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Venezuelanos

cidadãos ou residentes da Venezuela Da Wikipédia, a enciclopédia livre

Venezuelanos
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Os venezuelanos são os cidadãos da República Bolivariana da Venezuela, país localizado na parte norte da América do Sul tendo como capital a cidade de Caracas. Essa conexão pode ser por meio de cidadania, descendência ou cultura.[10]

Factos rápidos População total, Regiões com população significativa ...

Sua população é de quase 31,7 milhões de habitantes, a Venezuela é o quinto país mais populoso no subcontinente sul-americano. A maioria dos venezuelanos professam o cristianismo como religião - sendo a maioria da fé católica - e têm o espanhol como língua materna. Como outros países da região, a maioria dos venezuelanos é o resultado de uma mistura de grupos étnicos, principalmente europeus, ameríndios e africanos.[11]

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Geografia

A Venezuela tem 916.445 km² de território total, com 915.174km² em terra firme e 1.270km² de território insular.[12] Incluindo o seu território continental e marítimo, a Venezuela controla 987.740km²; além disso, Caracas pleiteia 159.542km² da Guiana Essequiba.[12] O país é delimitado ao norte pelo mar do Caribe; ao sul por fronteiras com a Colômbia e o Brasil; no leste com a Guiana e o oceano Atlântico; e no oeste com a Colômbia.[12]

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História

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Período pré-colombiano

A escrita não era utilizada na época pré-colombiana, período histórico em que diversos grupos começaram a se deslocar pela América, dificultando a busca por evidências dos povos que começaram a povoar essas terras. No entanto, escavações arqueológicas mostram evidências de certos períodos que ocorreram no continente. A Venezuela provavelmente foi colonizada pela primeira vez por humanos há 16.000 anos, devido aos fluxos migratórios de outras culturas indígenas da América, vindas do sul para a Amazônia, do oeste através dos Andes e do norte pelo Mar do Caribe.

São quatro os períodos de diversidade que se desenvolvem na Venezuela atual, que mesmo entrando em um novo período, não significou o fim do anterior. As primeiras migrações para o continente ocorreram provavelmente do Leste Asiático por volta de 15.000 a.C. Esses primeiros migrantes (chamados genericamente de "índios") se estabeleceram inicialmente na América do Norte, migrando posteriormente para o território da atual Venezuela. Durante esse período, vários mamíferos foram desaparecendo pelas mudanças climáticas que já começavam a ocorrer há 5.000 anos, então a população no continente começou a se deslocar em direção ao litoral e se espalhar para algumas ilhas próximas, tentando encontrar novas alternativas de alimentação.

Colonização

Há 516 anos, entre 31 de julho e 5 de agosto de 1498, Cristóvão Colombo e os navios dos colonizadores espanhóis desembarcaram pela primeira vez no continente americano, no que hoje é território venezuelano. Alonso de Ojeda, que liderou a segunda expedição espanhola, achou que o golfo se assemelhava a Veneza, devido às casas sobre palafitas, e lhe deu o nome de Venezuela, que significa “pequena Veneza”.[13] O nome nativo era Coquivacoa ou Coquibacoa. O nome Venezuela será usado pela primeira vez no mapa de Juan de la Costa de 1500.[14]

A colonização foi rápida, apesar de pequenas rebeliões indígenas locais, e os espanhóis conseguiram conquistar o território. Durante esse período, ocorreu o processo de miscigenação mais significativo, que mais tarde definiria o perfil social do país. Partes dela foram colonizadas pelos espanhóis a partir de 1502 e pelos alemães a partir de 1528. Desenvolveu-se uma economia próspera, com criação de gado e, posteriormente, cultivo de cacau, e o comércio com as ilhas britânicas e francesas vizinhas, bem como com a Espanha. A mineração de ouro e prata foi um fator significativo, embora El Dorado, a lendária cidade do ouro, nunca tenha sido descoberta. Com o passar do tempo e a introdução do continente africano, uma terceira raça, os negros, foi se integrando à população, criando heterogeneidade nos rostos da sociedade da época.[15][16]

Durante a época colonial (séculos XVI, XVII e XVIII), "brancos peninsulares" começaram a se estabelecer na Venezuela, vindos diretamente da Península Ibérica, principalmente da região basca. Essas pessoas tendiam a ocupar cargos na coroa e representavam 15% da população. Outro grupo de brancos nascidos na Venezuela era originalmente chamado de "crioulos", representando 20% da população: eram, em sua maioria, originários das Ilhas Canárias e trabalhavam principalmente no pequeno comércio. Os outros dois grupos menores eram os habitantes originais (índios) e os negros nascidos na Venezuela, trazidos através do Atlântico: os quais representavam cerca de 5% da população. Logo, os grupos raciais começaram a se misturar e os "morenos" foram criados. Eles são descendentes mistos de brancos, índios, negros e outros pardos. No século XVIII, eles eram o maior grupo racial da Venezuela, representando mais de 60% da população. Esse processo é responsável pela maioria dos venezuelanos mestiços. Esse número, no entanto, continuaria a diminuir após o boom econômico de meados do século XX.

