Emílio Garrastazu Médici GColTEGColSE (Bagé, 4 de dezembro de 1905Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1985) foi um militar e político brasileiro. Foi o 28.º Presidente do Brasil, o terceiro do período da ditadura militar brasileira, entre 30 de outubro de 1969 e 15 de março de 1974.[1] Participou da Revolução de 1930 liderada por Getúlio Vargas. Na sua carreira militar, atingiu o posto de General de exército.

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Emílio Garrastazu Médici
Emílio Garrastazu Médici
28.º Presidente do Brasil
Período 30 de outubro de 1969
a 15 de março de 1974
Vice-presidente Augusto Rademaker
Antecessor(a) Junta militar de 1969
Sucessor(a) Ernesto Geisel
Chefe do Serviço Nacional de Informações
Período 17 de março de 1967
a 28 de março de 1969
Antecessor(a) Golbery do Couto e Silva
Sucessor(a) Carlos Alberto da Fontoura
Dados pessoais
Nascimento 4 de dezembro de 1905
Bagé, RS, Brasil
Morte 9 de outubro de 1985 (79 anos)
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Progenitores Mãe: Júlia Garrastazu
Pai: Emílio Médici
Alma mater Escola Militar do Realengo
Cônjuge Scila Nogueira
Filhos Sérgio
Roberto
Partido ARENA
Profissão militar
Assinatura
Serviço militar
Serviço/ramo Exército Brasileiro
Anos de serviço 19271969
Graduação General de Exército
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Durante o seu governo, o país viveu o chamado "Milagre Brasileiro", caracterizado pelo crescimento de 55,84% do PIB (média de 11,16%) e 42,15% da renda per capita (média de 8,43%),[2] mas triplicando a dívida externa[3] com aumento de concentração de renda.[4] Médici assumiu com a inflação em 19,31%[5] e entregou a 15,54%.[6][7][8] Entretanto, deve-se considerar que o aumento da taxa de crescimento deste período ocorreu por causa do aumento do total de investimento estrangeiro e de um amplo programa de investimentos do Estado, através da aplicação de fundos de instituições internacionais de crédito. Este último fator provocou uma elevação drástica na dívida externa, que de um total de 3,9 bilhões de dólares em 1968 saltou para mais de 12,5 bilhões de dólares em 1973.[9]

No seu governo concluíram-se também projetos desenvolvimentistas como o Plano de Integração Nacional (PIN), que permitiu a construção das rodovias Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói, entre outras, além de grandes incentivos fiscais à indústria e à agricultura, o PIS/PASEP, o acordo com o Paraguai para a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, até hoje a hidrelétrica de maior produtividade no mundo.

Ao longo do governo de Médici, a ditadura militar atingiu seu pleno auge, com controle das poucas atividades políticas toleradas, a repressão e a censura às instituições civis foram reforçadas e qualquer manifestação de opinião contrário ao sistema, foram proibidas. Foi um período marcado pelo uso sistemático de meios violentos de repressão como a tortura e o assassinato.[10] Seu período na presidência ficou conhecido historicamente como Anos de Chumbo.[11] Por causa disso, em 2015 a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revogou o título de Doutor Honoris Causa que lhe concedera em 1972.[12]

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