por Pelé um dos 125 melhores jogadores vivos do mundo.[7]

Seleção Nacional

Thumb
Cromo alusivo à Copa do Mundo FIFA de 1970

Em 1964, um Pacaembu lotado vaiou quando a Argentina goleou o Brasil na final da Taça das Nações. “Meteram duas ou três bolas aqui atrás, não houve cobertura e quase que eu fui crucificado”, contou. O técnico Vicente Feola disse que Carlos Alberto era indisciplinado e o veterano Djalma Santos recuperou o posto de titular.[8]

Cortado da Seleção que fracassou na Copa do Mundo FIFA de 1966, Carlos Alberto voltou em 1968 como capitão.[8]

É o único capitão a marcar gol numa final de Copa e ser campeão. Marcou o quarto gol do Brasil sobre a Itália na final de 1970, que terminou 4–1 para o Brasil.

Pela Seleção Brasileira, jogou 61 partidas e marcou nove gols.[5]

Seleção da América do Sul de todos os tempos

Foi escolhido ainda para integrar a seleção da América do Sul de todos os tempos na posição de zagueiro. A enquete foi realizada com cronistas esportivos de todo o mundo. A FIFA o considera um dos maiores laterais direitos de todos os tempos.[carece de fontes?]

Estilo

"Não temos ninguém que se aproxime, que possa chegar perto de exercer essa liderança com naturalidade que ele exercia, em uma geração que nunca tivemos igual no futebol brasileiro. Buscar outro Carlos Alberto Torres é impossível, mas tem que se espelhar nele."

Carlos Alberto Torres era dono de uma personalidade marcante e de muita elegância em campo.

Tinha um estilo de liderança que não poupava ninguém de suas críticas - nem mesmo Pelé, quatro anos mais velho.[9] Carlos Alberto Torres não era capitão apenas na hora do cara ou coroa. O "Capita" foi um dos que pediram a Zagallo a escalação de Everaldo no lugar de Marco Antônio, então com 19 anos e inexperiente demais, na avaliação do grupo.[8]

Conforme palavras do portal UOL: "boquirroto, impulsivo e enérgico, Carlos Alberto Torres não entrava em discussões pela metade".[10] Um episódio que demonstra bem seu estilo de liderança, aconteceu na partida que o Brasil venceu a Inglaterra por 1–0 na Copa de 1970. Carlos Alberto abandonou a posição só para dar uma entrada mais forte no atacante inglês Francis Lee, que tinha chutado o rosto de Félix. Depois do lance, Lee sumiu do jogo.[11]

Como treinador

Em seu primeiro ano como treinador, conquistou o Campeonato Brasileiro de 1983 pelo Flamengo[6].

Foi treinador do Fluminense no Bicampeonato Carioca, em 1984.

Em 1985, foi Bicampeão do Campeonato Pernambucano pelo Náutico.[12]

Em 1993 conquistou a Copa CONMEBOL pelo Botafogo.

Ao todo, dirigindo 16 equipes, do Brasil e do Exterior, algumas delas mais de uma vez.[5]

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Carreira política

Na política, Carlos Alberto era filiado ao Partido Democrático Trabalhista. Foi vereador de 1989 a 1993, ocupando a vice-presidência e a primeira secretaria da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Em 2008 tentou uma vaga para vice-prefeito da capital fluminense, na chapa de Paulo Ramos, mas acabou não se elegendo.[13]

Vida pessoal

Carlos Alberto foi casado três vezes: com Sueli (mãe dos seus filhos Andréa e Alexandre Torres, também jogador), com a atriz Teresinha Sodré e com Graça, sua última esposa.[5]

Morte

Morreu no dia 25 de outubro de 2016, aos 72 anos, vítima de um infarto fulminante em sua casa, no Rio de Janeiro.[14]

Carlos Alberto Torres fez sua última aparição no SporTV, onde era comentarista, apenas dois dias antes de sua morte, quando participou do programa Troca de Passes.[15] Ricardo Rocha, ex-zagueiro e amigo próximo do Capita, e o comentarista Luiz Ademar, também do SporTV, relataram que Carlos Alberto tinha boa saúde, a despeito da idade.[16] Seu corpo foi velado na sede da CBF, na Barra da Tijuca, e sepultado no Cemitério de Irajá.[17]

Estatísticas

Seleção Brasileira[18]
Mais informação Ano, Jogos ...
Jogos pela Seleção Brasileira
Mais informação #, Data ...
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Títulos

Como jogador

Fluminense
Santos
New York Cosmos
  • NASL Exterior Championships: 1977, 1978, 1980 e 1982
  • Eastern Division (National Conference): 1978, 1979, 1980 e 1982
  • Trans-Atlantic Cup Championships: 1980
Seleção Brasileira

Como treinador

Flamengo
Fluminense
Botafogo

Prêmios individuais

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Homenagens

Em 2017, a FERJ homenageou capitão do tri, nomeando o troféu do Campeonato Carioca de 2017 de troféu Carlos Alberto Torres.[23]

