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G20

grupo formado pelos líderes das maiores economias mundiais Da Wikipédia, a enciclopédia livre

G20
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 Nota: Para o grupo de países emergentes, veja G20 (países em desenvolvimento).

O G20 ou Grupo dos 20 é um grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Africana e União Europeia. Foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de 1990.[1] Visa favorecer a negociação internacional, integrando o princípio de um diálogo ampliado, levando em conta o peso econômico crescente de alguns países, que, juntos, representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio mundial (incluindo o comércio intra-UE) e dois terços da população mundial. O peso econômico e a representatividade do G-20 conferem-lhe significativa influência sobre a gestão do sistema financeiro e da economia global.[2][3]

Factos rápidos Tipo, Fundação ...

O G-20 estuda, analisa e promove a discussão entre os países mais ricos e os emergentes sobre questões políticas relacionadas com a promoção da estabilidade financeira internacional e encaminha as questões que estão além das responsabilidades individuais de qualquer organização.[4]

Com o crescimento da importância do G-20 a partir da reunião de 2008, em Washington, e diante da crise econômica mundial, os líderes participantes anunciaram, em 25 de setembro de 2009, que o G-20 seria o novo conselho internacional permanente de cooperação econômica, eclipsando o G8, constituído até então pelas sete economias mais industrializadas no mundo e a Rússia.[5][6][7]

A partir da 18.ª cúpula realizada em Nova Deli em 2023, a União Africana entrou para a organização como membro permanente.[8][9]

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Criação

O G-20 foi criado em substituição ao G33 - que, por sua vez, havia substituído o G-22 -, durante a reunião de cúpula do G7, em Colônia, em junho de 1999. Em 26 de setembro do mesmo ano, foi estabelecido formalmente, na reunião de ministros de finanças. Sua reunião inaugural ocorreu em 15 e 16 de dezembro, em Berlim.

O novo Grupo dos 20 foi proposto como um novo fórum para cooperação e consulta nas matérias pertinentes ao sistema financeiro internacional. Estuda, revisa e promove a discussão entre os principais países desenvolvidos e os emergentes. É integrado pelos ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais do G7 e de outros 13 países chaves, além do Banco Central Europeu.

Na reunião de 14-15 de novembro de 2008, pela primeira vez, reuniram-se não os ministros de finanças dos países membros do G-20, mas os respectivos chefes de Estado ou de governo, o que representou uma mudança significativa no papel do G-20, que passou a assumir a centralidade como fórum de discussão sobre governança internacional antes ocupada pelo G7.[10][11][12]

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Objetivos

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Perspectiva

O objetivo principal do G20 é reunir regularmente as mais importantes economias industrializadas e emergentes para discutir questões-chave da economia global[13] e promover políticas compatíveis com o comunicado aprovado pelo G20, na reunião de Berlim, em 2004.[14][15] Este acordo realça uma variedade da política neoliberal, incluindo:

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Reunião do G20 realizada em Washington, D.C. em 5 de novembro de 2008.

Em 2006 o tema da reunião do G20 foi "Construindo e Sustentando a Prosperidade". As questões discutidas incluíram reformas domésticas para realizar o "crescimento sustentado", energia e mercados globais de commodities, a 'reforma' do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, e o impacto de mudanças demográficas decorrentes do envelhecimento da população.

Em 2007, na África do Sul, os principais temas propostos foram:

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Países membros e organizações

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Perspectiva

Nas reuniões de cúpula do G-20, participam os líderes dos 19 países e também da União Africana e União Europeia. Nas reuniões de nível ministerial, participam os respectivos ministros das finanças e presidentes de bancos centrais.[17][18]

Mais informação Região, Membro ...
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Reuniões

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Perspectiva
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1ª reunião de cúpula do G20 (2008).
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7ª reunião de cúpula do G20 (2012).
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10.ª reunião de cúpula do G20 (2015)
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11.ª reunião de cúpula do G20 (2016).
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13.ª reunião de cúpula do G20 (2018).
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14.ª reunião de cúpula do G20 (2019).
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16.ª reunião de cúpula do G20 (2021).
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19.ª reunião de cúpula do G20 (2024).

Reuniões ministeriais[20]

Reuniões de cúpula[21] (chefes de Estado e de governo)

O G-20 foi criado como uma resposta tanto para a crise financeira de 2007-2010 e para um crescente reconhecimento de que os países emergentes não foram adequadamente incluídos no núcleo da discussão econômica global e governança. As cúpulas de chefes de Estado ou de governo do G20 foram realizadas, além de as reuniões dos ministros das finanças e dos governadores dos bancos centrais do G20, que continuaram a se reunir para preparar a cúpula dos líderes e implementar suas decisões. Após a estreia da cúpula em Washington, D.C., em 2008, os líderes do G20 se encontraram duas vezes por ano em Londres e Pittsburgh em 2009, Toronto e Seul em 2010.

