Andes

cadeia montanhosa na América do Sul / De Wikipedia, a enciclopédia livre

A cordilheira dos Andes (em quíchua: Anti(s)) é uma vasta cadeia montanhosa formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul, sendo a formação geológica desta datada do período Terciário. A cordilheira possui aproximadamente oito mil quilômetros de extensão. É a maior cadeia de montanhas do mundo (em comprimento), e em seus trechos mais largos chega a 160 km do extremo leste ao oeste. Sua altitude média gira em torno de 4 000 m e seu ponto culminante é o monte Aconcágua, com 6 962 m de altitude.

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Andes
  acidente geográfico  
Andes
Vista de uma porção dos Andes entre a Argentina e o Chile.
Localização

Composição de imagens de satélite da parte sul da cordilheira.
Localização em mapa dinâmico.
Países
Região geográfica
Características gerais
Tipo
Cordilheira
  • Cordillera americana
Sopé 500 km
Cume(s) mais alto(s) Aconcágua
Dimensões
Altitude máxima 6 962 m
(22 841 pés)
Área
  • 3 300 000 quilómetro quadrado
Comprimento 8 000 km

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A cordilheira dos Andes se estende desde a Venezuela até a Patagônia, atravessando todo o continente sul-americano, caracterizando a paisagem de Chile, Argentina, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia, também conhecidos como América Andina. A cordilheira surgiu em resultado de um choque ocorrido entre duas placas tectônicas: há milhões de anos, a placa de Nazca moveu-se em direção à placa sul-americana, dando origem às elevadas montanhas que hoje formam a cordilheira dos Andes.[1]

Nos territórios da Colômbia e da Venezuela a cordilheira se ramifica e se prolonga até quase alcançar o mar do Caribe. Em sua parte meridional serve de longa fronteira natural entre Chile e Argentina. Na zona central, os Andes se alargam dando lugar a um planalto elevado conhecido como Altiplano, partilhado pelo Peru, Bolívia e Chile. A cordilheira volta a estreitar-se no norte do Peru e se alarga novamente na Colômbia para estreitar-se e dividir-se ao entrar na Venezuela.[2]

Com o passar dos anos alguns acidentes aéreos aconteceram na região nos Andes, mas o mais famoso foi o ocorrido com Voo Força Aérea Uruguaia 571, mais conhecido como Tragédia dos Andes ou Milagre dos Andes (El Milagro de los Andes). Seus sobreviventes tiveram que ficar 72 dias na neve, comendo a carne dos passageiros que haviam morrido, restando no fim 16 sobreviventes.[3][4]