Fernão de Magalhães[1][nota 1] (Sabrosa, Primavera de 1480Mactan, 27 de abril de 1521) foi um navegador português que se notabilizou por ter liderado a primeira viagem de circum-navegação ao globo, de 1519 até 1522, ao serviço da Coroa de Castela. A expedição espanhola Magalhães-Elcano.[2]

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Fernão de Magalhães
Fernão de Magalhães
Retrato de Fernão de Magalhães, Kunsthistorisches Museum, Viena.
Conhecido(a) por Primeira viagem de circum-navegação
Nascimento 1480
Porto, Portugal
Morte 27 de abril de 1521 (41 anos)
Reino de Mactan
(atual Cidade do Lapu-Lapu, Filipinas)
Nacionalidade português
Ocupação Navegador e explorador
Assinatura
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Nascido numa família nobre, viajou para as Índias Ocidentais em 1505, participando de várias expedições militares. Embarcou, em 1512, na armada de António de Abreu em busca da descoberta das Molucas, também conhecidas como as Ilhas das Especiarias. Mas só um navio, comandado por Francisco Serrão, tresmalhado, chegaria às Molucas do norte (Ternate, Tidore, etc.), produtoras do desejado cravo. Os demais navios regressariam a Malaca após irem apenas às Molucas do sul ou arquipélago de Banda (Buru, Ambom, Seram) produtoras de noz-moscada e maçã. Consequentemente, Magalhães não teve conhecimento direto das Molucas do cravo, as mais importantes economicamente à época. A expedição de Fernão de Magalhães e Elcano fazia parte do contexto das viagens de descobrimento, representadas por personalidades como Cristóvão Colombo, Bartolomeu Dias, Américo Vespúcio, Balboa, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, dentre outros. Esse processo de expansão marítima foi impulsionado pelo desejo de se descobrir rotas que levassem às índias em busca das especiarias.

A serviço do rei de Castela, Carlos I, V imperador do Sacro Império Romano-Germânico (também rei de Aragão e Itália entre outros títulos),[3][4] Magalhães planeou e comandou a expedição marítima que efetuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. Foi o primeiro a alcançar a Terra do Fogo no extremo sul do continente americano, a atravessar o Estreito que hoje leva seu nome e a cruzar o Oceano Pacífico, que nomeou. Fernão de Magalhães foi morto em batalha em Cebu, nas Filipinas durante a expedição, posteriormente chefiada por Duarte Barbosa, João Serrão, João Carvalho, Gonzalo Gómez de Espinosa e, finalmente, Juan Sebastián Elcano até ao regresso em 1522.[5]

O pinguim-de-magalhães recebeu o seu nome como homenagem, já que Magalhães foi o primeiro Europeu a ter visto um.[6] As aptidões de navegação de Fernão também foram reconhecidas na nomeação de objetos associados à astronomia, incluindo as Nuvens de Magalhães, as crateras lunares de Magalhães, e as crateras marcianas de Magalhães[7] a sonda espacial da NASA Magellan (de Ferdinand Magellan, versão inglesa do nome) e a Carruagem Presidencial dos Estados Unidos da América Ferdinand Magellan, em serviço desde o Presidente Franklin Delano Roosevelt em 1933 até ao Presidente Ronald Wilson Reagan em 1984.

No entanto, as repercussões da viagem de Magalhães e Elcano na época foram bastante reduzidas. A principal foi o início da disputa entre Espanha e Portugal pela posse das Ilhas Molucas. Durante anos os dois impérios reclamaram para si o domínio das ilhas em busca do controle da fonte de especiarias. Carlos I, o rei da Espanha, organizou várias expedições rumo às Molucas com o objetivo de estabelecer um posto avançado no arquipélago, mas todas resultaram em fracassos com altas taxas de mortes e grandes custos para a coroa espanhola. Juan Sebastian Elcano foi uma das fatalidades nessas viagens, falecendo de escorbuto no Oceano Pacífico em 1526. Sete anos depois da viagem de Magalhães, Carlos I, afundado em dívidas, após três expedições fracassadas, foi forçado a desistir e ceder a posse das ilhas aos portugueses. Tentar repetir o trajeto de Magalhães mostrou-se tão complexo que somente reforçou o tamanho do feito que o explorador português realizou.

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