A partir de 2011, quando a França presidiu e organizou o G20, as cúpulas serão realizadas apenas uma vez por ano.

Mais informação Data, País ...

Agrupamento das nações

Para decidir qual país membro vai presidir a reunião de líderes do G20 em um determinado ano, todos os países membros são atribuídos a um de cinco grupos diferentes, sendo que todos os grupos, com exceção de um, têm quatro membros e o outro tem três. Nações da mesma região são colocadas no mesmo grupo, exceto no Grupo 1 e no Grupo 2. Todos os países de um grupo são elegíveis para assumir a presidência do G20 quando for a vez de seu grupo. Portanto, os Estados desse grupo precisam negociar entre si para selecionar o próximo presidente do G20. A cada ano, um país membro diferente do G20 assume a presidência, começando em 1º de dezembro e terminando em 30 de novembro. Esse sistema está em vigor desde 2010, quando a Coreia do Sul, que está no Grupo 5, assumiu a presidência do G20. A tabela abaixo lista os agrupamentos das nações:[33][34]

Mais informação Grupo, Países ...

Reunião de novembro de 2010 em Seul

A reunião de cúpula do G-20 em Seul, nos dias 11 e 12 de novembro de 2010, teve como tema a guerra cambial que afeta o comércio internacional, em razão da desvalorização do dólar, com a consequente valorização das moedas de outros países, o que torna os produtos desses países mais caros no mercado global e, portanto, menos competitivos.

No final do encontro, os líderes do grupo dos 20 emitiram uma declaração, comprometendo-se a evitar desvalorizações competitivas de moedas e a fortalecer a cooperação internacional, visando reduzir os desequilíbrios globais.

Analistas avaliaram o comunicado do G20 apenas como uma declaração de intenções, sem indicação de medidas concretas.[35]

G20 no Brasil

As reuniões do G20 no Brasil ocorreram entre dezembro de 2023 e novembro de 2024, mês no qual o país assumiu a presidência do grupo. A cúpula principal ocorreu nos dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, marcando a primeira vez que o Brasil sediava uma cúpula do G20.[36] Sob o tema 'Construindo um Mundo Justo e um Planeta Sustentável', as discussões, capitaneadas pelo governo brasileiro liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abordaram o combate à fome, à pobreza e à desigualdade, além das três dimensões do desenvolvimento sustentável: econômico, social e ambiental, e a reforma da governança global. Durante o evento, foi lançada a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, com a adesão de 82 países, visando acelerar os esforços para erradicar a fome e a pobreza mundialmente.[37]

Para promover esses objetivos, a presidência brasileira anunciou a criação do grupo de trabalho Mobilização Global Contra as Mudanças Climáticas, com o intuito de criar mecanismos que gerem renda e reduzam as desigualdades para as populações afetadas pelas mudanças climáticas.[38][39] Durante a cúpula, foi formalizada a criação da Força-Tarefa para a Mobilização Global contra a Mudança do Clima, com participação de 12 países. A iniciativa visa implementar projetos concretos em países vulneráveis às mudanças climáticas.[40][41]

O Brasil afirmou que buscaria uma reforma abrangente das principais instituições globais, incluindo o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial do Comércio, bem como a ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, visando fortalecer a representatividade e a influência do Sul Global nas decisões internacionais.[42] A proposta brasileira de reforma das principais instituições globais foi amplamente discutida e, embora não tenha havido um consenso imediato, foi criado um comitê para avaliar mudanças estruturais na governança dessas instituições, com prazo de apresentação de resultados até a próxima cúpula.[43]

O G20 Social, uma inovação introduzida pela presidência brasileira, contou com a participação de mais de 100 organizações da sociedade civil. O espaço gerou recomendações, algumas das quais foram incorporadas à declaração final da cúpula, especialmente no que tange à inclusão social e financiamento climático.[44]

A Reunião de Chanceleres reuniu ministros de países como Rússia e Estados Unidos para discutir governança global e crises internacionais. O Brasil também sediou o Urban 20 (U20), que envolveu prefeitos de grandes cidades globais em debates sobre sustentabilidade urbana e desenvolvimento inclusivo.[45] Outro destaque foi o Youth 20 (Y20), que engajou jovens líderes na formulação de soluções para pobreza, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável.