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Demografia

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A diáspora venezuelana no mundo.
  Venezuela
  + 1.000.000
  + 100.000
  + 10.000
  + 1.000

Com uma população de aproximadamente 31,7 milhões de pessoas, a Venezuela se tornou o sexto país mais populoso da América Latina (depois de Brasil, México, Colômbia, Argentina e Peru). Mais de 7,9 milhões de venezuelanos vivem em outros países.[17] Devido à piora das condições econômicas na Venezuela, 100.000 venezuelanos vivem na vizinha Guiana e um número maior no Peru, Colômbia, Brasil, Equador, Estados Unidos, Trinidade e Tobago, Chile e Panamá.[18][19] A Colombia, Peru e Brasil receberam a maioria dos refugiados.[19]

Mais de noventa por cento dos venezuelanos vivem em áreas urbanas – um número significativamente superior à média mundial. A taxa de alfabetização (98%) na Venezuela também está bem acima da média mundial, e a taxa de crescimento populacional supera ligeiramente a média mundial. Uma grande proporção de venezuelanos é jovem, em grande parte devido à recente redução da taxa de mortalidade infantil. Enquanto 30% da população tem 14 anos ou menos, apenas 4% têm 65 anos ou mais.[20]

Composição étnica

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Durante as décadas de 1820 a 1930, a Venezuela recebeu uma grande onda de 2,1 milhões de imigrantes europeus, sendo o terceiro país da América Latina a recebê-los, atrás da Argentina e do Brasil.[11] A Venezuela possui uma população diversificada que reflete sua história vibrante e os povos que ali residiram ao longo do tempo. A mistura histórica dos diferentes grupos principais forma a base da demografia atual do país: imigrantes europeus, povos ameríndios, africanos, asiáticos (incluindo árabes/asiáticos ocidentais) e outros imigrantes recentes. A composição genética do DNA autossômico da população venezuelana é de 60,60% de contribuição europeia, 23% de contribuição ameríndia e 16,30% de contribuição africana.[21]

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População morena da Venezuela em 2011.
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População branca da Venezuela em 2011.
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População ameríndia da Venezuela em 2011.
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População negra da Venezuela em 2011.

Aproximadamente 51,6% da população são caboclos e mulatos de descendência mista europeia e ameríndia, com uma menor contribuição africana e 43,6% dos venezuelanos se identificam como europeus ou do Oriente Médio. Outros 3,6% se identificam como descendentes total ou parcialmente negros / africanos, enquanto 2,7% se identificam como totalmente ameríndios.[22]

Conforme dados das Nações Unidas, entre 2,3 a 3,1 milhões de venezuelanos vivem fora da Venezuela. Colômbia, Peru, Equador e Brasil tem sido os principais destinos de imigrantes venezuelanos nos últimos anos, mas também se registra uma notável comunidade venezuelana na Europa, especialmente na Espanha, Portugal e Itália.

Mais informação Europeu, Amerindio ...

(Castro de Guerra et al, 2011) após compilar dados de pesquisas genéticas anteriores, a composição genética das regiões venezuelanas termina da seguinte forma:

Mais informação Região, Contribuição europeia ...

Grupos étnicos

Grupos étnicos na Venezuela (Latinobarometro)
Caboclos 33%
Brancos 32%
Mulatos 21%
Pretos 8%
Indígenas 4%
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Ver também