Ver também

Referências

  1. «Carlos Alberto Torres e um chute para a história». VEJA. 25 de outubro de 2016. Consultado em 30 de agosto de 2021
  2. Memória, Centro de (17 de julho de 2024). «Carlos Alberto Torres, o melhor lateral-direito do mundo». Santos Futebol Clube. Consultado em 21 de janeiro de 2025
  3. «COB lamenta "perda lastimável" de Carlos Alberto e lembra ouro em Pan». GloboEsporte.com. 25 de outubro de 2016. Consultado em 30 de agosto de 2021
  4. sfcadmin (17 de julho de 2019). «Carlos Alberto Torres, o lateral que revolucionou o futebol». Santos Futebol Clube. Consultado em 20 de abril de 2023
  5. «Capita Eterno: O Flamengo lamenta a perda de Carlos Alberto Torres - Flamengo». www.flamengo.com.br. 25 de outubro de 2016. Consultado em 21 de janeiro de 2025
  6. «Lista de craques de Pelé para Fifa tem maioria brasileira». BBC Brasil. 4 de março de 2004. Consultado em 6 de agosto de 2021
  7. Thomas Traumann (28 de outubro de 2016). «Carlos Alberto Torres (1944 – 2016): O chute que reinventou o futebol». Revista Época. Consultado em 30 de agosto de 2021
  8. «Morre Carlos Alberto Torres, o capitão do tri na Copa de 1970». Estadão. 25 de outubro de 2016. Consultado em 30 de agosto de 2021
  9. «Capita falava alto e grosso». UOL. Consultado em 30 de agosto de 2021
  10. «Galvão exalta liderança de C. Alberto: "Não temos ninguém que se aproxime"». O Estado CE. 25 de outubro de 2016. Consultado em 30 de agosto de 2021
  11. Alexandre Barbosa (25 de outubro de 2016). «Américo Pereira relembra Carlos Alberto Torres no Náutico e lamenta morte de grande amigo». Superesportes. Consultado em 30 de agosto de 2021
  12. «Ex-jogador Carlos Alberto Torres será o vice de Paulo Ramos». O Globo. 4 de julho de 2008. Consultado em 30 de agosto de 2021
  13. Márcio Mará (25 de outubro de 2016). «Aos 72, morre Carlos Alberto Torres, o maior dos capitães do futebol brasileiro». GloboEsporte.com. Consultado em 30 de agosto de 2021
  14. Pedro Ivo Almeida (25 de outubro de 2016). «Capitão do tri, Carlos Alberto Torres morre aos 72 anos». UOL. Consultado em 30 de agosto de 2021
  15. Vanderlei Lima (25 de outubro de 2016). «Ricardo Rocha diz que Capita jogava palavras cruzadas no momento de infarto». UOL. Consultado em 30 de agosto de 2021
  16. Pedro Ivo Almeida (25 de outubro de 2016). «Velório de Carlos Alberto Torres será na sede da CBF». UOL. Consultado em 30 de agosto de 2021
  17. «Carlos Alberto Torres» (em inglês). National Football Teams. Consultado em 30 de agosto de 2021
  18. «Time do Século». botafogo.com. Consultado em 16 de dezembro de 2024
  19. «IFFHS ALL TIME WORLD MEN'S DREAM TEAM». Consultado em 22 de maio de 2021
  20. Silvio Barsetti (2 de maio de 2017). «Campeão do Rio vai receber troféu Carlos Alberto Torres». Terra. Consultado em 30 de agosto de 2021

Precedido por
Cléber Camerino
Zagallo
Treinador do Flamengo
1983
2001–2002
Sucedido por
José Roberto Francalacci (interino)
João Carlos Costa
Precedido por
Carlos Alberto Parreira
Pinheiro
Treinador do Fluminense
1984–1985
1994
Sucedido por
José Omar Pastoriza
Deley
Precedido por
Jair Picerni
Jair Pereira
Treinador do Corinthians
1985
1988
Sucedido por
Basílio
José Carlos Fescina
Precedido por
Treinador do Miami Freedom
1988
Sucedido por
Wim Suurbier
Precedido por
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Treinador do Monterrey
1991–1992
Sucedido por
Miguel Mejía Barón
Precedido por
Othon Valentim
Sebastião Rocha
Ivo Wortmann
Treinador do Botafogo
1993
1997
2002
Sucedido por
Dé Aranha
Gílson Nunes
Levir Culpi
Precedido por
Carlos de los Cobos
Treinador do Querétaro
1999
Sucedido por
Mario Zanabria
Precedido por
Valdeir Vieira
Treinador da Seleção de Omã
2000–2001
Sucedido por
Milan Máčala
Precedido por
Asgar Abdullayev
Treinador da Seleção do Azerbaijão
2004–2005
Sucedido por
Vagif Sadygov
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