James Augustine Aloysius Joyce (Terenure, Irlanda, 2 de fevereiro de 1882Zurique, Suíça, 13 de janeiro de 1941) foi um romancista, contista e poeta da Irlanda que viveu boa parte de sua vida expatriado. É amplamente considerado um dos maiores escritores do século XX. Suas obras mais conhecidas são o volume de contos Dublinenses/Gente de Dublin (1914) e os romances Retrato do Artista Quando Jovem (1916), Ulisses (1922) e Finnegans Wake (1939) - o que se poderia considerar um "cânone joyceano". Também participou dos primórdios do modernismo poético em língua inglesa, sendo considerado por Ezra Pound um dos mais eminentes poetas do imagismo.[1]

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James Joyce
James Joyce
James Joyce em fotogrado em Zurique, na Suíça, em 6 de novembro de 1918
Nome completo James Augustine Aloysius Joyce
Nascimento 2 de fevereiro de 1882
Terenure, província de Leinster, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda República da Irlanda)
Morte 13 de janeiro de 1941 (58 anos)
Zurique, Cantão de Zurique
Nacionalidade Irlandês
Cônjuge Nora Barnacle
Principais trabalhos
Filiação John Joyce (1849-1931)
Mary Murray Joyce (1859-1903)
Movimento literário Neorrealismo Italiano, Modernismo
Magnum opus Ulisses
Assinatura
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Embora Joyce tenha vivido fora de sua ilha irlandesa natal pela maior parte da vida adulta, sua identidade irlandesa foram essenciais para sua obra e fornecem-lhe toda a ambientação e muito da temática de sua obra. Seu universo ficcional enraíza-se fortemente em Dublin e reflete sua vida familiar e eventos, amizades e inimizades dos tempos de escola e faculdade. Desta forma, ele é ao mesmo tempo um dos mais cosmopolitas e um dos mais particularistas dos autores modernistas de língua inglesa. Após a publicação de Ulisses, ele elucidou essa preocupação, dizendo: "Ao meu ver, sempre escrevo sobre Dublin, porque se eu puder chegar ao coração de Dublin, posso chegar ao coração de todas as cidades do mundo. No particular está contido o universal".[2]

Seu estilo caracteriza-se por um domínio deslumbrante da linguagem e pela utilização de formas literárias inovadoras, associadas à criação de personagens que, como Leopold Bloom e Molly Bloom, constituem indivíduos de uma profunda humanidade.[3]

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