Referências

  1. «População da Venezuela 2015». countrymeters.info. Consultado em 12 de novembro de 2015
  2. Estadão, ed. (13 de junho de 2018). «Colômbia recebeu mais de 1 milhão de pessoas da Venezuela». Consultado em 5 de fevereiro de 2019
  3. «Perú acoge unos 550,000 venezolanos al finalizar plazo para permiso especial» (em espanhol). Gestion. 2 de novembro de 2018. Consultado em 5 de fevereiro de 2019
  4. «Equador abre corredor humanitário para venezuelanos que imigram para o Peru». G1. 24 de agosto de 2018. Consultado em 5 de fevereiro de 2019
  5. «HISPANIC OR LATINO ORIGIN BY SPECIFIC ORIGIN» (em inglês). United States Census Bureau. 2017. Consultado em 5 de fevereiro de 2019
  6. Site do Senado Federal Brasileiro. «Debatedores-pedem-continuidade-da-operacao-acolhida-de-apoio-a-venezuelanos». Consultado em 23 de Novembro de 2022
  7. «Estadística del Padrón Continuo a 1 de enero de 2015. Datos a nivel nacional, comunidad autónoma y provincia» (em espanhol). Instituto Nacional de Estadística (INE). 2015. Consultado em 5 de fevereiro de 2019
  8. «Macri: "La Argentina ya ha recibido 130 mil venezolanos"» (em espanhol). Chequeado. 2 de outubro de 2018. Consultado em 5 de fevereiro de 2019
  9. Coletivo (15 de dezembro de 1999). «Constitución de la República Bolivariana de Venezuela» (PDF). Ministerio del Poder Popular para la Educación (em espanhol): 4-5. Consultado em 4 de junho de 2025. Arquivado do original (PDF) em 1 de outubro de 2013
  10. Baily, Samuel L.; Miguez, Eduardo José (2003). Mass Migration to Modern Latin America. Col: Jaguar Books on Latin America 24 (em inglês). Wilmington, Delaware: Bloomsbury Publishing PLC. p. 14. ISBN 978-1461665786. OCLC 656768721. Consultado em 4 de junho de 2025
  11. Alvarado, José. «Superficie de Venezuela». Scribd (em espanhol). Consultado em 4 de junho de 2025
  12. Horodowich, Elizabeth (2018). The Venetian Discovery of America: Geographic Imagination in the Age of Encounters 1 ed. Cambridge: Cambridge University Press. p. 173. ISBN 978-1107150874. OCLC 1050321285. Consultado em 4 de junho de 2025
  13. Gerencia General de Estadísticas Demográficas; Gerencia de Censo de Población y Vivienda (maio de 2014). «XIV Censo Nacional de Población y Vivienda: Resultados Total Nacional de la República Bolivariana de Venezuela» (PDF). Venezuelanalysis. Instituto Nacional de Estatística (INE) (em espanhol): 7. Consultado em 4 de junho de 2025
  14. Martz, John D. (1 de maio de 1965). «La estructura económica de Venezuela colonial». Duke University Press. Hispanic American Historical Review (em inglês). 45 (2): 338–339. ISSN 0018-2168. doi:10.1215/00182168-45.2.338aAcessível livremente. Consultado em 4 de junho de 2025
  15. Correa, Monica (6 de novembro de 2015). «What was Venezuela's colonial economy like?». Caracas Chronicles (em inglês). Consultado em 4 de junho de 2025
  16. «Situación de Venezuela». ACNUR (em espanhol). Consultado em 5 de junho de 2025
  17. Amaya, Ana Alanis; Batalova, Jeanne (5 de fevereiro de 2025). «Inmigrantes venezolanos en Estados Unidos». Migration Policy Institute (em espanhol). Consultado em 5 de junho de 2025
  18. Gerencia General de Estadísticas Demográficas; Gerencia de Censo de Población y Vivienda (maio de 2014). «XIV Censo Nacional de Población y Vivienda: Resultados Total Nacional de la República Bolivariana de Venezuela» (PDF). Venezuelanalysis. Instituto Nacional de Estatística (INE) (em espanhol): 18. Consultado em 5 de junho de 2025
  19. Gerencia General de Estadísticas Demográficas; Gerencia de Censo de Población y Vivienda (maio de 2014). «XIV Censo Nacional de Población y Vivienda: Resultados Total Nacional de la República Bolivariana de Venezuela» (PDF). Instituto Nacional de Estatística (INE) (em espanhol): 29. Consultado em 4 de junho de 2025
  20. Guerra, D. Castro De; Pérez, C. Figuera; Izaguirre, M. H.; Barahona, E. Arroyo; Larralde, A. Rodríguez; Lugo, M. Vívenes De (junho de 2011). «Gender differences in ancestral contribution and admixture in Venezuelan populations». Human Biology. 83 (3): 345–361. ISSN 1534-6617. PMID 21740152. doi:10.3378/027.083.0302
  21. Salazar-Flores, J.; Zuñiga-Chiquette, F.; Rubi-Castellanos, R.; Álvarez-Miranda, J. L.; Zetina-Hérnandez, A.; Martínez-Sevilla, V. M.; González-Andrade, F.; Corach, D.; Vullo, C. (1 de fevereiro de 2015). «Admixture and genetic relationships of Mexican Mestizos regarding Latin American and Caribbean populations based on 13 CODIS-STRs». HOMO (em inglês). 66 (1): 44–59. ISSN 0018-442X. doi:10.1016/j.jchb.2014.08.005
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Bibliografia

Ligações externas

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