cover image

Chile (pronunciado em português europeu: [ˈʃilɨ, ˈʃiɫ]; pronunciado em português brasileiro: [ˈʃili]; pronunciado em castelhano: [ˈtʃile]), oficialmente República do Chile (em castelhano: República de Chile ), é um país da América do Sul que ocupa uma longa e estreita faixa costeira encravada entre a cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico. Faz fronteira ao norte com o Peru, a nordeste com a Bolívia, a leste com a Argentina e a Passagem de Drake, a ponta mais meridional do país. O Pacífico forma toda a fronteira oeste do país, com um litoral que se estende por 6 435 quilômetros.[5] Com quase 20 milhões de habitantes, o Chile compreende alguns territórios ultramarinos, como o Arquipélago Juan Fernández, as Ilhas Desventuradas, a ilha Sala y Gómez e a ilha de Páscoa, sendo que as duas últimas estão localizadas na Polinésia. O Chile reclama a soberania de 1 250 000 quilômetros quadrados de território na Antártida. É um dos dois únicos países da América do Sul que não têm uma fronteira comum com o Brasil, junto com o Equador.


República do Chile
República de Chile
Brasão de armas do Chile
Bandeira Brasão de armas
Lema: Por la razón o la fuerza
(Espanhol: "Pela razão ou a força")
Hino nacional: Puro Chile
noicon
Gentílico: chileno(a)

Localização República do Chile

Localização do Chile em verde; área reivindicada pelo país na Antártida em verde claro.
Capital Santiago[1]
Cidade mais populosa Santiago
Língua oficial Espanhol
Governo República unitária presidencialista
 Presidente Gabriel Boric
 Presidente do Senado Álvaro Elizalde
 Presidente da Câmara dos Deputados Raúl Soto
 Presidente do Supremo Tribunal Guillermo Silva
Independência da Espanha 
 Iniciada18 de setembro de 1810 
 Formalmente declarada12 de fevereiro de 1818 
Área  
   Total756 950 km² (38.º)
  Água (%) 1,07
 Fronteira Peru (a norte), Bolívia (a nordeste) e Argentina (a leste); Oceano Pacífico (a oeste) e Oceano Atlântico (a leste).
População  
   Estimativa para 201718 050 000 hab. (60.º)
  Censo 2017 17 574 003[1] hab. 
  Densidade 22 hab./km² (194.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
  TotalUS$ 410,277 bilhões*[2] 
  Per capitaUS$ 23 165[2] 
PIB (nominal) Estimativa de 2014
  TotalUS$ 264,095 bilhões*[2] 
  Per capitaUS$ 14 911[2] 
IDH (2021) 0,855 (42.º)  muito alto[3]
Gini (2017) 44,4[4] 
Moeda Peso Chileno (CLP)
Cód. ISO CHL
Cód. Internet .cl
Cód. telef. +56
Website governamental www.gob.cl
:[1] ^ Embora Santiago seja a capital, o parlamento está localizado em Valparaíso.

O Chile possui um território incomum, com 4 300 quilômetros de comprimento e, em média, 175 quilômetros de largura, o que dá ao país um clima muito variado, indo do deserto mais seco do mundo — o Atacama — no norte do país, a um clima mediterrâneo no centro, até um clima alpino propenso à neve ao sul, com geleiras, fiordes e lagos.[6] O deserto do norte chileno contém uma grande riqueza mineral, principalmente de cobre. Uma área relativamente pequena no centro chileno domina o país em termos de população e de recursos agrícolas. Esta área é o centro cultural, político e financeiro a partir do qual o Chile se expandiu no final do século XIX, quando integrou as regiões norte e sul em uma só nação. O sul do país é rico em florestas e pastagens e possui uma cadeia de montanhas, vulcões e lagos. A costa sul é um gigantesco labirinto de penínsulas compostas por fiordes, enseadas, canais e ilhas. A cordilheira dos Andes está localizada por toda a fronteira oriental chilena.[7]

Os primeiros humanos provavelmente chegaram ao Chile por 18 500 anos atrás. Antes da chegada dos europeus no século XVI, o norte do Chile estava sob o domínio inca, enquanto os índios Mapuches (também conhecidos como Araucanos pelos colonizadores espanhóis) habitavam o centro e o sul do território. Embora o Chile tenha declarado sua independência em 1817, a vitória decisiva contra o controle espanhol não foi alcançada até 1818. Na Guerra do Pacífico (1879–83), o país venceu a Bolívia e o Peru e conquistou as regiões do norte. O Chile, que até então parecia estar relativamente livre da instabilidade política e do surgimento de governos autoritários que atingiam o resto do continente sul-americano, suportou 17 anos de uma rígida ditadura militar (1973–1990), uma das mais sangrentas do século XX na América Latina, responsável pela morte de mais de três mil pessoas.[6]

Atualmente, o Chile é um dos países mais estáveis e prósperos da América do Sul detendo, ainda, o melhor Índice de desenvolvimento humano dentro do contexto da América Latina. O país também possui bons níveis de qualidade de vida, estabilidade política, globalização, liberdade econômica e percepção de corrupção, além de índices comparativamente baixos de pobreza.[8] Também é elevado no país o nível de liberdade de imprensa e de desenvolvimento democrático. Em maio de 2010, o Chile se tornou o primeiro país sul-americano a aderir à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE),[9] além de também ser um dos membros de várias outras organizações internacionais, como as Nações Unidas (ONU), a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), a União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), a Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), a Aliança do Pacífico (AP), o Parlamento Latino-americano e a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI).