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Irara

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A irara, jaguapé, papa-mel e taira (nome científico: Eira barbara) é um animal onívoro da família dos mustelídeos (Mustelidae). É a única espécie do género Eira. Tem um aspecto semelhante ao das martas e doninhas, podendo atingir um comprimento de até 71 centímetros (não incluindo a cauda, que pode se estender por 46 centímetros). Os machos são maiores e ligeiramente mais musculosos do que as fêmeas. Pesam até sete quilos e têm pelagem curta, marrom escura a preta, que é relativamente uniforme em todo o corpo, membros e cauda. Seus pés têm dedos de comprimento desigual e suas garras são curtas e curvas e adaptadas para escalar e correr.

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Irara

Registro efetuado em Tapiraí, em São Paulo, mais precisamente na Trilha dos Tucanos, na Mata Atlântica, no Brasil
Estado de conservação

Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Mustelídeos
Subfamília: Mustelinae
Género: Eira
Hamilton Smith, 1842
Espécie: E. barbara[2]
Nome binomial
Eira barbara
Lineu, 1758
Distribuição geográfica

Distribuição da irara
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As iraras são encontradas na maior parte da América do Sul a leste dos Andes, exceto no Uruguai, no leste do Brasil e em quase todas as partes do norte da Argentina. Também são encontrados em toda a América Central, no México até o sul de Veracruz e na ilha de Trindade. Geralmente são encontradas apenas em florestas tropicais e subtropicais, embora possam cruzar pastagens à noite para se mover entre fragmentos de floresta. São escaladores experientes, usando suas longas caudas para se equilibrar. São animais diurnos solitários, embora ocasionalmente ativos durante o fim da tarde ou à noite. São onívoros oportunistas, caçadores roedores e outros pequenos mamíferos, bem como pássaros, lagartos e invertebrados, e escalam árvores para obter frutas e mel.

As populações de iraras selvagens estão diminuindo lentamente. Outros fatores incluem atropelamentos; a aproximação com animais domésticos, o que pode gerar competição por recursos e transmissão de doenças; morte acidental durante a queima de canaviais; e conflitos com avicultores, apicultores e agricultores. A espécie é listada como preocupante na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), exceto para sua subespécie E. b. senex que é classificada como vulnerável. A espécie foi incluída por Honduras no Apêndice III da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção. No Brasil, foi classificada como menos preocupante nas listas de São Paulo e Paraná, mas vulnerável no Rio Grande do Sul.