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Ver também

Referências

  1. «Entenda o que é o G20». G1. Consultado em 7 de dezembro de 2021
  2. «Officials: G-20 to supplant G-8 as international economic council». CNN. 25 de setembro de 2009. Consultado em 25 de setembro de 2009
  3. «Por que entrada da União Africana no G20 é histórica?». G1. 9 de setembro de 2023. Consultado em 25 de setembro de 2023
  4. KIRTON, John. The G20 Takes Centre Stage. Growth, Innovation, Inclusion: The G20 at Ten. São Paulo. Nov 2008. Disponível em http://www.g8.utoronto.ca/newsdesk/G20at10.pdf Arquivado em 12 de dezembro de 2011, no Wayback Machine. Acesso em 20 Out 2011.
  5. MARTIN, Paul E. P. Time for the G20 to take the mantle from the G8. Growth, Innovation, Inclusion: The G20 at Ten. São Paulo. Nov 2008. Disponível em http://www.g8.utoronto.ca/newsdesk/G20at10.pdf Arquivado em 12 de dezembro de 2011, no Wayback Machine. Acesso em 20 Out 2011.
  6. GREGORY, Denise; LUZ, Mariana. Brasil and the G20: leading the way. Growth, Innovation, Inclusion: The G20 at Ten. São Paulo. Nov 2008. Disponível em http://www.g8.utoronto.ca/newsdesk/G20at10.pdf Arquivado em 12 de dezembro de 2011, no Wayback Machine. Acesso em 22 Out 2011.
  7. «Communiqué - Meeting of Finance Ministers and Central Bank Governors Berlin, 20-21 Nov. 2004» (PDF). Consultado em 21 de novembro de 2010. Arquivado do original (PDF) em 12 de janeiro de 2011
  8. «G-20 WORK PROGRAMME FOR 2007» (PDF). Consultado em 8 de novembro de 2010. Arquivado do original (PDF) em 24 de setembro de 2010
  9. G-20 Membros do grupo Arquivado em 4 de maio de 2011, no Wayback Machine.. Website oficial do G-20.
  10. o que é o G20 Arquivado em 4 de maio de 2011, no Wayback Machine. (em inglês).
  11. Van Rompuy and Barroso to both represent EU at G20, por Valentina Pop. EUobserver, 19 de março de 2010.
  12. Canada (25 de setembro de 2009). «Canada to host 'transition' summit in 2010». Toronto: Theglobeandmail.com. Consultado em 27 de junho de 2010
  13. «Korea to Host G20 in November». The Korea Times. 25 de Setembro de 2009. Consultado em 26 de setembro de 2009
  14. «French G20 summit to be November 2011 in Cannes». Business Recorder. 12 de novembro de 2010. Consultado em 12 de novembro de 2010
  15. «G20 JAPAN 2019 | The Government of Japan - JapanGov -». JapanGov (em inglês). Consultado em 24 de julho de 2019
  16. «A Roma il primo G20 italiano». EastWest (em italiano). 14 de fevereiro de 2020
  17. Carin, Barry (4 de novembro de 2010). «The Future of the G20 Process». Centre for International Governance Innovation. Consultado em 19 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 15 de abril de 2012
  18. «Entenda o que é o G20 e qual é seu objetivo no Brasil». Valor Econômico. 13 de dezembro de 2023. Consultado em 4 de novembro de 2024
  19. «Mais de 80 países lançam no Rio aliança para erradicar fome e pobreza no mundo». G1. 18 de novembro de 2024. Consultado em 3 de dezembro de 2024
  20. «Lula destaca mudança climática no 2º dia de G20: 'Não há mais tempo a perder'». CartaCapital. 19 de novembro de 2024. Consultado em 3 de dezembro de 2024
  21. Conteúdo, Estadão (19 de novembro de 2024). «No G20, Lula pede engajamento na mobilização global conjunta Brasil-ONU sobre o clima». Correio do Povo. Consultado em 3 de dezembro de 2024
  22. Moliterno, Danilo. «Brasil crê que G20 levará avanço à reforma global, mas não é "inocente", diz negociador». CNN Brasil. Consultado em 4 de novembro de 2024
  23. «Brasil propõe reforma da governança global na cúpula do G20». Agência Brasil. 13 de novembro de 2024. Consultado em 3 de dezembro de 2024
  24. Souza, Renata. «G20 Social: veja íntegra de declaração final da cúpula». CNN Brasil. Consultado em 3 de dezembro de 2024
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Ligações externas

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