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Luteranismo no Brasil
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Este artigo diz respeito ao luteranismo no Brasil.
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História
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Perspectiva
Com o princípio de difundir a teologia do luteranismo pelo mundo, uma esquadra saiu da Alemanha ao rumo do Brasil poucos anos; o primeiro indício da propagação da crença luterana no Brasil aconteceu em 1532, com a chegada de Heliodoro Heoboano, que era filho de Helius Eobano Hesse, amigo de Lutero, no porto de São Vicente, São Paulo.[1] No entanto, Heliodoro estava a bordo da esquadra do Governador da Índia Martim Afonso de Sousa, sendo que rapidamente teve que retornar para o seu país de origem, e o luteranismo no Brasil ficou esquecido por cerca de três séculos.[2] O mártir Hans Staden, que ficou conhecido por ter sido aprisionado pelos índios, cantou vários hinos de Lutero, bem como deu ordens para erigir a primeira capela evangélica no Brasil neste meio-tempo, na cidade de Ubatuba, São Paulo.[3]

A primeira congregação luterana fundada oficialmente no Brasil foi estabilizada apenas no dia 3 de maio de 1824, na cidade de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, tendo o Reverendo Friedrich Osvald Sauerbronn sido o primeiro pastor luterano em terras brasileiras.[2][4] Isto só foi possível pela organização dos fluxos europeus feita por Dom Pedro I, que impulsionou a imigração alemã no Brasil e a expansão por todo o país.[2] No mesmo ano, em 25 de julho, uma segunda leva de imigrantes desembarcou em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, juntamente com o Reverendo Georg Ehlers.[5][6] Em virtude destas viagens, o governo brasileiro da época contribuiu com a contratação e assistência de pastores.[2]
Com esta difusão, foram formadas duas principais denominações de Igreja no país.[6][7] A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), é a que corresponde ao maior número de membros, e se formou a partir da vinda de membros da Alemanha que não se conformaram com a decisão da Prússia unificar os luteranos com os reformados sob o comando do Estado e imigraram para o Brasil.[8] No mesmo período, foi formada também a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), proveniente de missões de norte-americanos a partir do início do século XX.[9] Além disso, outras denominações independentes foram criadas ao longo dos anos, com o número de membros abaixo de cem mil.[6] No que corresponde a teologia, a IECLB e a IELB apresentam a mesma fé, baseada na reforma apresentada por Lutero, porém diferenças históricas fazem com que haja alguma divergência entre os membros de ambas as congregações, por exemplo: a IELB não ordena mulheres, ao passo que a IECLB ordena. A IELB tem posições claras contra o aborto,[10] ao passo que a IECLB, no referido tema, no documento sobre o aborto escrito em 1997, chega a afirmar que “há situações em que o aborto é o mal menor“.[11] Ainda sobre o tema “diferenças teológicas”, o Dr. Joachim Fischer comentou: "O âmbito da IECLB passou-se da indefinição ou diversidade confessional para a confessionalidade luterana. A IELB, por sua vez, deixou de lado a polêmica contra o unionismo da IECLB. Ambas as igrejas passaram da polêmica e da rivalidade para a colaboração e fraternidade".[12]
O desenvolvimento do luteranismo no Brasil se intensificou na Região Sul, além do estabelecimento de pequenas capelas nos quatro estados da Região Sudeste.[2] Na Região Norte, o luteranismo é mais forte no estado de Rondônia, onde foi apresentado em 23 de julho de 1970 pelo Pastor Joachim Maruhn.[13] Atualmente, estima-se que exista entre 1 e 1,5 milhões de luteranos no Brasil, conforme aponta distribuição na tabela ao lado.[6][14][15]
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Denominações
- Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil [16]
- Igreja Evangélica Luterana do Brasil[17]
- Igreja Luterana Confessional no Brasil[18]
- Associação das Igrejas Luteranas Livres no Brasil[19]
- Igreja Evangélica Luterana Independente[20]
- Igreja da Renovação Luterana do Brasil[21]
Ver também
Referências
- «Igreja Luterana». Info Escola. Consultado em 5 de janeiro de 2013
- «A caminho nas terras brasileiras». Confissão Luterana. Consultado em 5 de janeiro de 2013
- «Portal Luteranos lança Hinopédia Evangélica Luterana». CONIC. Consultado em 5 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 28 de setembro de 2012
- «Vida e Morte de Friedrich Osvald Sauerbronn». IECLB. Consultado em 5 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 2 de abril de 2015
- «Vida e Morte de Georg Ehlers». IECLB. Consultado em 5 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 2 de abril de 2015
- «Luteranos no Brasil». Portal Luterano. Consultado em 5 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 2 de maio de 2012
- «Igrejas Luteranas no Brasil». Lutero.com.br. Consultado em 5 de janeiro de 2013
- «Sobre: IECLB». IECLB. Consultado em 5 de janeiro de 2013
- «IELB Igreja Evangélica Luterana do Brasil». IELB. Consultado em 5 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 11 de junho de 2012
- «- Manifestação sobre a decisão do STF e o aborto | IELB». www.ielb.org.br. Consultado em 18 de fevereiro de 2020
- Luteranos, Portal. «Portal Luteranos | Aborto». Portal Luteranos. Consultado em 18 de fevereiro de 2020
- «Conferência InterLuterana». Lutero.com.br. Consultado em 5 de janeiro de 2013
- «Luteranismo na Amazônia: História». IECLB. Consultado em 5 de janeiro de 2013
- «Luteranos». BrazilSite. Consultado em 5 de janeiro de 2013
- «Igreja Evangélica Luterana no Brasil». Igreja Cristo Redentor. Consultado em 5 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 17 de agosto de 2013
- «Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil». Consultado em 4 de novembro de 2016
- «Igreja Evangélica Luterana do Brasil». Consultado em 4 de novembro de 2016
- «Igreja Luterana Confessional no Brasil (ILCB)». Consultado em 15 de junho de 2023
- «Ensino Luterano Livre». Consultado em 15 de junho de 2023
- «Igreja da Renovação Luterana do Brasil». Consultado em 19 de abril de 2020
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